sexta-feira, fevereiro 07, 2014

IRRESPONSÁVEL: Para Aldo, 'não adianta se desesperar' com atraso em obra

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Ministro prega 'tranquilidade' na reta final dos preparativos para Copa do Mundo

(Vanderlei Almeida/AFP) 
O ministro Aldo Rebelo antes do sorteio dos grupos da Copa, na Costa do Sauípe 

"O sucesso é de todos e o fracasso também. Qualquer equívoco de uma peça da engrenagem contamina toda a engrenagem", discursou Aldo

Escalado pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2011 para coordenar os preparativos para a Copa do Mundo e assegurar que as obras fossem concluídas a tempo, o ministro Aldo Rebelo encara a reta final dos trabalhos nas doze cidades-sede com espantosa tranquilidade - mesmo com os repetidos alertas da Fifa sobre os prazos cada vez mais apertados para a entrega dos estádios que ainda faltam. Em visita a Porto Alegre, nesta quinta-feira, Aldo participou de uma reunião de trabalho sobre os planos operacionais na sede gaúcha do Mundial e garantiu que não há motivo para alarme a pouco mais de quatro meses para a abertura do torneio. "O desespero não ajuda em nada. Perder a tranquilidade não acelera obra nenhuma", pregou o ministro do Esporte. Dos seis estádios que ainda faltavam para este ano, só um já foi entregue (a Arena das Dunas, em Natal).
"Tem que manter a calma, trabalhar bastante, conversar com as autoridades e os responsáveis pelas obras, os proprietários dos estádios, os engenheiros, os governadores, os prefeitos, olhar de perto e conferir a evolução", ensinou Aldo, que também disse que a chave para o sucesso desta reta final dos trabalhos é a integração entre todas as partes envolvidas. "O sucesso é de todos e o fracasso também. Qualquer equívoco de uma peça da engrenagem contamina toda a engrenagem. Esse é um esforço de integração, de aproximação e de consolidação de um trabalho conjunto." As reuniões sobre os planos operacionais nas sedes discutem temas como mobilidade urbana, aviação e outros aspectos ligados à organização das partidas. "Estamos trabalhando muito para que as condições sejam as melhores possíveis. Temos os desafios de sempre: melhorar as operações no aeroporto, no tráfego e nos estádios."
Arena da Baixada - Sede com situação mais preocupante entre as cinco que ainda não entregaram seus estádios, Curitiba está tentando reagir. Depois da inspeção da Fifa em que a Arena da Baixada foi ameaçada de exclusão do evento, as obras ganharam um acréscimo de 40% no número de operários - tudo para conseguir mostrar um avanço convincente à entidade no próximo dia 18, data do início do seminário com a presença dos técnicos das 32 seleções participantes. A Fifa estabeleceu esse prazo como limite para que Curitiba prove que conseguirá receber os jogos. Aldo Rebelo assegura que o ritmo das obras melhorou. "No que dá para se notar a olho nu, é importante a evolução da cobertura. Toda a grama já foi plantada. Agora o que falta são obras de acabamento. Não há obra estruturante por fazer. O que ainda precisa ser feito dá para ser concluído com a intensificação de mão de obra", acredita o ministro.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
O senhor Aldo Rebelo nos toma, a exemplo de seu colega de ministério, Aguinaldo Ribeiro, por arrematados idiotas.  

No post anterior, comentando as falas cretinas do ministrinho Aguinaldo, afirmei que “...O que virá depois ainda será mais irritante: das obras que estão sendo tocadas e que não serão concluídas a tempo, muitas ainda infernizarão a vida de motoristas e pedestres pelo pó, pelos buracos, pelos congestionamentos...”.

E vou acrescentar ainda o aspecto vigarista desta história: quanto mais tempo se levar para a conclusão das obras, quanto mais leva demandar para o governo da senhora Rousseff liberar o dinheiro, mais caro fica, mais aditivos contratuais serão firmados, mais sobre peço cada obra receberá. E, no fim de tudo, além de infernizaram a vida das pessoas com obras que se arrastarão por anos, quem paga a conta somos nós. 

O Brasil teve sete longos anos para se preparar adequadamente. Teve recursos suficientes para que estas obras, em sua maioria, já estivessem em fase final de conclusão, senão prontas.  Ou seja, não fosse este governo irresponsável e medíocre, e com certeza a Copa deixaria um legado verdadeiro e positivo. No entanto, Sabe-se que ficarão obras inconclusas e caras, elefantes brancos bilionários e inúteis, dívidas e mais dívidas. 

E outra: se fracassar, assuma seus erros, não tente culpar quem nada tem a ver com esta palhaçada. No que o povo brasileiro seria também responsável pelo fracasso? 

Por aqui, senhor Rebelo, se o povo não cobrar responsabilidade das autoridades, a coisa não anda, não funciona. A imensa insatisfação que se observa na população é ver que bilhões estão sendo desperdiçados, sem que ele seja minimamente beneficiado por isso. É um acinte!

Quanto a "equívocos de peças de engrenagem", que o ministro me perdoe, não se trata de equívocos: trata-se de uma máquina emperrada e podre que não funciona. E o povo nada tem a ver com isso. Assuma o governo a responsabilidade por inteiro, e não banque o espertinho de querer transferir ou repartir com quem sequer foi consultado antes de se assumir esta megalomania.   

Portanto, senhor Rebelo, não venha com papo furado: o povo  tem pleno direito de se manifestar, se irritar, de protestar e de cobrar providências do poder público. E terá o sagrado direito de, em outubro, em resposta a irresponsabilidade de ministros e políticos em geral, de deixá-los em casa nos próximos quatro anos. Ou não?