Adelson Elias Vasconcellos
Além de jornalistas, o governo petista agora persegue analistas críticos à política econômica. Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, tornou-se a última das vítimas que, iludindo-se viver numa democracia plena, em que a liberdade de expressão é um dos princípios basilares do sistema, se consideram livres para elogiar e CRITICAR governos e instituições quando entendem que estas estão sob domínio da má gestão, ou fazendo escolhas inadequadas.
Num post mais abaixo, o leitor poderá se defrontar com mais esta agressão de um estado policial instalado no poder, que não admite a crítica, que não suporta ser contradito, que não tolera o livre pensamento a não ser aquele que os adula, idolatra e se dobra à sua autoridade.
Se já não tivéssemos motivos suficientes nos campos dos serviços públicos em geral, na educação e na economia, a simples ação de perseguir críticos, tentando calar suas vozes discordantes, seja pelo emprego mafioso de alas do Judiciário que sorriem para a censura fascista, seja pelo o uso do poder econômico canalha, esta patrulha totalitária é inadmissível.
Como esquecer que Lula, de viva voz, pediu a demissão sumária de quatro funcionários do Santander, ao seu amigo banqueiro e presidente daquela instituição?
Como sempre se disse aqui, não me basta um governante recitando discursos cheios de sentenças belas e sedutoras. O que determina o julgamento final é o resultado de suas ações, ou o conceito que as move. E, neste ponto, Dilma e Lula não diferem muito de alguns generais do regime militar. Toleram a tal liberdade de expressão não porque a defendam com total e plena convicção, mas porque sabem que não podem tolher esta direito inalienável de qualquer regime democrático, ou seja, se puderem, criarão mecanismos para reinstaurar de modo hipócrita a velha censura combalida de guerra.
Listas de jornalistas indicados para perseguição por parte dos militantes do partido petista, já fazem parte da paisagem. Agora, entrou na moda da ação fascista do PT a perseguição a economistas e analistas econômicos que discordam da política econômica adotada pelo governo da senhora Rousseff. Até parece que basta silenciá-los com a mordaça da censura para que a economia saia da mediocridade!
É bom que o país varra do poder partidos e ideologias que atentam contra a nossa democracia. O PT, apesar do discurso, tem em suas fileiras gente que, na ditadura militar, jamais reclamou por democracia. Queriam substituir um regime totalitário por outro, na versão soviética ou cubana. A insistência que vem desde o governo Lula em restaurar o censura aos meios de comunicação só corrobora a tendência totalitária que inunda a alma desta gente.
Portanto, esta queixa-crime levantada pelo BC contra um economista que teve a ousadia de discordar da atual gestão da política monetária do país, é apenas mais um dentre os muitos episódios a ilustrar a semente do mal abrigada no seio do poder. Mais constrangedor é nos depararmos com procuradores e membros do judiciário a darem guarida a tamanha boçalidade!
O uso da máquina pública para fins eleitoreiros é uma daquelas calamidades a nos alertar para o perigo em manter no poder um partido que não incorpora em seus ideais conceitos democráticos. Já nos livramos do regime militar. Está na hora de nos libertarmos do fascismo civil que o PT representa.
E que estes estúpidos aprendam de uma vez: na democracia, são os fatos e não o partido quem determina que notícias e análises publicar. O PT não é nem nunca será nosso censor. O direito da livre manifestação é um direito conquistado pela sociedade brasileira, e não um mero favor prestado por seus pelegos e militantes fascistóides.
NOTA 1: Diante do espetáculo ridículo que o BC começava a encenar e, também, face a forte reação contrária por amplos setores da sociedade, alguém no BC caiu na real: decidiram desistir da ação contra o economista Alexandre Schwartsman. Se a desistência vale como medida de bom senso, a iniciativa da ação contra o economista serve, a exemplos de muitas outras ações semelhantes, como um alerta à sociedade nas mãos de quem o governo está entregue, o pensamento e a ideologia de que estão revestidos e o real perigo que representam à democracia do país. A única coisa que o país não precisa é de um estado policial, a perseguir adversários políticos e censurar os críticos.
NOTA 2: A senhora Rousseff em seu horário eleitoral acusou Marina Silva, sem nenhuma razão, de ser mero agente dos banqueiros, caso eleita. Primeiro, que Marina jamais pronunciou um “a” em favor do mercado financeiro. Segundo, jamais, em tempo algum, os banqueiros ganharam tanto dinheiro como nos governos Lula e Dilma. Impressiona, cada vez mais, a completa falta de escrúpulos e má fé empregadas pela senhora Rousseff na tentativa de se reeleger. Haja vigarice política e discurso obscurantista!!!!!
NOTA 3: Ainda sobre a atuação patética da senhora Rousseff, agora sobre o mar de lama que se mistura aos barris de petróleo da Petrobrás. Esta senhora dizer que nada sabia sobre o esquema de corrupção bilionária é chamar o país todo de idiota. Pelos cargos que ocupou e ocupa, escolheu a dedo a senhora Graça Foster, funcionária de carreira, para substituir Sérgio Gabrielli no comando da estatal. Conhece com lupa os cantos e recantos da Petrobrás. Tentou, desesperadamente, a mando de Lula, impedir qualquer investigação sobre os negócios obscuros feitos na administração anterior e atual, a ponto de montar um teatro vergonhoso na CPI. Não cola mais esta do “não sabia de nada”. É tão responsável quanto qualquer diretor pelos desatinos e desvios, se não diretamente, pelo menos no plano administrativo não escapa. Eis aí mais uma razão concreta para o país negar-lhe um novo mandato. Ou ela errou por omissão, o que não se coaduna com a fama de “gerentona”, ou por incompetência. Não há terceira opção.
NOTA 4: A campanha de baixaria explícita desenvolvida por Dilma Rousseff só sabe bater na tecla da desqualificação dos adversários, sem olhar-se no próprio espelho e reconhecer e apontar os próprios erros. Projeto que é bom para tirar o Brasil do atoleiro do baixo crescimento, NADA vezes NADA. Acrescente-se: baixo crescimento fruto do seu mau governo. Promessas? São muitas sem definir, por outro lado, os meios de alcançá-las. Seria saudável que a campanha da senhora Rousseff trouxesse para o debate ao menos um projeto consistente em favor do país. Após 12 anos no poder, o petismo não apenas não conseguiu resolver os problemas que encontrou, mas está contribuindo ainda para deteriorar as virtudes recebidas…E com um latifúndio de tempo à disposição, além do paraíso tão verdadeiro quanto uma nota de 3 reais que tenta vender, só consegue apresentar e resvalar no terrorismo e vigarice políticas. As dissimulações, cinismo e hipocrisias presidenciais já estouraram o limite.
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