"Estendo as mãos ao entendimento e à concórdia"
Presidente Lula, em discurso, enquanto a PF intimidava jornalistas de Veja
Presidente Lula, em discurso, enquanto a PF intimidava jornalistas de Veja
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Boris Casoy vai recorrer de decisão judicial
O jornalista Boris Casoy, 65 anos, vai recorrer da decisão de Justiça que condenou a Record a indenizá-lo pela rescisão de seu contrato. A informação é do colunista Daniel Castro da Folha de S.Paulo.
A Justiça obrigou a Record a pagar a Boris Casoy os salários dos 11 meses que faltavam para o término de seu contrato quando este foi rescindido. O jornalista quer receber a multa do contrato integral de 48 meses.
A emissora tentou entrar em acordo com Borys Casoy para que ele não recorresse, mas não obteve sucesso. "A Record é uma página virada de minha Bíblia", disse o jornalista à Folha.
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Terra
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Por Reinaldo Azevedo
Sessões de Descarrego Ideológico
Lula diz que a “oposição não pode atrapalhar o Brasil”. Ora, nomeiem-se Marco Aurélio e Marxilena Oiapoque para o “CIB”, o Comitê de Atividades Antibrasileiras. E vamos temperar a coisa com pitadas de maoísmo: amarramos jornalistas em praça pública com chapéu de traidores. Aí convocamos as massas para a sessão de descarrego ideológico, com gritaria, cusparadas e sova com mastros da bandeira do partido.
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Controle da mídia: uma conversa do arco da velha
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Um leitor me mandou um trecho, e eu fui lá conferir. É isto mesmo que vai abaixo. Paulo Henrique Amorim, que ainda não deve ter-se recuperado do fato de que já foi um global, entrevista o deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE), ministro até outro dia, interlocutor de Lula e pré-candidato a ser o candidato do presidente em 2010. A entrevista é de segunda, mesmo dia em que repórteres apanhavam de petistas na frente do Palácio da Alvorada e um dia antes de a PF tentar, sem conseguir, intimidar os repórteres de Veja. É claro que sobre isso Amorim não disse nada. Depois volto.
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Por Reinaldo Azevedo
Sessões de Descarrego Ideológico
Lula diz que a “oposição não pode atrapalhar o Brasil”. Ora, nomeiem-se Marco Aurélio e Marxilena Oiapoque para o “CIB”, o Comitê de Atividades Antibrasileiras. E vamos temperar a coisa com pitadas de maoísmo: amarramos jornalistas em praça pública com chapéu de traidores. Aí convocamos as massas para a sessão de descarrego ideológico, com gritaria, cusparadas e sova com mastros da bandeira do partido.
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Controle da mídia: uma conversa do arco da velha
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Um leitor me mandou um trecho, e eu fui lá conferir. É isto mesmo que vai abaixo. Paulo Henrique Amorim, que ainda não deve ter-se recuperado do fato de que já foi um global, entrevista o deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE), ministro até outro dia, interlocutor de Lula e pré-candidato a ser o candidato do presidente em 2010. A entrevista é de segunda, mesmo dia em que repórteres apanhavam de petistas na frente do Palácio da Alvorada e um dia antes de a PF tentar, sem conseguir, intimidar os repórteres de Veja. É claro que sobre isso Amorim não disse nada. Depois volto.
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Paulo Henrique Amorim: Eu gostaria que o senhor aprofundasse, se fosse possível, a questão da mídia e o governo. A questão da mídia no Brasil, na minha modestíssima opinião não é apenas o fato de que a mídia no Brasil é uma mídia de oposição maciçamente, com exceções honrosas, como, por exemplo, a da Carta Capital, mas é também uma mídia que age no processo político e agiu no processo político. E a mídia, na minha opinião, tem se comportando como uma ameaça ao funcionamento do sistema democrático no Brasil. Como o presidente Lula deve reagir diante desse quadro que se agravou no primeiro mandato dele?
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Ciro Gomes: (...) nós precisamos ter clareza de que não temos que ter medo de, assim como na economia – menos adjetivo, mais substantivo – avançar numa questão substantiva que é a questão da democratização dos meios de comunicação no Brasil. Acho isso com clareza, agora sou mandatário, com um conjunto da sociedade brasileira que se reúne aqui no Ceará, e eu vou participar desse debate. Quando a gente discute democratização dos meios de comunicação, os que têm o monopólio disso vão sempre inventar que isso é autoritário, vão sempre querer desqualificar que isso é controle. Não é. É preciso incentivar dramaticamente os meios de comunicação alternativos, fortalecer cooperativa de jornalistas, financiar e, nisso, conceder canais de televisão, e discutir isso depois das eleições. (...)
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É isso aí. Em primeiro lugar, Amorim acha que Carta Capital é exceção “numa mídia maciçamente de oposição”. Huuummm. Nem Mino Carta, seu amigo, definiria a revista tão bem. Amorim é hoje o jornalista mais petista do Brasil. Não sei se é convicção ideológica ou ainda rancor contra a Rede Globo. O que ele diz não tem nem importância nem influência, o que não quer dizer que não revele intenções — afinal, ele é um “deles”.
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No debate da Record, Lula esboçou a intenção de impor algum controle nos meios de comunicação; este que se comporta como porta-voz do poder indaga um governista de quatro costados a respeito do assunto. E o entrevistado não se faz de rogado: fala tanto em “cooperativa de jornalistas” como em financiamento e concessões. Não custa lembrar aqui o que disse o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia: a mídia precisa fazer uma autocrítica.A família Lula da Silva pode contar com um player nesse mercado. Afinal de contas, a Gamecorp, de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, já aluga sete horas diárias da grade do antigo Canal 21, do grupo Bandeirantes. O canal até mudou de nome: agora é PlayTV. Já tem até amigos blogueiros que decidiram ser seus leporellos, usando aquele insuportável sotaque da independência e do humor a favor... Independência e humor a favor? Aí já é prestação de serviço, né?Aconteceu, por imprudência dele e minha, de eu debater com Amorim a mídia no Brasil. Foi na Livraria Cultura, em São Paulo, durante o mensalão. Ele disse tantos e tais absurdos — e trato disso aqui porque foi um debate público —, que achei que estava só me provocando para a noite ficar animada. Depois percebi que falava seriamente. E a noite ficou “animadíssima”. Amorim defendeu, então, a blitz que Hugo Chávez promovia na TV venezuelana e recomendava ao presidente Lula que fizesse o mesmo no Brasil. Segundo ele, o petista deveria ocupar o maior tempo possível a rede das TVs Educativas para defender “o governo e o partido”. A livraria deve ter lá o, por assim dizer, “bate-papo” gravado.
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Por Cláudio Humberto
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Tiranete
O deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR) que não se surpreendeu com o ataque do governador Roberto Requião à imprensa: “É postura autoritária, arrogante e truculenta que se assemelha a um ditador de republiqueta”.
Fascismo
Pescoço imobilizado e cinco dias de repouso. É o resultado da agressão de petistas à jornalista Roseann Kennedy, da rádio CBN, que tentou entrevistar o presidente Lula, segunda-feira, na Base Aérea de Brasília.
Olho neles
Antes, queriam controlar a imprensa. Ontem, petistas agrediram jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, aos gritos de “Vamos fechar os jornais” e “Prefiro ditadura que a imprensa”. Os camisas pretas de Mussolini também.
Intolerância
O estudante Alan Brito, que no debate da Globo fez uma pergunta que Lula não gostou, é alvo de linchamento no Orkut, com quase 14 mil desaforos de militantes petistas que chegam até a ameaçá-lo e à sua família de morte.
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Confusão na mídia
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Por Cláudio Humberto
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Tiranete
O deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR) que não se surpreendeu com o ataque do governador Roberto Requião à imprensa: “É postura autoritária, arrogante e truculenta que se assemelha a um ditador de republiqueta”.
Fascismo
Pescoço imobilizado e cinco dias de repouso. É o resultado da agressão de petistas à jornalista Roseann Kennedy, da rádio CBN, que tentou entrevistar o presidente Lula, segunda-feira, na Base Aérea de Brasília.
Olho neles
Antes, queriam controlar a imprensa. Ontem, petistas agrediram jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, aos gritos de “Vamos fechar os jornais” e “Prefiro ditadura que a imprensa”. Os camisas pretas de Mussolini também.
Intolerância
O estudante Alan Brito, que no debate da Globo fez uma pergunta que Lula não gostou, é alvo de linchamento no Orkut, com quase 14 mil desaforos de militantes petistas que chegam até a ameaçá-lo e à sua família de morte.
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Confusão na mídia
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Por Jorge Serrão
Publicado no Alerta Total
Publicado no Alerta Total
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Circula na Internet o tiroteio entre o jornalista e filósofo Olavo de Carvalho e a direção do jornal Zero Hora, que censurou um artigo dele no domingo:
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Circula na Internet o tiroteio entre o jornalista e filósofo Olavo de Carvalho e a direção do jornal Zero Hora, que censurou um artigo dele no domingo:
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Marcelo Rech, Diretor de Redação do ZH, mandou a seguinte carta a Olavo de Carvalho: “Em razão de sua manifestada incompreensão dos valores éticos que norteiam este jornal, solicito que considere desnecessário o envio de novos artigos para publicação. Os pagamentos pelos artigos anteriores serão efetuados até este domingo”.
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Olavo de Carvalho respondeu no seu site Mídia Sem Máscara:” Já mandei seu jornal à merda ontem. Sua cartinha é desnecessária, assim como o seu dinheiro. Quanto aos seus "valores éticos" o senhor tem toda a razão: não os compreendo. Quanto mais os conheço, menos os compreendo. Eles são um verdadeiro mysterium iniquitatis”.
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Olavo considera que os "Valores éticos" alegadados pelo jornal para não publicar seu artigo foram a desculpa perfeita para evitar a publicação de críticas duras ao partido-estado que vai mandar e desmandar no país por mais quatro anos.