Mariana Haubert
Folha de São Paulo
Focada na campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) afastou-se do Palácio do Planalto, seu local oficial de trabalho, nos últimos dois meses.
Em agosto e setembro, ela foi ao local apenas em cinco ocasiões –quatro no primeiro mês e uma no segundo–, de acordo com levantamento feito pela reportagem da Folha.
A presidente tem recebido ministros e aliados no Palácio da Alvorada, a residência oficial. Em determinados encontros, assuntos de governo até são discutidos, mas em geral eles ocorrem para tratar da campanha eleitoral.
O último dia em que Dilma esteve no Planalto foi 19 de setembro, para receber 24 atletas olímpicos e 36 paraolímpicos.
Ainda no Planalto, Dilma recebeu em 1º de agosto o primeiro-ministro do Japão e, no dia 7, sancionou a lei que altera o Simples Nacional, em cerimônia que contou com vários empresários do setor.
Em 14 de agosto, a presidente se reuniu no Planalto com grandes doadores de campanha. Ela recebeu Joesley Batista, do Grupo JBS, e Lázaro Brandão e Luiz Trabuco Cappi, do Bradesco. No mesmo dia, Dilma se reuniu com Mary Teresa Barra, CEO da General Motors, que anunciou investimentos no Brasil para os próximos anos.
Em 25 de agosto, Dilma voltou ao Planalto para um encontro com dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB.
Nas próximas semanas, Dilma intensificará suas viagens pelo país devido à campanha eleitoral do segundo turno.
Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a presidente tem trabalhado, realizado despachos internos e recebido ministros de Estado normalmente durante o período eleitoral.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Muito embora não tenha tirado férias – não oficialmente ao menos -, nem se licenciado do cargo de presidente, e ao que consta recebe salários integrais que o cargo lhe confere, Dilma Rousseff deixou o país acéfalo. Não governa, não comparece com a frequência que se exige ao local de trabalho para o exercício de suas funções, simplesmente esqueceu de que AINDA é presidente do Brasil.
O governo virou um imenso comitê de campanha eleitoral dedicado a uma candidata-presidente. Ah se houvesse leis neste país e um Judiciário um pouquinho mais atento ao uso descarado da máquina pública!!! Até parece que o Brasil é rico, não tem problemas para serem resolvidos e urgências para atender!!!