segunda-feira, janeiro 15, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Menina de 4 anos é presa em MG por atirar pedra em amigo
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BELO HORIZONTE - Um acidente ocorrido durante uma brincadeira de crianças terminou com a menina J.C.C.S., de apenas quatro anos, sendo levada no último domingo para uma delegacia, em Belo Horizonte, acusada de causar "lesões corporais" em um garoto da mesma idade. Da "operação" participaram seis policiais e três viaturas da 18ª Companhia do 13º Batalhão da Polícia Militar mineira.
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Assustada, J.C.C.S. foi levada para o 4º Distrito Policial em um camburão, junto com o pai, o auxiliar administrativo Edvaldo Souza Júnior, de 35 anos. Após cerca de três horas, um boletim de ocorrência foi registrado e pai e filha liberados. "Dentro do camburão ela chorou e ficou me perguntando: `Papai eu estou presa?'", contou o auxiliar administrativo, que teme que a menina fique traumatizada e decidiu denunciar o episódio.
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"Desde então ela tem sonhado muito com isso". De acordo com Edvaldo, por volta das 15h de domingo a filha brincava com o coleguinha T.J.C. num parque do bairro Floramar, Região Norte da capital mineira. Em determinado momento, chorando e com um corte na testa, o menino correu para a mãe, Rosalina Cândida Costa, e disse que um rapaz havia lhe agredido.
.Rosalina então acionou uma viatura que passava pelo local.
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Mas pouco depois, o caso foi esclarecido e a menina revelou o que tinha acontecido. Ela pediu desculpas e assumiu que durante a brincadeira acertou uma pedrada no garoto. Vizinhos e amigos, os pais das duas crianças consideraram o incidente resolvido.
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Mas, segundo Edvaldo, o sargento Joval Ribeiro Araújo Filho, que comandava a "operação", foi "irredutível" e solicitou reforço para que ele e a filha fossem levados para a delegacia. T.J.C. foi encaminhado para o Pronto-Socorro de Venda Nova, onde permaneceu em observação por cerca de seis horas.
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Revoltado com o fato, o auxiliar administrativo pretende acionar judicialmente o sargento por abuso de autoridade, humilhação e danos morais. "Estou esperando meu advogado, que está em São Paulo. Ele não pode ficar impune".
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Polícia irá apurar possível abuso de poder
Joval não foi encontrado ontem para falar sobre o assunto. O major Alex Augusto de Souza, subcomandante do 13º Batalhão, disse que foi aberto um procedimento administrativo para apurar possível abuso de autoridade. Os policiais envolvidos poderão sofrer sanções administrativas e até criminais. A apuração será repassada ao Ministério Público Estadual (MPE), que poderá oferecer denúncia. "Há indícios de infração", disse Souza.
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O major observou que a ocorrência contrariou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que o caso deveria ser levado ao Conselho Tutelar, que não funciona nos finais de semana. Segundo Souza, o fato merecia registro policial, mas a criança, em hipótese alguma, poderia ser encaminhada para a delegacia. "Infelizmente, nesse caso, houve um equívoco. Fugiu à regra a condução para a delegacia".
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O episódio gerou críticas também da Promotoria de Infância e Juventude da capital mineira e da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) da Polícia Civil.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Existem autoridades neste país que o melhor que poderiam fazer seria saírem da vida pública, deixando seu lugar para quem tivesse melhor qualificação. Além da barbaridade, o subcomandante vai abrir inquérito administrativo para verificar "possível" abuso de poder, alegando "indícios de infração". Só indícios, é ? Santo Deus, os caras não dão conta de prenderem os criminosos soltos nas ruas, e ainda prendem uma criança de 4 anos, e o cara acha que há "indícios" ! Cretinice tem lugar e hora, meu senhor.
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Aldo sobe tom e manda duro recado para Lula
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O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), reagiu fortemente à decisão do PSDB de apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pelo comando da Câmara e mandou um recado em especial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que Lula sabe da importância de manter uma boa relação entre os poderes.
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“Não creio que o presidente Lula vai interferir na eleição, até porque Lula tem compreensão das relações entre poderes. Isso traria conseqüências indesejáveis na relação entre os dois poderes”, disse.
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Aldo ainda fez uma referência indireta à pressão exercida pelo partido do presidente Lula para tirá-lo da coordenação política. Ele disse que a postura do PT “faz parte de sua experiência no governo passado”.
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O atual presidente da Câmara também fez um “duro questionamento” a deputados, governadores e líderes do PSDB. Em conversas por telefone, cobrou “coerência do partido que se pautou desde o início do governo Lula pela oposição ao presidente e ao PT”.
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“Questionei duramente a posição adotada que não guarda coerência com a trajetória do partido nos últimos quatro anos, a não ser que toda a oposição que o PSDB fez ao PT tenha sido completamente arquivada em função de acordos políticos regionais e, a partir destes acordos, o PSDB resolve dar ainda mais poder aquele partido que ele julgava ser o seu adversário”, afirmou.
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PT forte
Segundo Aldo, a decisão do PSDB fortalece ainda mais o poder do PT, um partido que já tem a Presidência da República e a maioria dos ministérios. Para ele, não é aconselhável para a democracia a concentração de tanto poder nas mãos de um único partido.
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“O PT na Câmara cria um desequilíbrio das forças. O problema não é a legitimidade de aumentar o poder de fogo do PT. O que questiono é que o PT quer ter mais poder do que já tem. Eu creio que não é aconselhável a concentração de poder nas mãos de um só partido. Não podemos dar todo poder para um partido, que já tem tanto poder, para o equilíbrio da democracia. É isso que eu questiono”, disse Aldo.
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Morto aparece no próprio funeral em Rondônia
Do G1, em São Paulo
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A cidade de Ariquemes, a 200 quilômetros da capital Porto Velho, em Rondônia, foi sacudida pelo aparecimento de um morto em seu próprio velório.
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No último dia 7 à noite, Leandro Robson da Silva foi acordado às pressas pela irmã Adriana. Ela estava desesperada. Queria mostrar para os pais e para outros 80 parentes que o corpo que estava sendo velado na capela da cidade não era do irmão. “Minha irmã me pegou e saímos correndo de casa. Não entendi nada. Cheguei ao velório e lá estava meu pai abraçado com o morto, chorando. Meu irmão estava com uma foto minha na mão e quase teve um troço”, disse ele ao G1.
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A confusão toda começou quando um dos tios de Leandro, Maurílio, foi ao Instituto Médico-Legal (IML), em 6 de janeiro. Ele foi reconhecer um amigo que tinha morrido e viu um corpo ao lado. Achou que era do sobrinho e ligou para o cunhado, Gilberto.
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A família, assustada, foi verificar se o corpo era mesmo de Leandro. “Todo mundo da família que foi lá ver o morto disse que era eu. O cara parecia demais comigo”, completou ele rindo. A única que desconfiou que o morto não era Leandro foi Adriana. Ela saiu atrás do irmão, que desde dezembro havia saído da casa dos pais e ido morar na casa de um amigo, em outro bairro da cidade. Lá, encontrou-o dormindo e conseguiu desfazer a confusão.
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O morto é, na verdade, Adriano Nascimento Silva. Curiosamente, ele tem o mesmo sobrenome de Leandro – Silva –, embora não seja da mesma família.