quarta-feira, setembro 11, 2013

Para brasileiros, líder religioso não deveria virar político

Marco Prates
Exame.com

Pesquisa mostra que quase 60% dos brasileiros são contrários à candidatura de líderes religiosos a cargos no Executivo ou Legislativo

José Cruz/ABr 
Cruzes fincadas no gramado da Esplanada dos Ministérios: 
quase 60% dos brasileiros são contrários à entrada de líderes religiosos na política

São Paulo – Seis em cada dez brasileiros são contrários à candidatura de líderes religiosos a cargos políticos, segundo pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). 

Quando questionados se concordam que religiosos tentem se tornar representantes eleitos, 57,8% dos entrevistados disseram que não. Outros 38,7% afirmaram que são a favor.

O levantamento perguntou ainda se as pessoas votariam em candidatos indicados pela igreja que frequentam: 66,2% disseram que não, contra 28,5% que responderam positivamente.

No âmbito do Congresso Nacional, a única frente religiosa organizada hoje e com objetivos comuns é a Frente Parlamentar Evangélica, com 78 membros - cerca de um sexto do total de 513 deputados.

Boa parte deles atua também como pastor. O mais famoso atualmente é Marco Feliciano, do PSC, partido cuja bancada é também em parte formada por membros religiosos.

Fora projetos de vários tipos, a grande união da bancada evangélica já rendeu polêmicas na casa. A Câmara teve que publicar explicações oficiais para justificar o uso de espaço da Casa - que é laica - para cultos, que ocorrem todas às quartas-feiras pela manhã, com a presença de funcionários e parlamentares.

Para a pesquisa, a CNT entrevistou duas mil pessoas, em 135 cidades do Brasil, de 21 estados diferentes, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2013.