Renegociação das dívidas agrícolas custou R$ 23 bi
Por Fabíola Salvador, Agência Estado
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Estudo recém-concluído pelo Ministério da Agricultura mostra que a política de apoio à comercialização de grãos e as freqüentes renegociações das dívidas dos produtores custaram 23 bilhões de reais ao governo federal nos últimos sete anos.
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Só em 2006, essa ajuda custou 4 bilhões de reais ao cofre público. Na média, a despesa anual superou 3 bilhões de reais. Para se ter uma idéia do tamanho dessa "bondade", o orçamento do Ministério da Agricultura para 2007 pode chegar a 950 milhões de reais, assunto que ainda está em discussão no Congresso Nacional.
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O custo dessas políticas de apoio é bancado diretamente pelo Tesouro Nacional, mas nem sempre esse esforço é reconhecido. "Quando há crise, o governo é chamado para socorrer, apoiar. Mas nos anos bons, o mérito, o sucesso, é dos agricultores", comentou o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
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Em entrevista exclusiva à Agência Estado, ele apresentou as conclusões do estudo "Propostas para o aperfeiçoamento da política agrícola". É com base nesse documento que ele tem defendido junto ao Ministério da Fazenda e ao Palácio do Planalto uma mudança na política agrícola no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A política agrícola deve ser mais proativa. Não podemos ser chamados para socorrer os agricultores toda vez que há uma crise", afirmou.
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Reserva às avessas
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Empresas nacionais foram excluídas da licitação da Câmara para comprar computadores, ontem. O edital favorecia multinacionais. A IBM vai vender 3 mil computadores sem monitor a R$ 1.740 cada. Nas lojas, custam R$ 900.
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A madame e o Príncipe
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Um "pen drive" apreendido pela Polícia Federal com um dos contadores do contraventor Rogério Andrade revela o pagamento mensal de R$ 300 mil para uma mulher identificada como "Madame" e outra pessoa citada como "Príncipe".
Por Fabíola Salvador, Agência Estado
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Estudo recém-concluído pelo Ministério da Agricultura mostra que a política de apoio à comercialização de grãos e as freqüentes renegociações das dívidas dos produtores custaram 23 bilhões de reais ao governo federal nos últimos sete anos.
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Só em 2006, essa ajuda custou 4 bilhões de reais ao cofre público. Na média, a despesa anual superou 3 bilhões de reais. Para se ter uma idéia do tamanho dessa "bondade", o orçamento do Ministério da Agricultura para 2007 pode chegar a 950 milhões de reais, assunto que ainda está em discussão no Congresso Nacional.
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O custo dessas políticas de apoio é bancado diretamente pelo Tesouro Nacional, mas nem sempre esse esforço é reconhecido. "Quando há crise, o governo é chamado para socorrer, apoiar. Mas nos anos bons, o mérito, o sucesso, é dos agricultores", comentou o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
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Em entrevista exclusiva à Agência Estado, ele apresentou as conclusões do estudo "Propostas para o aperfeiçoamento da política agrícola". É com base nesse documento que ele tem defendido junto ao Ministério da Fazenda e ao Palácio do Planalto uma mudança na política agrícola no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A política agrícola deve ser mais proativa. Não podemos ser chamados para socorrer os agricultores toda vez que há uma crise", afirmou.
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Reserva às avessas
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Empresas nacionais foram excluídas da licitação da Câmara para comprar computadores, ontem. O edital favorecia multinacionais. A IBM vai vender 3 mil computadores sem monitor a R$ 1.740 cada. Nas lojas, custam R$ 900.
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A madame e o Príncipe
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Um "pen drive" apreendido pela Polícia Federal com um dos contadores do contraventor Rogério Andrade revela o pagamento mensal de R$ 300 mil para uma mulher identificada como "Madame" e outra pessoa citada como "Príncipe".
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A contabilidade detalha o pagamento de propinas para a polícia. Um delegado federal contou ter sido procurado pelo ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, preocupado em saber se seu nome aparecia nos arquivos.
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Resta agora desvendar quem seriam a Madame e o Príncipe...
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Crescimento do PIB é limitado pelo lado da oferta, diz Ipea
Por Adriana Chiarini, Agência Estado
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De acordo com Levy, nesse contexto, a política monetária precisa mesmo ser gradual. Ele lembra que o Brasil vem de um longo período de baixos investimentos e que o uso da capacidade instalada na indústria está acima de 80% e não muito longe do pico histórico. "A maturação do investimento não acontece antes de um ano e um ano e meio", afirmou. "O investimento no curto prazo só bota mais lenha na fogueira da demanda", disse Levy.
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De acordo com ele, o real valorizado expõe mais o efeito sobre a produção de "fatores estruturais, questões que eram encobertas pelo câmbio desvalorizado e que estão aparecendo", como a alta carga tributária, os gargalos de infra-estrutura e os da regulação "talvez excessiva" sobre o trabalho.
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Apesar do forte aumento do consumo privado, estimado pelo Ipea em 4,2% para este ano e 5,2% para o ano que vem, a produção interna não está crescendo tanto. O economista do Ipea Fábio Giambiagi destacou em entrevista nesta tarde de terça-feira (5/12) que o fator que explica a revisão da projeção para este ano, que era de 3,3% de setembro até hoje, é o aumento das importações de bens e serviços em 2006, cuja estimativa foi ampliada de 14% para 16,8%. O crescimento das exportações, que foi de 11,6% no ano passado e está projetado desacelerou e é explicado muito mais pela alta de preços do que pela quantidade de produtos vendidos ao exterior. Tudo isso tem influência do câmbio, observaram os economistas do Ipea.
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O especialista em setor externo do grupo de conjuntura do Ipea Marcelo Nonnenberg observou que as importações estão crescendo muito mais que a demanda. Ele destacou de um lado os efeitos positivos das compras em outros países pelo aumento da produtividade. De outro lado, os aspectos negativos relacionados à substituição de produto nacional e enfatizou o caso do setor de automóveis, onde as importações estão aumentando mais de 100% este ano.
Juros
O Ipea prevê mais cinco quedas de 0,25 ponto porcentual da Selic (taxa básica de juros da economia), do atual nível de 13,25% para 12%, segundo Levy. Ele observa que essa projeção é compatível com uma taxa de juros real de entre 8% e 7,5%. Com a Selic em 12%, o Banco Central faria uma parada nos cortes para avaliar a situação, segundo o Ipea. As projeções para o IPCA indicam inflação abaixo da meta de 4,5%, tanto este ano, em que o Ipea está esperando 3,1%, quanto no ano que vem, quando o índice previsto é de 4,3%.
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"Mas a situação no ano que vem é mais complicada", disse Levy. Ele lembra que a meta para 2008 também é 4,5% e no ano que vem a tendência da inflação é de alta, em relação a este ano. Ou seja, o BC já em 2007 terá que lidar com uma inflação ascendente e próxima da meta para 2008. Levy disse ainda que a alta dos produtos agrícolas no atacado tem, no varejo, o seu efeito diluído.
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O economista do Ipea Fábio Giambiagi citou a queda dos juros pagos nos títulos prefixados e a ampliação da participação desses títulos na dívida pública interna. Comentou que os juros pagos pelas Letras do Tesouro Nacional (LTN) furaram a barreira de 15% e estão abaixo de 13%, caminhando para 12,5% e 12%. Também observou que as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), de prazo mais longo e juros mais altos que as LTN, estão aumentando sua participação na dívida e tendem a continuar esse movimento.
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Crescimento do PIB é limitado pelo lado da oferta, diz Ipea
Por Adriana Chiarini, Agência Estado
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De acordo com Levy, nesse contexto, a política monetária precisa mesmo ser gradual. Ele lembra que o Brasil vem de um longo período de baixos investimentos e que o uso da capacidade instalada na indústria está acima de 80% e não muito longe do pico histórico. "A maturação do investimento não acontece antes de um ano e um ano e meio", afirmou. "O investimento no curto prazo só bota mais lenha na fogueira da demanda", disse Levy.
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De acordo com ele, o real valorizado expõe mais o efeito sobre a produção de "fatores estruturais, questões que eram encobertas pelo câmbio desvalorizado e que estão aparecendo", como a alta carga tributária, os gargalos de infra-estrutura e os da regulação "talvez excessiva" sobre o trabalho.
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Apesar do forte aumento do consumo privado, estimado pelo Ipea em 4,2% para este ano e 5,2% para o ano que vem, a produção interna não está crescendo tanto. O economista do Ipea Fábio Giambiagi destacou em entrevista nesta tarde de terça-feira (5/12) que o fator que explica a revisão da projeção para este ano, que era de 3,3% de setembro até hoje, é o aumento das importações de bens e serviços em 2006, cuja estimativa foi ampliada de 14% para 16,8%. O crescimento das exportações, que foi de 11,6% no ano passado e está projetado desacelerou e é explicado muito mais pela alta de preços do que pela quantidade de produtos vendidos ao exterior. Tudo isso tem influência do câmbio, observaram os economistas do Ipea.
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O especialista em setor externo do grupo de conjuntura do Ipea Marcelo Nonnenberg observou que as importações estão crescendo muito mais que a demanda. Ele destacou de um lado os efeitos positivos das compras em outros países pelo aumento da produtividade. De outro lado, os aspectos negativos relacionados à substituição de produto nacional e enfatizou o caso do setor de automóveis, onde as importações estão aumentando mais de 100% este ano.
Juros
O Ipea prevê mais cinco quedas de 0,25 ponto porcentual da Selic (taxa básica de juros da economia), do atual nível de 13,25% para 12%, segundo Levy. Ele observa que essa projeção é compatível com uma taxa de juros real de entre 8% e 7,5%. Com a Selic em 12%, o Banco Central faria uma parada nos cortes para avaliar a situação, segundo o Ipea. As projeções para o IPCA indicam inflação abaixo da meta de 4,5%, tanto este ano, em que o Ipea está esperando 3,1%, quanto no ano que vem, quando o índice previsto é de 4,3%.
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"Mas a situação no ano que vem é mais complicada", disse Levy. Ele lembra que a meta para 2008 também é 4,5% e no ano que vem a tendência da inflação é de alta, em relação a este ano. Ou seja, o BC já em 2007 terá que lidar com uma inflação ascendente e próxima da meta para 2008. Levy disse ainda que a alta dos produtos agrícolas no atacado tem, no varejo, o seu efeito diluído.
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O economista do Ipea Fábio Giambiagi citou a queda dos juros pagos nos títulos prefixados e a ampliação da participação desses títulos na dívida pública interna. Comentou que os juros pagos pelas Letras do Tesouro Nacional (LTN) furaram a barreira de 15% e estão abaixo de 13%, caminhando para 12,5% e 12%. Também observou que as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), de prazo mais longo e juros mais altos que as LTN, estão aumentando sua participação na dívida e tendem a continuar esse movimento.