Veja online
Com Estadão Conteúdo
Governo vem emitindo títulos públicos em favor da CDE para cobrir os descontos na conta de luz prometidos por Dilma Rousseff
(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, participou
de audiência pública na CAE do Senado, nesta terça-feira
Após ser questionado sobre os "valores reais" que o governo terá de desembolsar para bancar a redução do custo de energia aos consumidores, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou, nesta terça-feira, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o valor de repasse à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2013 será "possivelmente menor que 9 bilhões de reais, mas será um número expressivo".
O secretário disse que o governo decidiu "suportar o custo a mais das térmicas", que tiveram de ser ligadas devido ao baixo nível de chuvas em 2012. "Isso significa custo elevado do sistema elétrico, que não estava previsto. A rigor, haveria elevação da tarifa e redução. Não achamos esse processo positivo. Entendemos que deveríamos suportar", justificou.
A proposta de orçamento para 2014 prevê repasse de 9 bilhões de reais para a CDE. Augustin lembrou que esse é o valor previsto e que pode ou não ser completamente usado. O Tesouro Nacional autorizou, nesta terça-feira, mais uma emissão de títulos em favor da CDE, no valor de2,049 bilhões de reais. Na semana passada, Augustin afirmara que o repasse para a CDE em setembro ficaria entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de reais. Em julho, o valor foi de 500 milhões de reais e, em agosto, de 1,5 bilhão de reais.
O assunto foi colocado em pauta pela senadora Ana Amélia (PP-RS). "Falou-se muito quando o governo citou a política energética para baratear o custo de energia de um porcentual de desembolso do Tesouro para custear a redução do custo aos usuários. As informações que temos é de que esse valor é muito maior do que o previsto", disse Ana Amélia.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Que fosse metade do previsto, já representaria a grande farsa que foi o pacote elétrico imposto por Dilma Rousseff com a pretensão vigarista de reduzir as tarifas elétricas.
Que fosse metade do previsto, já representaria a grande farsa que foi o pacote elétrico imposto por Dilma Rousseff com a pretensão vigarista de reduzir as tarifas elétricas.
Foi vigarice porque a conta quem pagará será o mesmo consumidor pretensamente beneficiado, já que a fatura vai ser empurrada para o Tesouro, aumentando a dívida pública, que é paga por todos os contribuintes.
Foi vigarice porque o desconto pesou muito mais na rentabilidade das concessionárias, reduzindo sua capacidade de investimento, do que no brutal peso tributário das contas, que foi aumentado em mais de 100% nos governos petistas.
E, por último, foi vigarice porque, depois do anúncio, a ANEEL já autorizou aumentos de tarifa que praticamente anularam o desconto concedido.
