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Quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adotou o uso de cartões de crédito corporativos para compras emergenciais, em 2005, os gastos totais foram de R$ 141.686,76. No ano passado, o consumo aumentou para R$ 755.699,95. Ainda assim, o diretor-executivo do instituto no Rio, Sérgio Cortes, reuniu-se há dias com representantes do Banco do Brasil, responsável pela administração dos cartões, para pedir aumento do limite.
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- Este ano teremos censo, e, portanto, gastos muito maiores com despesas no interior do país, em lugares que não costumam aceitar cartão de crédito.
- Este ano teremos censo, e, portanto, gastos muito maiores com despesas no interior do país, em lugares que não costumam aceitar cartão de crédito.
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Como noticiou o Jornal do Brasil na edição de ontem, funcionários do IBGE usaram o cartão de crédito corporativo, que tem a função original de facilitar compras emergenciais, para fazer saques em espécie. Um dos funcionários chegou a efetuar 21 saques consecutivos de R$ 1 mil. Outro servidor pagou despesas de R$ 76 em pet shop, usando o sistema.
Como noticiou o Jornal do Brasil na edição de ontem, funcionários do IBGE usaram o cartão de crédito corporativo, que tem a função original de facilitar compras emergenciais, para fazer saques em espécie. Um dos funcionários chegou a efetuar 21 saques consecutivos de R$ 1 mil. Outro servidor pagou despesas de R$ 76 em pet shop, usando o sistema.
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O IBGE é o órgão do Ministério do Planejamento com maior orçamento. A pasta é a segunda em gastos com o cartão de crédito corporativo. Só perde para a Presidência da República. Os gastos do Ministério do Planejamento também acompanharam o do IBGE: a rubrica que consumia R$ 1.905,40 em 2004, passou para R$ 271.713,23 em 2005 e faturou R$ 4.514.832,76 no ano passado.O assessor do ministro Paulo Bernardo, Ivanir Bortot, explica que o aumento gradual dos gastos corresponde à distribuição de cartões para funcionários da pasta.- Aumentar os gastos no cartão é algo desejável pelo governo. Antes, o gestor ficava com o dinheiro parado na gaveta para utilizar para compras de emergência - alegou.
O IBGE é o órgão do Ministério do Planejamento com maior orçamento. A pasta é a segunda em gastos com o cartão de crédito corporativo. Só perde para a Presidência da República. Os gastos do Ministério do Planejamento também acompanharam o do IBGE: a rubrica que consumia R$ 1.905,40 em 2004, passou para R$ 271.713,23 em 2005 e faturou R$ 4.514.832,76 no ano passado.O assessor do ministro Paulo Bernardo, Ivanir Bortot, explica que o aumento gradual dos gastos corresponde à distribuição de cartões para funcionários da pasta.- Aumentar os gastos no cartão é algo desejável pelo governo. Antes, o gestor ficava com o dinheiro parado na gaveta para utilizar para compras de emergência - alegou.
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Sérgio Cortes, explica o aumento de gastos:
- Por recomendação do Ministério do Planejamento, o IBGE está mudando todo o dinheiro das contas B, que eram usadas para gastos emergenciais, para os cartões corporativos, por meio de cargas nos cartões. Aumentaram os gastos do cartão mas diminuíram os gastos da conta B - disse Cortes, antes de lembrar que o TCU faz auditorias constantemente na instituição e nunca registrou qualquer irregularidade.
Sérgio Cortes, explica o aumento de gastos:
- Por recomendação do Ministério do Planejamento, o IBGE está mudando todo o dinheiro das contas B, que eram usadas para gastos emergenciais, para os cartões corporativos, por meio de cargas nos cartões. Aumentaram os gastos do cartão mas diminuíram os gastos da conta B - disse Cortes, antes de lembrar que o TCU faz auditorias constantemente na instituição e nunca registrou qualquer irregularidade.
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COMENTANDO A NOTICIA: Está passando da hora de o Legislativo e o Judiciário tomarem providências no sentido de investigar o que há dentro desta “caixa-preta” chamada “cartões corporativos”. Nem o volume se justifica mais como “pequenas despesas de emergência”, nem tampouco a censura na divulgação dos gastos impostas por Lula representam qualquer segredo de estado a ser preservado. Nada há de perigo à segurança nacional a revelação de como os cartões são empregados. Aqui, a transparência deve ser total, para não indicar desvios de finalidade nem tampouco abuso de natureza administrativa, praticados por maus funcionários, vamos dizer assim, que se valendo de seu cargo e da confiança neles depositados, estejam ainda além do que lhes é permitido. Nunca é demais: o que está em jogo é o uso de dinheiro público, portanto, sua transparência é uma imposição a que se sujeita aquele que se responsabiliza pelo seu uso. Até porque se faz censo neste país há várias décadas e nunca se soube que tenha faltado dinheiro ou havido problemas com despesas "urgentes". Portanto, o que nos parece, é que a facilidade em "gastar", está criando o fenômuno de se gastar muito. Para um governo que precisa cortar gastos com o objetivo de reduzir juros e carga tributária, é preciso que se ponha um freio na gastança desenfreada. É por este ralo que o desperdício e as irregulares correm soltos.
COMENTANDO A NOTICIA: Está passando da hora de o Legislativo e o Judiciário tomarem providências no sentido de investigar o que há dentro desta “caixa-preta” chamada “cartões corporativos”. Nem o volume se justifica mais como “pequenas despesas de emergência”, nem tampouco a censura na divulgação dos gastos impostas por Lula representam qualquer segredo de estado a ser preservado. Nada há de perigo à segurança nacional a revelação de como os cartões são empregados. Aqui, a transparência deve ser total, para não indicar desvios de finalidade nem tampouco abuso de natureza administrativa, praticados por maus funcionários, vamos dizer assim, que se valendo de seu cargo e da confiança neles depositados, estejam ainda além do que lhes é permitido. Nunca é demais: o que está em jogo é o uso de dinheiro público, portanto, sua transparência é uma imposição a que se sujeita aquele que se responsabiliza pelo seu uso. Até porque se faz censo neste país há várias décadas e nunca se soube que tenha faltado dinheiro ou havido problemas com despesas "urgentes". Portanto, o que nos parece, é que a facilidade em "gastar", está criando o fenômuno de se gastar muito. Para um governo que precisa cortar gastos com o objetivo de reduzir juros e carga tributária, é preciso que se ponha um freio na gastança desenfreada. É por este ralo que o desperdício e as irregulares correm soltos.