Carlos Newton
Tribuna da Internet
Eis Leonardo Meirelles, o “acusador” do senador Sérgio Guerra
Passo a passo, confiram como se desenrolou a inacreditável trama dos neoaloprados do PT para envolver o PSDB nos escândalos da Petrobras, através de um tucano já falecido (Sérgio Guerra) e que não pode mais se defender.
1) Primeiro, encontraram um motivo aparentemente lógico, mas que na verdade não tinha a menor fundamentação – a CPI da Petrobras convocada pelo Senado no início de 2009.
2) Atribuíram ao então senador Sergio Guerra (PSDB-PB) um pedido de propina de R$ 10 milhões para esvaziar a CPI.
3) Vazaram para a Folha de S. Paulo, no último dia 15, que essa informação constava de um dos depoimentos de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público.
4) Depois, vazaram para o Estado de S. Paulo, no dia 16, uma informação complementar, de que o operador da propina teria sido um deputado federal já envolvido no escândalo (Eduardo Conde, do PP pernambucano) e o dinheiro teria sido pago pela construtora Queiroz Galvão, também já envolvida no escândalo e que faz parte do consórcio responsável por uma das etapas da refinaria Abreu e Lima.
5) Mas na mesma matéria do Estadão, surge a primeira contradição: Paulo Roberto Costa aparecia afirmando não saber se Guerra realmente recebeu suborno. Disse apenas “acreditar” que isso teria acontecido.
6) No debate do dia 19, na TV Record, a candidata Dilma Rousseff usou essa notícia contra o adversário Aécio Neves, para demonstrar que o PSDB também estaria participando do esquema da Petrobras.
7) No dia seguinte (20), por mera coincidência, um dos réus da Operação Lava Jato, Fernando Meirelles, “laranja” do doleiro Alberto Youssef no Laboratório Labogen, prestou explosivo depoimento confirmando o suborno a Guerra, que toda a imprensa divulgou bombasticamente, inundando os sites e blogs.
CRIME QUASE PERFEITO
O crime eleitoral dos neoaloprados do PT seria perfeito, se na quarta-feira, dia 22, o doleiro Alberto Youssef não tivesse tomado a iniciativa de desmentir a trama, através de seu advogado.
“Meu cliente jamais teve negócios com Sérgio Guerra ou com quem quer que seja do PSDB. Em seu depoimento à Justiça, como é do conhecimento de todos, ele disse que tinha negócios com o PP e que o dinheiro de propinas da Petrobras ia também para o PT e PMDB”, disse o criminalista Antônio Figueiredo Basto, repetindo que Youssef jamais teria negociado com o PSDB.
O advogado, que pediu uma acareação de Youssef e Meirelles para mostrar que seu cliente fala a verdade, disse que Meirelles já havia prestado quatro depoimentos anteriores e em nenhum deles citara o PSDB.
“Não sei quais os interesses que movem Meirelles ao dizer agora que Youssef tinha negócios com o PSDB. Deve ter seus objetivos eleitorais. Mas Youssef não é movido por questões partidárias e está disposto a desmentir Meirelles, garantindo jamais ter tido negócios com o PSDB”, afirmou o criminalista.
MENTIRA EM CIMA DE MENTIRA
Figueiredo Basto disse que “desafia” Meirelles a provar a relação de Youssef com o PSDB. E destacou uma informação da maior importância: no dia 25 de março (oito dias depois da deflagração da Lava Jato), Meirelles afirmou à Polícia Federal que só conheceu Youssef em 2012.
“Ou seja, em 2009, época da CPI da Petrobrás, ele (Meirelles) não conhecia o Beto (Youssef). Ou ele mentiu na polícia ou mentiu na Justiça Federal. Isso sugere uma manipulação política.”
Na verdade, o governo jamais precisaria subornar Sérgio Guerra, porque detinha ampla maioria na CPI criada em 2009 para investigar a Petrobras, e na época a chamada base aliada impediu que se fizesse qualquer investigação. Por isso, a CPI teve vida breve: foi instalada em julho e acabou em novembro.
Subornar alguém por R$ 10 milhões, para controlar algo que já estava sob controle, só pode ser admissível no raciocínio doentio dos neoaloprados do PT. Nenhuma pessoa normal pode engolir uma bobagem dessas.
E a pergunta que agora não que calar é a seguinte: quem subornou o laranja Leonardo Meirelles para que confirmasse a armação do PT? Para descobrir, basta que sejam quebrados os sigilos telefônico, bancário e de internet dessa estranha personalidade.
******* COMENTANDO A NOTÍCIA:
E aí, senhor Dias Toffoli, isto vale? Vale tentar fraudar as eleições? É permitido crime eleitoral desde que cometido pelo PT?
Tivesse um pingo de respeito à toga, Dias Toffoli abria processo para impugnar a candidatura de Dilma Rousseff. Contudo, parece que ele (e mais alguns ministros do TSE, como o ex-advogado de Dilma Rousseff) devem “favores” aos petistas, e talvez não faça nada, por mais flagrante que tenha sido o crime eleitoral cometido pelo partido. E chamam isto de "justiça"?' VERGONHOSO.
