segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A segurança pública petista adora colecionar cadáveres

Adelson Elias Vasconcellos


Não é só na segurança pública que os petistas adoram colecionar cadáveres. Em outras áreas também. 

Mas, se é para se medir o desastre de um partido no poder, a segurança publica se torna o símbolo maior desta tragédia. Atingimos a marca histórica de 50 mil homicídios por ano, algo que todas as guerras somadas do planeta não conseguem produzir.

Sequer podem alegar “herança maldita”, ou a velha desculpa dos políticos nacionais “faltam recursos”. Nunca se arrecadou tanto, tampouco “nuncadantez” a carga tributária foi tão alta.  Faltam, mesmo, é gestão, competência, políticas públicas, planejamento, e até incluiria foco, tamanho é o descaso com área tão vital para o país. 

Bastou que esses infames assumissem o poder federal para a criminalidade se esparramar. Mas não é apenas a falta de ação de governar que perturba e aflige a vida diária dos brasileiros. Por detrás desta falta de ação do poder público, também há uma ideologia vagabunda, que defende direitos para os  criminosos, mas se esquece dos direitos de suas vítimas. Acumpliciada com boa parte da imprensa nacional, a ideologia em favor do bandido é vexatória, tão absurda que conseguiram demonizar o trabalho das policias militares.  Impossível não reconhecer a balbúrdia, a bagunça geral, o pode tudo da bandidagem. 

Olhando-se para o que se passa no Distrito Federal, onde o PT cavalga solto e faceiro, os números são estarrecedores. Mas não é só o DF quem padece com a insegurança. As populações da Bahia, Rio Grande do Sul, Acre, Alagoas, Maranhão e Sergipe também se tornaram vítimas da incompetência petista na área da segurança pública. 

A gente pode destacar um fato bem revelador, do quanto esta gente é rápida no gatilho para acusar adversários, mas é de uma omissão vergonhosa quando o tema chega a seu quintal.

Vimos na passagem de dezembro para janeiro, os acontecimentos do sistema penitenciário do Maranhão, estado que se tornou capitania hereditária do clã Sarney, e aliado da primeira hora ao petismo. 

E o que foi que se percebeu naqueles dias em que cabeças de presidiários rolavam?

Silêncio total nas falas de Dilma Rousseff, presidente da República.

Silêncio completo nas falas do senhor Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.

Silêncio absoluto nas falas de Maria do Rosário, Secretária de Direitos Humanos.

Silêncio rigoroso nas falas de Gilberto Carvalho, Secretário da Presidência República.

Reinou, durante todos aqueles  tristes e vergonhosos fatos, silêncio, omissão, mudez. Não se emitiram notas oficiais, não se convocaram jornalistas para entrevistas coletivas, não se levantou um pio para criticar. Se filmes, fotos e testemunhos não viessem a público, e muito provavelmente, nem o Brasil nem o resto do mundo  saberiam dos horrores que aconteciam nas pocilgas dos presídios do Maranhão.   Mas não só o Maranhão quem padece do descaso no sistema penitenciário. A imprensa foi descobrindo os horrores do presídio central de Porto Alegre, Alagoas, Rio Grande Norte.  Brasil afora, a selvageria é absoluta no sistema carcerário. 

Semana passada, um jovem que participara de um protesto contra os gastos da Copa, em São Paulo, carregava um mochila cujo conteúdo explicava bem o papel bandido que ele desejava representar nas manifestações. Quando descoberto, resolveu, primeiro, fugir e, depois, ameaçar os policiais com estilete. Foi baleado, não para morrer, mas para ser detido. Mesmo que a investigação estivesse em curso, Dilma, do alto de sua desinformação, (estava fora do país, precisamente, em Cuba), deu entrevistas “exigindo explicações”. Dias antes, um jovem homossexual, também em São Paulo, se jogara de um viaduto e veio a morrer. Sem que nada tivesse sido apurado, a senhora Maria do Rosário se apressou em emitir  uma nota oficial denunciando um “brutalmente assassinado”. Dias depois, soube-se que o jovem se suicidara. Maria do Rosário, como é usual em suas ações e falas infames, sequer desculpa pediu. 

Poderia citar aqui uma centena de exemplos em que fica claro que o governo só se manifesta sobre segurança nos estados governados pelos adversários. São Paulo, então, apesar de ser o estado com menor número de mortes por cem mil habitantes, nunca é poupado.

Do mesmo modo, seja no Executivo ou no Judiciário, apoiados amplamente por diversos setores da imprensa, o Brasil passou a adotar a política do bandido. Deus nos livre se a polícia tentar reprimir ações de bandidos, de vândalos, de invasores, de salafrários em geral. Quanto mais se os bandidos forem “pobres”. Para o Brasil de nossos dias, bom é prender rico. Aí é uma festa. Mas pobre, roubar e matar, logo encontrará defensores “especialistas” a tentar explicar, justificar e dar razão para o infrator. E, no entanto, sabemos que pobreza não guarda relação alguma com criminalidade. O indivíduo se torna bandido  não é por falta de opções, e sim por escolha pessoal. 

Fosse como querem os tais “especialistas”, não haveria pobres honestos e trabalhadores no Brasil. E registre-se: este grupo compõe a imensa maioria do povo brasileiro.

Ter uma força policial regiamente paga, com o padrão salarial mais elevado do país, fazendo operação tartaruga há mais de três meses, vendo a segurança pública fugir ao controle, convenhamos,   seria  o caso de impeachment do governador, de denúncia diária das ONGs de direitos humanos, entrevistas coletivas do ministro da justiça, de pedido de explicação da senhora presidente, da emissão diária de notas oficiais duras pela Secretaria de Direitos Humanos. E, contudo, todos os citados permaneceram mudos, como que solidários ao petista que desgoverna o Distrito Federal. E a violência no DF vem de longe, meus caros. Aliás, no Brasil ela começa a explodir de 2003 em diante (coincidência?). 

Assim, o TSE poderia mandar colar um aviso nas urnas eletrônicas em outubro próximo: 

UTILIDADE PÚBLICA:
O TSE INFORMA:  
votar em petista é prejudicial à vida; traz risco de morte para o eleitor.