segunda-feira, fevereiro 05, 2007

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Política equivocada no Mercosul permite "invasão" chinesa

SÃO PAULO - A ampliação das importações argentinas da China, em detrimento aos produtos brasileiros, é o resultado de uma política equivocada de comércio exterior entre os dois países do Mercosul nos últimos anos. Segundo o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta, a invasão dos produtos chineses nos dois países só ocorreu porque faltou uma aliança estratégica que fortalecesse as cadeias produtivas e o desenvolvimento tecnológico da produção.

"Se as economias não ficam unidas, fica difícil o estabelecimento de programas em comum", afirma Alzueta, em relação ao espaço deixado pelos países que contribuiu para o avanço dos produtos chineses.

Na avaliação Alzueta, os governos não estão facilitando a integração e dificultando a parceria entre os empresários para fazerem acordos estratégicos. "Precisamos sensibilizar os governos e as empresas da importância do fortalecimento das relações entre os países como forma de concorrer contra os produtos chineses.

Aumento da produtividade minimizará impacto
Somente através do aumento da produtividade é que poderemos minimizar o impacto da invasão dos produtos chineses, que já causa desemprego nos dois países", explica. Para ele, a reversão desse quadro é possível, mas só ocorrerá quando os governos tomarem consciência dos fatos e incentivarem as indústrias e as classes produtivas.

"Em vez de ficar discutindo geladeiras, devemos dar competitividade às indústrias dos dois países e colocar salvaguardas aos produtos chineses", ressalta, exemplificando com o setor calçadista, que foi alvo de conflitos entre os países e onde a China passou a dominar o mercado.

"Os dois países ficaram brigando entre si e o calçado chinês tomou conta dos dois mercados." Alzueta destaca ainda que fora o agronegócio, os chineses têm potencial para tomar conta de todos os mercados argentinos e brasileiros. "Eles (os chineses) não têm nenhum tipo de freios e estão prontos para dominar todos os setores das economias dos países do Mercosul."

Segundo ele, os governos precisamos dinamizar e integrar os negócios dentro do bloco para intimidar a entrada dos produtos chineses. Para o Brasil estaria cômodo vendendo soja, aço e minério.

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Federação sem Lacerda

O novo presidente da poderosa Federação Nacional dos Policiais Federais delegado Marcos Wink é contra a permanência de Paulo Lacerda na PF. Condena os “métodos ditatoriais”, reconhecendo porém que “é honesto e isento”. Wink quer lutar pela “democratização” da entidade, criada “sob a égide do regime militar” e “rediscutir a polícia, no único país que ainda tem inquérito policial”. Ele aposta que o delegado Lacerda sai. Wink acha que é hora de Lula escolher na lista tríplice da Fenapef o novo diretor da PF. “Seria o primeiro passo da sonhada democratização”.

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Previsão de mandato

A foto abaixo mostra o que provavelmente será a atitude do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pela duração de seu mandato. De costas para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Chinaglia não gostou do apoio de Calheiros ao deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na inauguração da nova legislatura os presidentes das duas casas do Congresso sentaram um ao lado do outro. Não se falaram e durante a execução do Hino Nacional, Chinaglia se levantou e virou as costas para Calheiros.

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A disparada do mercado de carros novos
Gazeta Mercantil

São Paulo, 3 de fevereiro de 2007 - Em 2006, as vendas da indústria automobilística cresceram 12%, enquanto o PIB avançou 2,7% no mesmo período. Demanda reprimida, economia relativamente estabilizada e uma maior massa salarial explicam esse movimento, na avaliação de André Beer, que já esteve à frente da Anfavea e da GM do Brasil. Em entrevista à Gazeta Mercantil, o especialista afirma que o mercado continuará crescendo nos próximos anos, mas ressalta a competição predatória de chineses e indianos

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Petrobras deve puxar desenvolvimento do setor
InvestNews, com informações da Agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, no lançamento da pedra fundamental da Refinaria Petroquímica de Paulínia (no interior de São Paulo), que a Petrobras deve ser indutora do desenvolvimento do setor petroquímico brasileiro. De acordo com o presidente, a petroquímica não deve ser vista como apêndice da política industrial do País.
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"É muito importante a nossa querida Petrobras assumir essa responsabilidade, não de querer controlar todo o setor, mas de querer ser a peça indutora do crescimento desse setor, porque o Brasil pode ser um dos países de maior potência na indústria petroquímica do mundo. Nós temos tecnologia, temos empresários com competência e temos a Petrobras, que é um centro de excelência para fazer as parcerias", afirmou Lula.
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"A Petrobras não pode ter medo de competir e de entrar em nenhum projeto, desde que o resultado seja o benefício para o nosso País", acrescentou. A refinaria de Paulínia será construída pela empresa privada Braskem e a Petroquisa, subsidiária da Petrobras. De acordo com a estatal, serão investidos cerca de US$ 300 milhões na usina, que entrará em funcionamento no primeiro trimestre de 2008, com capacidade de produzir 350 mil toneladas de polipropileno (resina usada na fabricação de embalagens para alimentos, higiene pessoal, limpeza).
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Além da fábrica de Paulínia, a Petrobras investirá cerca de US$ 10,8 bilhões em outros cinco projetos no setor petroquímico, todos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre eles, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, com investimentos de R$ 21 bilhões, sendo R$ 8,2 bilhões até 2010.