por Glauco Fonseca, Blog Diego Casagrande
Quer ver o que é uma barbárie de verdade? É a que vem aí, semelhante a um holocausto, a uma revolução sangrenta. Se nada for feito, urgentemente, é o que teremos no Brasil. Um estado de barbárie, de ódio, de vingança que resultará em um desarranjo social criado, pela mesma sociedade totalmente desarranjada.
Quer ver o que é uma barbárie de verdade? É a que vem aí, semelhante a um holocausto, a uma revolução sangrenta. Se nada for feito, urgentemente, é o que teremos no Brasil. Um estado de barbárie, de ódio, de vingança que resultará em um desarranjo social criado, pela mesma sociedade totalmente desarranjada.
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Vamos a um exemplo: coloquemos hipoteticamente uma pistola com 16 tiros na mão do pai ou da mãe do menino João Hélio. Em seguida, coloque os executores do menino e mais 13 ou 14 pedófilos, assassinos, estupradores, seqüestradores a escolher, todos diante da pistola e imagine o que pode acontecer. Pelas mãos e almas trêmulas dos pais do garoto de seis anos, o menos provável é que os 16 tiros nos livrem de 16 pústulas sociais. Hoje, em pleno século XXI, o mais provável é que os pais de João Hélio tremam na base e não consigam efetuar um tiro sequer e a razão é simples e, porque não, alentadora. Nós, os pais de Joãos e Josés, fomos criados e somos sempre lembrados de que devemos obedecer à lei. Para que não tenhamos ou que andar armados ou fazer justiça por métodos próprios, criamos polícias, tribunais, cadeias. Em alguns países, criamos até câmaras de gás, cadeiras elétricas, forcas e outros instrumentos de punição, controversos, porém derradeiros.
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Mas os instrumentos de proteção social só servem é para a coação social de quem? Daqueles que obedecem e se submetem à “proteção” e à coação das instituições que foram geradas para que a punição, via de regra, não recaia no que é acometido por um delito e sim no causador do mesmo.
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Em palavras mais diretas, o crime compensa neste país. O do colarinho branco e o do colarinho puído. Crime compensa tanto para ministro e deputado quanto para assassinos como os do menino João Hélio, que estarão livres em menos de três anos. Logo estarão nas ruas, traficando drogas ou influências, livres para roubar ou para matar, circulando soltos nos plenários ou nas calçadas.
Em palavras mais diretas, o crime compensa neste país. O do colarinho branco e o do colarinho puído. Crime compensa tanto para ministro e deputado quanto para assassinos como os do menino João Hélio, que estarão livres em menos de três anos. Logo estarão nas ruas, traficando drogas ou influências, livres para roubar ou para matar, circulando soltos nos plenários ou nas calçadas.
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Se tudo continuar como está, muito em breve as armas voltarão para os coldres, que voltarão para as cinturas das pessoas, que buscarão defesa não mais nas instituições criadas para defendê-las, mas em seus instintos de sobrevivência. Estes, por sua vez, farão com que se apertem facilmente os gatilhos. Daqui a pouco, pessoas de bem como os pais de João Hélio não terão mais constrangimento algum e buscarão a justiça mais perigosa. A justiça verdadeira, ao que parece, some um pouco a cada dia dos tribunais brasileiros. De volta ao estado de natureza, homo homini lupus, pois que Leviatã só é obedecido por aqueles que dele menos necessitam.
Se tudo continuar como está, muito em breve as armas voltarão para os coldres, que voltarão para as cinturas das pessoas, que buscarão defesa não mais nas instituições criadas para defendê-las, mas em seus instintos de sobrevivência. Estes, por sua vez, farão com que se apertem facilmente os gatilhos. Daqui a pouco, pessoas de bem como os pais de João Hélio não terão mais constrangimento algum e buscarão a justiça mais perigosa. A justiça verdadeira, ao que parece, some um pouco a cada dia dos tribunais brasileiros. De volta ao estado de natureza, homo homini lupus, pois que Leviatã só é obedecido por aqueles que dele menos necessitam.
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A barbárie deixa de ser caso traumático e isolado e vira caso – ou caos – social. Quando tivermos que voltar a sobreviver sem contratos sociais específicos, principalmente quando digam respeito à nossa integridade como pessoas, não precisaremos mais de policias, de juízes, de leis. Precisaremos de armas, munição e um pouquinho apenas de coragem.
A barbárie deixa de ser caso traumático e isolado e vira caso – ou caos – social. Quando tivermos que voltar a sobreviver sem contratos sociais específicos, principalmente quando digam respeito à nossa integridade como pessoas, não precisaremos mais de policias, de juízes, de leis. Precisaremos de armas, munição e um pouquinho apenas de coragem.
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Lamentavelmente.
Lamentavelmente.