segunda-feira, fevereiro 03, 2014

INACREDITÁVEL:Gastos com educação podem ser cortados este ano

João Pedro Caleiro
Exame.com

Equipe econômica está considerando um aumento menor nos gastos em educação para conseguir atingir meta fiscal, segundo a Folha

A2 Fotografia/José Luis da Conceição 

São Paulo - O orçamento federal brasileiro aprovado para 2014 prevê gastos de R$ 82,3 bilhões com educação.

É 14% acima dos US$ 71,7 blhões de 2013 e mais que o dobro do que se gastava em 2009 - mas este aumento pode estar sob risco.

De acordo com reportagem publicada hoje na Folha de São Paulo, a equipe econômica está considerando cortes nesta área. Seria possível diminuir o ritmo dos gastos mantendo algum crescimento em relação a 2013.

O objetivo é garantir um superávit fiscal, a economia que o governo faz para rolar a dívida pública, na ordem de 2% do PIB - algo em torno de R$ 30 bilhões.

O superávit fiscal foi um dos pontos de descontentamento do mercado com o governo Dilma no ano passado. Depois de um primeiro semestre fraco, a meta acabou sendo alcançada com a ajuda de receitas extraordinárias.

Decisões
A decisão ainda precisa ser tomada pela presidente Dilma Rousseff. Havia alguma expectativa de que ela anunciaria o patamar em Davos, mas ela se limitou a dizer que as contas públicas tiveram "melhora qualitativa" e que a meta "será condizente com a diminuição do endividamento".

Ontem, em Cuba, ela desautorizou qualquer informação divulgada sobre o assunto: "Ninguém do governo falou quanto vai ser cortado nem qual o superávit primário", disse a jornalistas presentes na cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O ministro da Fazenda Guido Mantega também afirmou ontem que o corte ainda não foi definido, mas será divulgado antes da data-limite de 20 de fevereiro.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Convenhamos que seria a pior das notícias que este governinho medíocre da senhora Rousseff poderia passar ao país, em pleno ano de Copa quando as pessoas reclamam dos gastos, e em ano eleitoral.

Espero que a informação não proceda. Já não basta o governo mudar de ministro da Educação para garantir reeleição? Já bastam os indicadores horrorosos que o Brasil tem apresentado nos últimos anos, e ainda  querer atingir meta fiscal cortando verbas na educação?

O que não faltam são gorduras em outras áreas não essenciais – além do desperdício -, para se cortar e atingir a meta fiscal. Que nas viagens da senhora presidente, ela torre menos dinheiro público com sua dispensável ostentação. 

O impressionante nem é a notícia que, por si só já seria um absurdo: o que impressiona, o inacreditável é que alguém do governo tenha tido a infeliz ideia.