sexta-feira, abril 04, 2014

Chile registra mais de 50 tremores nas últimas horas

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Na média, houve um novo pequeno tremor a cada seis minutos. Especialista não descarta a possibilidade de um novo grande abalo sísmico

Aldo Solimano/AFP 
Pessoas caminham ao longo de uma estrada rachada 
após um novo terremoto em Iquique, norte do Chile 

Depois de a região Norte do Chile registrar um novo tremor de 7,8 graus na escala Richter, na noite desta quarta-feira, a população chilena ainda sofre com a possibilidade de novos terremotos e possíveis tsunamis. Segundo o Centro Sismológico Nacional (CSN), mais de 50 réplicas de temores foram registradas nesta madrugada nas localidades de Arica, Parinacota e Tarapacá. Na média, a cada seis minutos acontece uma réplica dos terremotos registrados nos últimos dois dias, segundo o CSN.

Um desses tremores registrou 6,3 graus e outros sete sismos atingiram 5 graus. Além disso, dezenove temores registraram entre 4 e 4,9 graus. Com essa sequência de abalos sísmicos, os habitantes da região novamente tiveram de sair de suas casas e se dirigirem para zonas mais altas das cidades, como forma de proteção. Durante a noite, a presidente chilena, Michele Bachelet, precisou ser retirada do hotel em que estava hospedada em Arica e foi conduzida a uma zona de segurança.

"Fui removida como qualquer outro cidadão chileno. Podemos perceber que nos últimos anos a nossa população se preparou para incidentes como esse", disse a presidente no Twitter. Em entrevista ao jornal El Mercúrio, o diretor do centro, Sergio Barrientos, assegurou que é normal que se registrem réplicas após um forte abalo sísmico, como o da noite de terça-feira, que chegou a 8,2 na escala Richter. Barrientos também não descartou a possibilidade de ocorrerem novos terremotos de grande escala na região norte.

Após o tremor desta quarta, o Ministério da Educação do Chile decidiu suspender por tempo indeterminado as aulas na parte norte do país. Nos aeroportos, a orientação é para que os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas para confirmar os voos. Até o momento, seis mortes foram confirmadas em função dos terremotos dos últimos dois dias. O Chile é um dos países mais sujeitos a terremotos no mundo e os tsunamis são um perigo constante devido ao relevo de sua costa.