sexta-feira, março 14, 2014

Inflação foi de 0,69% em fevereiro e 5,68% em 12 meses

João Pedro Caleiro
Exame.com

Alta dos preços voltou a acelerar em fevereiro para 0,69% e levou o acumulado dos últimos 12 meses para 5,68%

André Valentim/EXAME.com 
Supermercado no Rio de janeiro: inflação continua acima do centro da meta

São Paulo - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro foi de 0,69%, acima dos 0,55% de janeiro e praticamente igual ao 0,60% de fevereiro do ano passado.

Com isso, a inflação acumulado de 12 meses ficou em 5,68% - acima do centro da meta do governo, de 4,5%, mas ainda abaixo do teto, de 6,5%.

Dos nove grupos pesquisados, cinco tiveram alta. Por causa das mensalidades dos colégios, o maior aumento foi, de longe, no setor de educação: 5,97%, com impacto de 0,27 ponto percentual no índice final. 

A alta no setor de artigos de residência também acelerou, de 0,49% em janeiro para 1,07% em fevereiro. Subiram eletrodomésticos (1,78%), mobiliário (1,20%) e cama, mesa e banho (1,33%), entre outros.

A pressão dos itens aluguel (1,20%) e condomínio (0,80%) ajudou a empurrar para 0,77% a inflação do setor de habitação. 

A alta dos alimentos desacelerou de 0,84% em janeiro para 0,56% em fevereiro. Pela importância da categoria, foi o segundo maior impacto: 0,14 ponto percentual.

Apesar de uma alta de 1,40% no item empregados domésticos, as despesas pessoais também desaceleraram de 1,72% em janeiro para 0,69% em fevereiro.

Vestuário e transportes tiveram queda de preços ainda maiores do que em janeiro - de 0,40% e 0,05%, respectivamente. A queda de 20,55% nas passagens aéreas foi uma das responsáveis.

Grupo
Variação (%)
 janeiro
Variação (%)
fevereiro
Índice geral
0,55%
0,69%
Alimentação e bebidas
0,84%
0,56%
Habitação
0,55%
0,77%
Artigos de residência
0,49%
1,07%
Vestuário
-0,15%
-0,40%
Transportes
-0,03%
-0,05%
Saúde e cuidados pessoais
0,48%
0,74%
Despesas pessoais
1,72%
0,69%
Educação
0,57%
5,97%
Comunicação
0,03%
0,14%


Grupo
Impacto (p.p.)
janeiro
Impacto (p.p)
fevereiro
Índice geral
0,55
0,69
Alimentação e bebidas
0,21
0,14
Habitação
0,08
0,11
Artigos de residência
0,02
0,05
Vestuário
-0,01
-0,03
Transportes
-0,01
-0,01
Saúde e cuidados pessoais
0,05
0,08
Despesas pessoais
0,18
0,07
Educação
0,03
0,27
Comunicação
0,00
0,01

Entre os alimentos, houve queda nos preços da batata inglesa (-9%), feijão carioca (-4,4%) e leite longa vida (-3,6%). Já os problemas climáticos impulsionaram a alta do açaí (11,6%), hortaliças e verduras (11,4%) e do tomate (10,7%).

Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA e refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos. 10 regiões metropolitanas do país são contempladas pela pesquisa, além de Brasília e os municípios de Goiânia e Campo Grande. 

O cálculo do índice de fevereiro compara os preços coletados no período de 30 de janeiro a 26 de fevereiro com aqueles vigentes entre 31 de dezembro e 29 de janeiro.

INPC
Além do IPCA, o IBGE calcula também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere às famílias mais pobres, com rendimento entre 01 e 05 salários mínimos.

Este índice teve alta de 0,64% em fevereiro, praticamente estável em relação aos 0,63% de janeiro e abaixo dos 0,52% de fevereiro do ano passado.

No acumulado de 12 meses, a taxa foi para 5,38%, acima da taxa de 5,26% dos 12 meses anteriores.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,39%, enquanto os não-alimentícios subiram 0,75%. No mês passado, foi o contrário, com altas de 0,86% e 0,53%, respectivamente.