quarta-feira, setembro 10, 2014

Número de formandos no ensino superior cai pela primeira vez desde 2003

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Instituições privadas ganham terreno nos governos Lula e Dilma e já recebem três de cada quatro alunos, segundo Censo da Educação Superior

(Thinkstock/VEJA)

O Ministério da Educação divulgou nesta terça-feira dados preliminares do Censo da Educação Superior 2013, com informações do período 2003-2013, que coincide com os governos de Lula e Dilma Rousseff. Os dados de 2013 confirmaram tendências já observados nas edições anteriores, como ascensão do número de matrículas, cursos e também da modalidade de educação a distância. Houve, contudo, redução inédita em 2013 do número de formandos de graduação, que passou de 1.056.069, em 2012, para 994.812 na última medição. Em 2003, 554.230 estudantes cursavam o último ano.

Consolidou-se ainda o avanço do ensino superior privado. Em 2003, as instituições particulares recebiam 70% dos graduandos; em 2013, a participação subiu para 74%. O número de inscritos nessas instituições passou de 2,76 milhões para 5,37 milhões — alta de 95%. Ou seja, a rede privada quase dobrou.

Crescimento relativo idêntico foi observado na rede federal. A diferença é que esta abriga um número bem menor de estudantes. Em 2003, as instituições mantidas pela União recebiam cerca de 580.000 estudantes de graduação. Dez anos depois, o número chegou a 1,1 milhão. Boa parte desse crescimento foi alimentado pelo Reuni, programa de expansão das federais.

A participação dessas instituições no número total de matrículas da graduação passou de 15% para 16%. Os estados perderam espaço: o percentual de graduandos nessas redes caiu pela metade, passando de 12% para 8%. Instituições superiores mantidas por municípios mantiveram a taxa de 3%.

Entre 2003 e 2013, o número total de cursos (graduação e sequencial) cresceu 85%; o de matrículas, 84%; o de concluintes, 79%; e o de calouros, 73%. O relatório não informa qual o percentual de jovens no ensino superior. A meta do Plano Nacional de Educacação encerrado em 2010 era de 30% — valor que provavelmente não foi atingido. A previsão para o PNE 2011-2020, recém-sancionado pela presidente Dilma, é chegar a 33% em 2020.