sábado, fevereiro 17, 2007

ENQUANTO ISSO ...

Petrobras descarta alterar política de ajuste do gás boliviano
Fonte: Reuters

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, descartou nesta terça-feira alterar a política de preços de importação do gás natural boliviano, na véspera da visita ao Brasil - prevista mas não confirmada - do presidente da Bolívia, Evo Morales.
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"Essa é a nossa posição. Tem uma fórmula que rege o contrato, e é essa fórmula que deve se manter", disse Barbassa, respondendo a uma pergunta se a Petrobras poderia rever sua política de ajuste do preço do gás em função da visita de Morales.


ENQUANTO ISSO...

Brasil cede e deve anunciar aumento do gás
Da Folha de S.Paulo:

"Em uma viagem marcada por improvisações, o presidente da Bolívia, Evo Morales, deve arrancar do governo brasileiro um aumento do preço do gás vendido ao Brasil via Petrobras, segundo apurou a Folha com fontes diplomáticas brasileiras. O anúncio será formalizado hoje pela manhã, durante entrevista coletiva do boliviano e de seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da insistência de uma "agenda ampla" proposta pelo Itamaraty e de rechaçar uma negociação política, o tema do gás foi o que predominou ao longo das reuniões realizadas ontem desde cerca de 11h até por volta das 21h30.

As negociações buscavam encontrar uma fórmula para elevar o preço do gás sem a necessidade de alterar o GSA (Gas Supply Agreement, na sigla em inglês), contrato de compra e venda assinado em 1996 entre os dois países. Essa alternativa vem sendo rechaçada veementemente pela Petrobras."


E ainda por cima...

Lula faz caridade, mas quem paga é o povo brasileiro

Brasil oferece investimentos em troca de preço baixo do gás boliviano
Da FolhaNews

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, sinalizou nesta quarta-feira que as discussões sobre o preço do gás boliviano comprado via Petrobras poderão envolver negociações sobre novos investimentos. O ministro reconheceu que o acordo sobre o preço do gás é fundamental para realização de novos projetos brasileiros na Bolívia, mas afirmou que a "recíproca" também é verdadeira. De acordo com Amorim, um bom entendimento sobre investimentos --como o projeto de criação de um pólo gás-químico entre Brasil e Bolívia-- poderá contribuir para uma solução em relação ao gás.
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O projeto do pólo gás-químico entre o Brasil e Bolívia era um dos principais investimentos previstos pela Petrobras no país vizinho, que acabou suspenso após o anúncio de nacionalização das reservas em maio do ano passado. Segundo Amorim, durante a visita do presidente boliviano, Evo Morales, os possíveis investimentos estão sendo tratados em discussões de natureza política, para mais tarde serem encaminhados a uma solução técnica.
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Além do pólo gás-químico, considerado vultoso, Amorim citou a negociação de um acordo de cooperação técnica para a Bolívia construir uma estrada entre La Paz e o norte do país. Amorim afirmou ainda que o Brasil está disposto a atender o pleito boliviano de financiar exportação de tratores, no valor estimado de US$ 30 milhões.
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Termocuiabá
O ministro reconheceu que o preço do gás boliviano vendido para a Termocuiabá, cujo contrato não envolve a Petrobras, está "totalmente desatualizado e injusto". Disse ainda que o preço deverá ser renegociado.