Ataque à imprensa
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O deputado Walter Pinheiro (PT) apresentará um projeto de "democratização dos meios de comunicação".
E na primeira reunião da Executiva Nacional do PT após a vitória de Lula, os petistas também aprovaram uma resolução de três páginas com duras críticas a 'setores' da oposição e da imprensa que estariam interferindo na montagem do novo ministério.
A nota destaca que a eleição de Lula foi uma resposta aos "setores conservadores e golpistas da oposição" e destaca que o PT, chamado a cumprir 'papel crucial' no segundo mandato, fará um 'profundo debate' sobre a crise que o atingiu nos últimos dois anos.
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Fúria petralha!!!
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No site do partido, Angélica Fernandes, integrante do diretório nacional, acusa a apresentadora da Globo de ter usado preto no programa de segunda-feira em sinal de "luto" pela vitória de Lula.
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O deputado Walter Pinheiro (PT) apresentará um projeto de "democratização dos meios de comunicação".
E na primeira reunião da Executiva Nacional do PT após a vitória de Lula, os petistas também aprovaram uma resolução de três páginas com duras críticas a 'setores' da oposição e da imprensa que estariam interferindo na montagem do novo ministério.
A nota destaca que a eleição de Lula foi uma resposta aos "setores conservadores e golpistas da oposição" e destaca que o PT, chamado a cumprir 'papel crucial' no segundo mandato, fará um 'profundo debate' sobre a crise que o atingiu nos últimos dois anos.
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Fúria petralha!!!
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No site do partido, Angélica Fernandes, integrante do diretório nacional, acusa a apresentadora da Globo de ter usado preto no programa de segunda-feira em sinal de "luto" pela vitória de Lula.
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"Ela e grande parte da imprensa quiseram eleger o presidente no grito", protesta a militante.
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Quem já não viu este filme?
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Por Adriana Vandoni
Publicado no Argumento & Prosa
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Lendo a coluna de Eliane Cantanhêde, na FSP, uma pergunta me vem à cabeça: quem já não foi xingado por lulistas? O problema, Dona Eliane, é que isto já ocorria muito antes das eleições. Não é novidade. Quando a jornalista diz que os leitores não têm idéia do que eles, jornalistas, recebem de mensagens ofensivas, certamente está equivocada. Temos sim.
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"Ela e grande parte da imprensa quiseram eleger o presidente no grito", protesta a militante.
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Quem já não viu este filme?
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Por Adriana Vandoni
Publicado no Argumento & Prosa
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Lendo a coluna de Eliane Cantanhêde, na FSP, uma pergunta me vem à cabeça: quem já não foi xingado por lulistas? O problema, Dona Eliane, é que isto já ocorria muito antes das eleições. Não é novidade. Quando a jornalista diz que os leitores não têm idéia do que eles, jornalistas, recebem de mensagens ofensivas, certamente está equivocada. Temos sim.
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Desde a eclosão do escândalo do Mensalão, em um primeiro e fugaz momento, os petistas, acuados e ainda envergonhados, passaram pouco a pouco a usar a tática de desqualificação dos acusadores, testemunhas das CPIs e da mídia.
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O processo começou na elite petista. Logo o "andar de baixo" do PT, formado por militantes xiitas aparecia, orientado a atacar com mais força e nível menor, em todos os campos.
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A campanha eleitoral só fez crescer a atitude agressiva dos lulistas, aí já estimulados abertamente pelo comando de campanha. Invasões de sites, bloggers, monitoramento de blogs, intervenções em comentários ( sempre ofensivos), emails aos leitores cujas cartas aos jornais indicavam voto não-lulista, propagação de mensagens com vírus, tudo isso aconteceu á farta, sob os olhares complacentes de muitos jornais. A ordem era "dar combate" aos não lulistas.
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Não se tratava de paixão eleitoral. Era o recrudescimento de uma atitude estimulada anteriormente pelo PT. Quem não se lembra de Berzoini convocando a militância para um verdadeiro policiamento na Internet? Paixão eleitoral é diferente, se faz no nível das idéias. Nunca houve necessidade de ofender e xingar, para se discutir política.
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O anonimato de tais mensagens e textos é, ao meu ver, caso pensado. Assim como Lula abusa do sujeito indeterminado, sem dar nome aos bois ("disseram que" é uma frase muito usada por ele), seus seguidores usam do recurso, a fim de fugir da responsabilidade jurídica por tais atos.
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Infelizmente, muitos jornalistas não se deram conta que a sujeira atirada no rosto de alguns, acabaria sendo atirada também sobre eles. Era questão de tempo. Seu próprio silêncio e a falta de condenação a estes atos levariam, fatalmente, à disseminação da prática da calúnia, agressão e difamação.
Talvez por leniência, grande parte da mídia preferiu ignorar os ataques sofridos pelos não-petistas, que já eram prenúncio dos atos autoritários que vimos assistindo. Abateu-se sobre a mídia politicamente correta simpática à Lula a famosa "síndrome do avestruz". Não enxergavam o que nos doía aos olhos.
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Comentário: Nesse caso cairá por terra o melhor trabalho realizado neste governo: a propaganda. Duvido que consigam sobreviver sem ela.
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Contra a democradura
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O anonimato de tais mensagens e textos é, ao meu ver, caso pensado. Assim como Lula abusa do sujeito indeterminado, sem dar nome aos bois ("disseram que" é uma frase muito usada por ele), seus seguidores usam do recurso, a fim de fugir da responsabilidade jurídica por tais atos.
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Infelizmente, muitos jornalistas não se deram conta que a sujeira atirada no rosto de alguns, acabaria sendo atirada também sobre eles. Era questão de tempo. Seu próprio silêncio e a falta de condenação a estes atos levariam, fatalmente, à disseminação da prática da calúnia, agressão e difamação.
Talvez por leniência, grande parte da mídia preferiu ignorar os ataques sofridos pelos não-petistas, que já eram prenúncio dos atos autoritários que vimos assistindo. Abateu-se sobre a mídia politicamente correta simpática à Lula a famosa "síndrome do avestruz". Não enxergavam o que nos doía aos olhos.
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Comentário: Nesse caso cairá por terra o melhor trabalho realizado neste governo: a propaganda. Duvido que consigam sobreviver sem ela.
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Contra a democradura
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A denúncia da revista "Veja" de que repórteres foram intimados na Polícia Federal levou os deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ) a divulgarem nota e pedirem acompanhamento parlamentar do caso ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo.
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Os parlamentares lembram que o ataque à Veja envolve liberdades constitucionais básicas.
Em nota, a Associação Nacional de Jornais também protestou contra o tratamento dado aos repórteres da Veja.
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Em nota, a Associação Nacional de Jornais também protestou contra o tratamento dado aos repórteres da Veja.
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O ministro Tarso Genro admitiu que há "resíduos de autoritarismo" em militantes do PT que agrediram jornalistas.
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Governo corta propaganda
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Por Cláudio Humberto
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Em reunião nesta quarta, no Planalto, o governo definiu uma “medida de impacto” para reduzir gastos, em 2007, e ao mesmo tempo retaliar a “mídia”, que acusa de tentar prejudicar a campanha petista: não aplicará um só centavo dos R$ 1,2 bilhão previstos para propaganda, conforme esta coluna já havia antecipado. Só manterá a propaganda institucional.
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Governo corta propaganda
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Por Cláudio Humberto
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Em reunião nesta quarta, no Planalto, o governo definiu uma “medida de impacto” para reduzir gastos, em 2007, e ao mesmo tempo retaliar a “mídia”, que acusa de tentar prejudicar a campanha petista: não aplicará um só centavo dos R$ 1,2 bilhão previstos para propaganda, conforme esta coluna já havia antecipado. Só manterá a propaganda institucional.
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“Se a direita quer corte de gastos, vai ter”, repetiu ontem um ministro ligado a Lula, celebrando com ironia a decisão de não gastar em propaganda.
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A Polícia Federal interroga jornalistas mas não contesta a notícia. Estranho? Não
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por Paulo Moreira Leite,
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Passei 24 horas me perguntando por que a Polícia Federal convocou os jornalistas da VEJA para depor sobre a operação para proteger o amigo de Lula Freud Godoy, envolvido na Operação Tabajara, mas não acionou a revista na Lei de Imprensa.
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por Paulo Moreira Leite,
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Passei 24 horas me perguntando por que a Polícia Federal convocou os jornalistas da VEJA para depor sobre a operação para proteger o amigo de Lula Freud Godoy, envolvido na Operação Tabajara, mas não acionou a revista na Lei de Imprensa.
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Quando uma publicação comete um erro, a forma natural de conseguir uma reparação é acionar a Lei de Imprensa. A Polícia Federal não fez isso. Chamou os repórteres, abriu uma sindicância interna mas não contesta o que a revista publicou. Quer apurar a "Operação Abafa" denunciada pela revista.
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O problema é que você só entra na Lei de Imprensa quando quer e pode demonstrar que houve um erro.
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Impossível que, hoje, a cúpula da PF não saiba exatamente o que aconteceu nos dias iniciais de prisão da turma tabajara, data dos fatos descritos pela revista. Já ouviu todo mundo, apurou e concluiu.
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Se não acionou a Lei de Imprensa, é porque não é capaz de contestar o conteúdo da reportagem -- mas quer apurar como a notícia chegou a revista e perseguir as fontes da matéria. Simples exercício de lógica formal, não?