segunda-feira, fevereiro 05, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Japão confirma segundo surto de gripe aviária

Autoridades do setor de saúde do Japão confirmaram que um surto de gripe aviária em uma outra granja de uma região produtora do país foi causado pelo H5N1, a variante mais perigosa e mortal do vírus causador da doença.

Desta vez o surto ocorreu em uma fazenda em Hyuga e é o segundo que ocorre em Miyazaki, principal região produtora de frangos no Japão.

Amostras retiradas de mais de 3 mil galinhas mortas na fazenda mostraram que todas tinham sido infectadas pelo H5N1.

Autoridades afirmam que iniciaram o abate dos 49 mil frangos restantes da fazenda na sexta-feira.

Outras 50 mil aves de uma fazenda vizinha à atingida também serão abatidas como medida preventiva, segundo informações de uma autoridade de saúde.

Outro surto
No meio do mês de janeiro um outro surto do vírus H5N1 foi registrado em outra fazenda na mesma região.

Ocorreram alguns surtos do vírus H5N1 no Japão desde o início de 2004, mas ainda não foi registrada nenhuma morte entre humanos devido ao vírus.

Autoridades de saúde em toda a Ásia estão em alerta, pois um crescente número de países comunicou casos em aves e humanos nas últimas semanas.
Desde que o vírus H5N1 surgiu no sudeste da Ásia no final de 2003, mais de 150 pessoas morreram no mundo todo.

Teme-se que o vírus sofra uma mutação que poderia levar ao contágio entre humanos, desencadeando uma pandemia e, potencialmente, pondo em risco milhões de vidas.

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Filme sobre Brasil 'violento e corrupto' vence em Sundance

Um documentário americano sobre corrupção e seqüestro no Brasil ganhou, neste sábado, o prêmio do júri de melhor documentário no Festival de Cinema de Sundance, em Utah, nos Estados Unidos.

O documentário Manda Bala, dirigido pelo cienasta Jason Kohn, retrata o Brasil como “um dos países mais violentos e corruptos do mundo”.

O filme acompanha “um político que usa uma fazenda de rãs para roubar bilhões de dólares, um milionário que investe uma pequena fortuna para blindar seus carros e um cirurgião plástico que reconstrói as orelhas de vítimas de seqüestro mutiladas”, diz o comunicado do Sundance que traz a lista de vencedores.

De acordo com o jornal americano Los Angeles Times, o documentário Manda Bala se foca em “como os ricos ficam mais ricos e os pobres tentam se safar fazendo seqüestros e outros crimes”. O filme rendeu o prêmio de melhor fotografia para a cineasta paranaense Heloísa Passos.

Outro filme americano sobre um país latino, Padre Nuestro, do diretor Christopher Zalla, também brilhou no Sundance.

A obra, que ganhou o prêmio de melhor filme, fala sobre dois imigrantes mexicanos que entram ilegalmente nos Estados Unidos por razões distintas e acabam cruzando seus destinos.

O filme Grace is Gone, estrelado pelo ator John Cusack, venceu o prêmio do público de melhor filme. Cusack interpreta um pai que tem que lidar com a morte de sua esposa durante a guerra no Iraque.

Realizado todos os anos no mês de janeiro, o Festival de Sundance é tradicionalmente uma vitrine para o cinema independente americano, organizado pela Fundação Sundance, criada pelo ator Robert Redford em 1981.

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Cobrando mais para gastar mais
Carlos Alberto Sardenberg, G1

Contas do governo federal para o ano fechado de 2006: a receita alcançou um valor equivalente a 26,01% do Produto Interno Bruto, contra 25,21% em 2005 e 23,7% em 2004.

Portanto, nesses dois anos, a carga tributária aumentou 2,31 pontos percentuais. O Tesouro está calculando o valor do PIB em R$ 2.085 trilhões. Assim, se a carga tributária no ano passado fosse a mesma de 2004, as pessoas e empresas teriam “economizado” R$ 48,2 bilhões em impostos, só com o governo federal.

São 48 bilhões que poderiam ter ficado para investimentos e consumo do setor privado – pessoas e empresas – e que foram financiar gastos do governo federal.

As despesas do governo federal, obviamente, também aumentaram. Saltaram de 18,15% do PIB em 2005 para 19,19% no ano passado – uma alta de mais ou menos R$ 21,5 bilhões.

O resto do dinheiro, o governo federal gastou com transferências a estados e municípios (4,44% do PIB no ano passado) e com o pagamento de juros (2,38% do PIB, ou R$ 49 ,6 bilhões). A única coisa que caiu em relação a 2005 foi a conta de juros.

No mais, o governo arrecadou mais para gastar mais.