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Com informações Agência Brasil
A escassez inclui sabonete, papel higiênico, açúcar, café, óleo de cozinha, leite, feijão, farinha e queijo
Geraldo Caso/AFP
Opositores protestam em Caracas no dia 1º de maio:
crise econômica e falta de alimentos
São Paulo - A crise de abastecimento se intensifica na Venezuela e atinge hotéis do país. Além disso, as companhias aéreas anunciaram suspensões nas rotas oferecidas para Caracas, alegando falta de pagamento.
Dados divulgados pela imprensa venezuelana indicam que atualmente a escassez no país se aproxima de 30% para 19 produtos da cesta básica, especialmente sabonete, papel higiênico, açúcar, café, óleo de cozinha, leite, feijão, farinha e queijo, entre outros.
De acordo com a Federação de Nacional de Hotéis da Venezuela (Fenahoven), os hotéis do país enfrentam dificuldades para suprimento de papel higiênico, sabonetes e detergentes, produtos necessários ao funcionamento diário dos estabelecimentos.
"Não somos importadores nem fabricantes de produtos e matérias-primas, mas fazemos uso delas. Padecemos de problemas de abastecimento", disse Leudo González, presidente da federação em declarações à imprensa.
Segundo ele, a escassez já começa a causar dificuldades para “oferecer as condições necessárias à hospedagem de clientes". A entidade representa 3 mil estabelecimentos em todo o país.
Por outro lado, as companhias aéreas voltaram a alertar sobre o risco de suspensão de voos para o país, devido à falta de pagamento de dívidas acumuladas pelo governo.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) anunciou ontem que várias companhias aéreas poderão suspender operações na Venezuela, por causa dos atrasos no pagamento de dívidas acumuladas desde o início de 2013.
"Se a situação continuar a piorar, as companhias áreas vão ter que tomar medidas drásticas e mais transportadoras vão sair do mercado, apesar de não ser essa a intenção", disse o vice-presidente da Iata para as Américas, Peter Cerda.
