terça-feira, setembro 30, 2014

O abismo que nos espera

Adelson Elias Vasconcellos


A senhora Roussef pode ter diploma de economista, mas de economia seu entendimento é um zero  absoluto. Espanca a estatística e os números da maneira mais cruel. Até fica difícil entender como, tendo a seu dispor, uma imensa equipe de assessores e até de jornalistas,  suas falam revelam uma dolorosa ignorância e informação sobre a realidade.  Para a presidente, não existem verdades a não ser aquelas em que acredita ou crias de acordo com seu interesse. 

Isto fica muito claro na entrevista concedida ao programa Bom Dia, Brasil, da Rede Globo de Televisão. Segue abaixo, texto do Estadão dando um resumo das muitas divergências entre ela e a jornalista Miriam Leitão. Sempre que senhora Dilma afirmava verdadeiros absurdos estatísticos, seja sobre a economia brasileira ou até mesmo a de outros países, como Estados Unidos ou mesma da Alemanha, espancou a verdade da forma mais acintosa. Não acostumada a ser contrariada por seus assessores que, por medo e constrangimento de serem espancados verbalmente pela irritadiça e descontrolada presidente,  não conseguiu esconder sua irritação diante de alaguem, de posse de informações e números reais, teve a ousadia de confrontá-la. 

Quando nos deparamos com a propaganda eleitoral da senhora Rousseff fica claro que aquele país que ela tenta vender, não é o Brasil que temos que conviver diariamente. E quando se refere aos adversários, fica fácil descobrir não só o despreparo, mas o destempero injustificável de alguém que deveria, pelo cargo que ocupa, ter ao menos um pouco de escrúpulos. E aí fica impossível perceber se a má fé entranhada no caráter é que provoca esta falta de escrúpulos, ou se dá o contrário.

Vou reafirmar aqui o que venho dizendo muito antes de marina Silva entrar no jogo. Não será, para mim ao menos, surpresa alguma se Dilma Rousseff conquistar um segundo mandato. E diante de tanta porcaria que já tomou conta da paisagem brasileira, também nãoa temo em afirmar que os beneficiários do Bolsa Família serão responsáveis não apenas pela reeleição desta senhora, mas também pelo imenso retrocesso na condição social e econômica do país. Estarão regando e fortificando com adubo fresco a erva daninha que sufocará o país dentro em breve. 

E por conta de míseros R$ 70,00 por cabeça, estarão condenando  o Brasil a um futuro sombrio. Economicamente, muito pouca coisa resta da nossa estabilidade econômica. O modelo implementado já começa a produzir seus maus frutos.  Não só mandaram para o espaço o tripé que sustentava nossa estabilidade, como ainda estão exterminando a saudável condição de equilíbrio das contas públicas. Hoje, já são mais de R$ 70 bilhões pendurados como esqueleto no Tesouro Nacional, fruto de subsídios que, cedo ou tarde, terão que ser pagos.  

Os investimentos públicos estão caindo ano após ano por excesso de gastos inúteis e total falta de previdência. O buraco aberto pela mexida no mercado elétrico é destes poços cujo fundo não se enxerga mais. O tala Fundo Soberano já foi para o espaço apenas para cobrir os rombos orçamentários. Nosso déficit em conta corrente tende a bater, cada vez com mais insistências,  recordes históricos. A falta de responsabilidade para com a economia necessária para quitar os juros da dívida pública, tende ou a consumir 100% da arrecadação federal – até 11 de setembro,  foram mais de R$ 800 bi, ou 51% do orçamento da União – ou a comprometer o grau de investimento, já em estágio negativo, junto a as agências de risco. Isto acabará encarecendo futuras ofertas de títulos  públicos e até a captação de empréstimos externos pelas empresas brasileiras.  

Estamos diante do estouro da boiada, isto é, a abertura das comportas por onde se represam as tarifas públicas e preços controlados. Se tal abertura não for feita com critério, não apenas a inflação fugirá ainda amais ao controle, como a única arma de que o governo dispõe é elevar ainda mais os juros.  Ora, diante deste quadro, impossível não reconhecer que o país está à beira de um quadro recessivo. Falta muito pouco para isto acontecer, e a primeira consequência será desemprego em massa – fenômeno já em curso -  perda do poder aquisitivo da população, e claro, empobrecimento geral.  Por favor, não pensem que isto é terrorismo ou pessimismo. É uma dura e muito cruel realidade que já nos ronda algum tempo. 

Mas querem dar  a ridícula e patética presidente atual mais um mandato de 4 anos? Ok, sigam em frente. Também os generais presidentes da ditadura, quando alertados para a bomba relógio que estavam armando, deram de ombros e chamaram os críticos de pessimistas, tal qual a senhora Dilma Rousseff repete o mesmo refrão. 

Porém, para quem pode viver aquele período nefasto, e o compara com as medidas que estão adotadas, com o modelo que está sendo imposto na economia, encontra fácil e rapidamente  as mesmas semelhanças. 

E um detalhe importante: a renda dos mais pobres dos pobres, em  razão da inflação “quase” controlada dos quatro anos de Dilma, caiu vertiginosamente. Convivendo com uma taxa de desemprego de 33,9%, os cerca de 10 milhões de brasileiros que respondem por apenas 5% do total da renda nacional viram seus rendimentos encolherem em 10,2% de 2012 para 2013, já descontada a inflação do período. Não se espera que a presidente mande o IBGE rever sua revisão. Vai mandar ver na manipulação vergonhosa das estatísticas de pobreza e miséria que assolam o Brasil. O detalhe é que tal “erro” de banalidade só existe na cabeça de quem não tem vergonha na cara e age com absoluta má fé.

Como Dilma não tem coragem de apresentar um miserável programa de governo, onde aponte soluções para os problemas do momento, até porque somente sua imbecilidade e cegueira, fruto da incompetência e desqualificação, é incapaz de enxergar “problemas”, estamos caminhando inexoravelmente para o abismo ao preço de R$ 70,00  por cabeça de cada beneficiário do bolsa esmola que engana bobo.  Dilma, não dá prá ignorar, é o fracasso em pessoa. E a conta quem pagará são os mesmos beneficiários dos R$ 70,00. Valerá a pena votar pelo dinheirinho tão fácil?

Certamente, não será minha geração que trabalhará duro para tentar recolocar o Brasil nos trilhos. Em 12 anos, o tamanho do retrocesso consumirá duas a três gerações à frente, que tiveram seu futuro comprometido e  que precisarão despender enorme sacrifício  para recuperar   o que foi jogado fora junto com o obscurantismo que tomou de assalto o pensamento da sociedade ao custo de R$ 70,00. Haja mediocridade pobre e barata! 

Desemprego não é baixo, não
O governo comemora o índice3 de 5,05 no desemprego de agosto, conforme apontou o IBGE. Olhando a aparência seria para comemorar não fosse...

... não fosse  a redução na força de trabalho ativa, conforme apontado pelo mesmo IBGE. Assim, tomando-se por base a real força de trabalho, em idade ativa economicamente, o índice seria muito maior. São milhões os trabalhadores que, simplesmente, deixaram de procurar trabalho, e este contingente não é computado na estatística. Aliás, por que o IBGE deixou de divulgar este dado importante, é algo que não se justifica e que mereceria alguma explicação.

Ela quase não sabia de nada
Tanto na campanha, quanto  até no discurso palanqueiro proferido na ONU, Dilma se jacta de que seu governo investiga tudo. Que ela não admite corrupção, que não joga sujeira para debaixo do tapete.  No fundo, Dilma mente vergonhosamente. Ela sabia da compra superfaturada de Pasadena, como também sabias dos esquemas escabrosos que corriam dentro da Petrobrás. O “eu não sabia de nada” não passa de engodo e mero cacoete...

Tanto é assim que, documentos obtidos pelo GLOBO revelam que a presidente Dilma Rousseff foi informada em 2009 sobre “indícios de irregularidades graves” nas obras da refinaria Abreu e Lima, quando era ministra da Casa Civil. Na época, ela pediu para a Controladoria Geral da União (CGU) apurar o caso, mas o processo acabou arquivado sem punir ninguém.

Portanto, o que Dilma não saiba nada é governar com competência. Quanto aos mal feitos e os esquemas de corrupção, ele sempre soube tanto quanto Lula sabia do mensalão...

A versão de Lula para o roubo a banco
Por Maquiavel, na Veja online:

No melhor estilo socialista préhistórico, a propaganda eleitoral do PT na televisão elegeu os banqueiros como vilões nesta campanha. O ex-presidente Lula levou uma versão desse discurso para um palanque na cidade de Santo André, no ABC paulista, na noite desta quarta-feira. No tom jocoso que às vezes o aproxima do deputado-palhaço Tiririca e o afasta do mínimo de compostura que deveria sempre pautar o comportamento de um ex-presidente da República, Lula deu a entender que roubar um banqueiro não é nada de tão condenável. Disse Lula: "A coisa está tão grave que é pobre roubando pobre. Eu, antigamente, via: ‘Bandido roubou um banco’. Ficava preocupado, mas falava: 'Roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo. Eu ficava preocupado... Era chato, mas era… Sabe, alguém roubando rico”. A fala do petista só não foi a pior da semana (que ainda não acabou) porque o discurso da presidente-candidata Dilma Rousseff na ONU, equiparando os bárbaros decapitadores do Estado Islâmico (EI) às forças ocidentais que os combatem, ultrapassa todos os limites da infelicidade.

Fica esclarecido porque eles não acham nada estranho montar esquemas para assaltarem os cofres públicos, tampouco deixar o país sem programa de segurança pública, razão pela qual o número de homicídios atingiu mais de 56 mil/ano, tornando o Brasil um dos países mais violentos do mundo.
E, a menos que a legislação brasileira tenha mudado, a fala de Lula representa incitação ou, quando menos, apologia ao crime. Com a palavra o Ministério Público.