Escrito por Josias de Souza
“Serei o mercador do PAC, o garoto-propaganda do programa”, disse Lula a um auxiliar na última quinta-feira. Para “vender” o seu Plano de Aceleração do Crescimento, o presidente decidiu repetir a tática que usou no ano passado, para arrebanhar votos na campanha reeleitoral. Vai visitar obras. “Uma atrás da outra, três ou quatro por mês”, segundo afirmou.
Lula tem pressa. Começa a correr o país já na próxima semana. Deve visitar pelo menos quatro Estados. Em todos eles participará de solenidades relacionadas a obras incluídas no plano de investimentos do PAC. Foi o modo que encontro de se contrapor ao discurso ácido com que alguns governadores vêm se referindo ao plano que anunciou na última segunda-feira (22).
Entre os mais críticos está o tucano José Serra (PSDB). O governador de São Paulo tachou as medidas do PAC de “fracas” e “vazias”. Disse que não produzirão a onda de crescimento econômico antevista pelo governo –4,5% em 2007 e 5% ao ano até 2010. Pois bem, São Paulo é um dos Estados que Lula visitará neste primeiro périplo da “caravana do investimento”, como um auxiliar do presidente refere-se ao ciclo de viagens.
Será na sexta-feira (2 de fevereiro). No final da manhã, Lula vai “inaugurar” a pedra fundamental de uma usina de polipropileno da Petrobras na cidade de Paulínea –uma das mais de cem obras listadas no PAC. Antes, de “pisar o calo de Serra”, o presidente massageará o ego no Nordeste. Percorreu, na quarta-feira (24), três Estados governados por aliados do PSB.
Vai à Pernambuco do governador Eduardo Campos (PSB), ao Rio Grande do Norte de Vilma Faria e ao Ceará de Cid Gomes. Os três são entusiastas do PAS. Enxergam no pacote a perspectiva de uma derrama de verbas federais em suas searas.
“Não estamos interessados nem no jogo de perde-ganha nem no jogo de perde-perde. O nosso jogo é o do ganha-ganha”, diz, por exemplo Eduardo Campos, que espera obter para o seu Estado, nos próximos quatro anos, algo como R$ 21 bilhões. Ele acompanhará Lula numa visita ao porto pernambucano de Suape. Ali, serão assinados contratos para a construção de uma dezena de navios da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
Com suas viagens, Lula espera popularizar o PAC junto à sociedade. Quer criar na cabeça do brasileiro a idéia de que o plano nem é “fraco” nem é “vazio”, como dizem os críticos à José Serra. Seria, ao contrário, "forte" e "consistente", com obras bem definidas e dinheiro reservado.
As viagens do presidente não constituem segurança de que o crescimento econômico virá na proporção imaginada pelo governo. Mas, como estratégica de marketing, tendem a surtir efeito. Lula aproveita-se de investimentos que, com ou sem o PAC, já constavam do cronograma de investimentos de estatais como a Petrobras.
“Serei o mercador do PAC, o garoto-propaganda do programa”, disse Lula a um auxiliar na última quinta-feira. Para “vender” o seu Plano de Aceleração do Crescimento, o presidente decidiu repetir a tática que usou no ano passado, para arrebanhar votos na campanha reeleitoral. Vai visitar obras. “Uma atrás da outra, três ou quatro por mês”, segundo afirmou.
Lula tem pressa. Começa a correr o país já na próxima semana. Deve visitar pelo menos quatro Estados. Em todos eles participará de solenidades relacionadas a obras incluídas no plano de investimentos do PAC. Foi o modo que encontro de se contrapor ao discurso ácido com que alguns governadores vêm se referindo ao plano que anunciou na última segunda-feira (22).
Entre os mais críticos está o tucano José Serra (PSDB). O governador de São Paulo tachou as medidas do PAC de “fracas” e “vazias”. Disse que não produzirão a onda de crescimento econômico antevista pelo governo –4,5% em 2007 e 5% ao ano até 2010. Pois bem, São Paulo é um dos Estados que Lula visitará neste primeiro périplo da “caravana do investimento”, como um auxiliar do presidente refere-se ao ciclo de viagens.
Será na sexta-feira (2 de fevereiro). No final da manhã, Lula vai “inaugurar” a pedra fundamental de uma usina de polipropileno da Petrobras na cidade de Paulínea –uma das mais de cem obras listadas no PAC. Antes, de “pisar o calo de Serra”, o presidente massageará o ego no Nordeste. Percorreu, na quarta-feira (24), três Estados governados por aliados do PSB.
Vai à Pernambuco do governador Eduardo Campos (PSB), ao Rio Grande do Norte de Vilma Faria e ao Ceará de Cid Gomes. Os três são entusiastas do PAS. Enxergam no pacote a perspectiva de uma derrama de verbas federais em suas searas.
“Não estamos interessados nem no jogo de perde-ganha nem no jogo de perde-perde. O nosso jogo é o do ganha-ganha”, diz, por exemplo Eduardo Campos, que espera obter para o seu Estado, nos próximos quatro anos, algo como R$ 21 bilhões. Ele acompanhará Lula numa visita ao porto pernambucano de Suape. Ali, serão assinados contratos para a construção de uma dezena de navios da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
Com suas viagens, Lula espera popularizar o PAC junto à sociedade. Quer criar na cabeça do brasileiro a idéia de que o plano nem é “fraco” nem é “vazio”, como dizem os críticos à José Serra. Seria, ao contrário, "forte" e "consistente", com obras bem definidas e dinheiro reservado.
As viagens do presidente não constituem segurança de que o crescimento econômico virá na proporção imaginada pelo governo. Mas, como estratégica de marketing, tendem a surtir efeito. Lula aproveita-se de investimentos que, com ou sem o PAC, já constavam do cronograma de investimentos de estatais como a Petrobras.