quinta-feira, janeiro 11, 2007

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Bovespa cai forte; decisão sobre rodovias deve pesar
Fonte: Agência Estado

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em baixa de mais de 1%, expressando o nervosismo dos investidores com a queda contínua dos preços do petróleo em Londres e Nova York. Segundo operadores, também estaria pesando hoje a decisão do governo brasileiro de desistir de privatizar sete trechos de rodovias federais.

Às 11h07, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - caía 1,52%, a 41.3700 pontos. Os investidores aguardam a divulgação do nível dos estoques semanais de petróleo e derivados nos EUA, às 13h30 (de Brasília), o que tende a adicionar volatilidade aos negócios. As principais bolsas na Europa também operam em baixa, afetadas pela desvalorização das ações das empresas petrolíferas.

Na Ásia, as perdas foram generalizadas, com vendas mais agressivas na Bolsa da Indonésia, que caiu 4%. Os operadores do mercado asiático atribuíram o movimento a um ajuste dos fundos de hedge, que estariam realizando lucros para cobertura de perdas nos futuros de petróleo e de outras commodities.

No mercado doméstico, as ações das empresas que pretendiam participar das licitações das rodovias federais, como CCR e OHL, devem passar por um ajuste negativo. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo pretende administrar sozinho as praças de pedágio que deverão ser instaladas em rodovias como Fernão Dias (BR-381, que liga São Paulo a Belo Horizonte) e Régis Bittencourt (BR-116, no trecho entre Curitiba e São Paulo).
Segundo avaliação do departamento de análise da corretora Socopa, a falta de transparência do governo em relação a este processo de privatização é o pior fator desta decisão, que poderá acarretar forte redução do investimento privado no setor de concessões rodoviárias e ferroviárias. "O mercado deverá lembrar claramente do discurso populista e estrategicamente montado a fim de 'destravar os gargalos' da produção industrial e agroindustrial brasileira", diz a corretora.
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Economista aposta em mesmice econômica

A economia brasileira ainda registrará em 2007 a inércia de fatores tanto positivos quanto negativos observados em 2006. De acordo com o economista-chefe da Fator Corretora de Valores, Vladimir Caramaschi, pelo lado impulsionados do PIB continuarão ascendentes a massa salarial e o crédito, embora esse último possa crescer em ritmo menor. Também contribuirão para a expansão econômica a recuperação da safra agrícola e a continuidade de aumento dos investimentos, puxados pelo setor de construção civil e pela compra de máquinas e equipamentos.
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Copom será peso para economia, aponta FGV

A perspectiva de que o Banco Central (BC) reduza o ritmo do corte de juro nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) vai gerar um efeito de desaceleração na economia no médio prazo. A avaliação é do professor da Escola de Administração Pública e Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio, José Cezar Castanhar. "O Brasil vai continuar correndo a maratona com um paralelepípedo nas mãos", comparou.
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Projeção do PIB de 2006 cai para 2,73%

O primeiro relatório de mercado produzido em 2007 traz projeções ainda menos otimistas para o crescimento da economia. Conforme o relatório de mercado produzido pelo Banco Central em 5 de janeiro, analistas reduziram a aposta de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,74% para 2,73% no acumulado dos 12 meses de 2006. Para o PIB em 2007, a expectativa foi mantida em 3,50%.
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China vai virar a balança com Brasil em 2007

Apesar da disparada do saldo comercial, País exibe dificuldade na competição com os asiáticos. A balança comercial brasileira voltou a surpreender no ano passado, com um superávit de US$ 46,07 bilhões.em 2006), o Brasil deverá registrar, pela primeira vez, déficit comercial com o país asiático, montante que pode superar US$ 500 milhões.
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Saldo de câmbio salta 93%, aponta BC

O ano de 2006 terminou com saldo de US$ 37,270 bilhões no movimento de câmbio. A informação foi divulgada há pouco pelo Banco Central. O número é 93% superior aos US$ 19,310 bilhões registrados em 2005. O movimento de câmbio mede a entrada e saída de recursos em moeda estrangeira nas contas do comércio exterior e financeira.
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Multado em R$ 1 mi ruralista de MT por trabalho escravo
Agência Estado

A Justiça do Trabalho condenou um empresário rural de Mato Grosso a pagar multa de R$ 1 milhão por tratar empregados como escravos. A propriedade em que os episódios aconteceram fica em São Félix do Araguaia.

A decisão foi considerada histórica - não pela quantia arbitrada, mas pelo fato de o juiz João Humberto Cesário ter reconhecido na decisão que "houve de fato trabalho escravo e não situação análoga".

A ação foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho contra o fazendeiro Gilberto Luiz Rezende no dia 9 de junho de 2000. Cabe recurso no Tribunal Regional do Trabalho. Na condenação, o juiz determinou ao empresário adequar sua fazenda imediatamente, mesmo que recorra.

O trabalhador da fazenda Noel Antunes Loureiro, em depoimento, contou que quis sair do serviço, mas ele foi solicitado a esperar três dias. Em seguida, mandaram que ele arrumasse seus pertences e o conduziram sob mira de um revólver ao aterro de uma represa, onde foi torturado, com tentativa de enforcamento.