Adelson Elias Vasconcellos
As declarações do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff deram à Justiça Federal no Paraná, apenas detalhou aquilo que há muito tempo o pensamento independente, não ideológico, não corroído pelo obscurantismo ou servilismo, já vinha apontando, antes até do mensalão se tornar de conhecimento público: o PT, acumpliciado com o PMDB, montou nas estruturas do Poder um governo organizado para o crime.
Esta balela de que se vale a senhora Dilma para tentar justificar o lamaçal é apenas uma iniciativa torpe de tentar ocultar o que todos já perceberam. Não é que hajam tantos escândalos de corrupção no poder público porque a fiscalização melhorou. De fato, e em muitos sentidos, a fiscalização evoluiu, até porque isto não vai além da obrigação de qualquer ente do Estado. Mas, é fato, a quantidade de corrupção atualmente praticada no país foi multiplicada por 10 vezes. Impressiona pelo número, pelos valores desviados e quantidade de servidores e instituições envolvidas. Em outros textos, alertamos que, se fizermos uma devassa nos ministérios, fundações, estatais, autarquias e fundos de pensão vamos constatar que nenhuma escapa às digitais petistas de aparelhamento, primeiro, e desvio de dinheiro público para o partido, em um segundo instante.
O caso específico da Petrobrás, ao PT e PMDB, juntou-se o PP e os três, segundo cálculos iniciais das investigações, teriam desviado e lavado cerca de R$ 10 bilhões, tornando, assim, os valores apurados no mensalão troco de pinga.
Dada a profundidade com a ladroagem com valores e quantidade de altas autoridades envolvidas, facilmente se tornará, em breve, o maior caso de corrupção da história brasileira. Ou seja, o PT consegue, neste campo, se superar a cada dia.
Em resposta aos depoimentos de Yousseff e Costa, o PT divulgou uma nota, assinada por seu presidente Ruy Falcão, contestando e repudiando as denúncias. Só que entre a nota de Ruy Falcão e os depoimentos ponho mais fé nos depoimentos. Primeiro, porque estão amparados pela delação premiada e, neste caso, não poderão mentir em juízo, sob pena de perderem as vantagens advindas da delação. Segundo, porque tudo o que disserem deverá amparar-se em documentação e outros tipos de provas. E sabemos que tanto um quanto outro já entregaram farta documentação à Justiça atestando suas revelações feitas com riqueza de detalhes. E, por último, mesmo diante do julgamento do Mensalão, com laudos periciais produzidos pelo Instituto de Criminalística além de extratos bancários, gravações telefônicas e testemunhos diversos, o mesmo PT não se convenceu do crime do Mensalão e trata a questão, até hoje, como julgamento político. Ora, mesmo num julgamento político, havendo provas suficientes, não se inocentam os acusados. E Rui Falcão jamais admitirá, de viva voz, que houve corrupção bilionária comandada pelo seu partido tanto nas entranhas do Poder, quanto nas estatais, no caso, a Petrobrás. Seu repúdio, portanto, e nada não significam coisa alguma.
Pena que para a opinião pública, não puderam ser reveladas as tais “altas autoridades” por questão de privilégio de foro. Seus nomes serão encaminhados diretamente ao Supremo Tribunal Federal.
Mas o cerco feito até aqui comprova que há sim uma organização criminosa no seio do poder, e nela comparecem dirigentes partidários além de parlamentares e ministros do governo atual. E, por mais tentativas que os petistas venham fazer para tentar encobrir a sujeirada toda, este processo de desmascaramento de sua verdadeira identidade é inevitável . Mesmo que a campanha de baixaria, mentiras e difamação promovida por Dilma Rousseff, aliadas com terrorismo torpe, venham produzir a reeleição da atual presidente, seu governo viverá momentos de pânico. De um lado, a economia se definhando lentamente, colocando em risco as conquistas da estabilidade nos últimos vinte anos. E, de outro lado, uma presidente comandando um governo sob suspeita e investigação, correndo o risco de sofrer processo de impeachment.
A única saída para que o país não mergulhe numa estagnação profunda e uma crise institucional sem precedentes desde a redemocratização, é Dilma não ser reeleita. Seu governo há muito tempo perdeu o rumo e jogou toda a credibilidade do país, conquistada com sacrifícios, no lixo. Sua deposição pelas urnas daria ao país a possibilidade de colocar a casa em ordem, além de permitir que as investigações sobre o petrolão sigam seu curso normal e possam apurar todos os crimes praticados e os agentes envolvidos. Manter o mesmo grupo político no comando, ao lado de uma investigação grave de corrupção histórica e bilionária, vai afastar investidores, não recuperará no nível desejado a confiança dos agentes produtivos. O Brasil precisa amadurecer, tornar-se definitivamente sério, defendendo suas conquistas econômicas e sociais, preservando as instituições e o próprio Estado das ratazanas que corroem e debilitam o país. E, se a população em sua imensa maioria , já expressou o desejo de mudança, esta mudança só se produzirá mudando o comando do país, porque é a partir dele que se criou este triste quadro com o qual estamos vivendo há quase quatro anos. Chega de feitiçarias, bruxarias, manipulação e mentiras. Não precisamos nada disso para nos impor perante a comunidade internacional e tampouco adquirirmos o respeito que nos é devido. Estes que aí estão são escória que só sabem produzir miséria moral.
Recordar é viver (vídeo)
Lula acha graça das mentiras que disse em entrevista a blogueiros no Instituto Lula - 2014. Dilma parece querer e seguir na mesma linha.
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