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Questionada, via Facebook, sobre método usado na correção dos testes de múltipla escolha, presidente dá explicação sobre análise das redações
(Reprodução/Facebook)
Presidente Dilma Rousseff manda beijo
para estudante durante conversa pelo Facebook
A presidente Dilma Rousseff realizou nesta quinta-feira um "Face to Face com Dilma" — sessão de perguntas e repostas — com interessados no Enem em sua página oficial no Facebook, administrada pelo PT. Aparentemente, o intuito era esclarecer pontos do maior vestibular do Brasil, mas a presidente escorregou em ao menos uma explicação.
Questionada sobre a Teoria da Resposta ao Item, a TRI (clique aqui para entender) — o complexo método de correção dos testes de múltipla escolha do Enem —, a presidente emendou uma explicação sobre a avaliação da redação — feita por corretores e que nada tem a ver com a TRI. Confira a conversa na imagem reproduzida a seguir:
Reprodução/Faacebook
Presidente Dilma Rousseff dá resposta errada
para estudante durante conversa pelo Facebook
Com pouco mais de uma hora de duração, o "Face to Face" recebeu quase 600 comentários. Foi a terceira vez que Dilma usou a conta na rede social para interagir com o público. Além das respostas, ela atendeu a um apelo de um participante que queria um beijo. Dilma ignorou o pedido três vezes. Depois, finalmente, postou uma foto tirada em seu gabinete o comentário: "Leonam, um beijo!"
TRI —
Ao contrário dos vestibulares tradicionais, em que cada resposta corretamente assinalada corresponde a um ponto, o Enem considera também os erros para determinar a pontuação dos estudantes. Se o participante acerta somente questões difíceis, sinaliza ao sistema de correção inconsistência no domínio da disciplina avaliada, pois a TRI considera que o conhecimento necessário à resolução dos testes fáceis é um pré-requisito à solução dos mais complexos. Assim, uma questão assinalada corretamente na prova não tem valor em si. Ela só adquire peso quando o sistema de correção avalia o desempenho geral do participante na prova e o grau de dificuldade da questão. A principal vantagem do sistema é permitir a comparação do desempenho de participantes de diferentes edições de uma mesma prova — exatamente como ocorre no Enem.

