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Os aliados do ex-governador petista do Acre Jorge Viana têm-se mostrado há anos um grupo monolítico e com controle total do Estado. Forjados na luta dos seringueiros contra o desmatamento, passaram a ser chamados de os herdeiros dos "povos da floresta".
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Seus principais personagens são o próprio Jorge Viana e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, companheira de luta do mitológico Chico Mendes. Em torno deles, formaram-se outros líderes, como o senador Tião Viana, irmão do ex-governador, e o atual governador, Binho Marques.
Seus principais personagens são o próprio Jorge Viana e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, companheira de luta do mitológico Chico Mendes. Em torno deles, formaram-se outros líderes, como o senador Tião Viana, irmão do ex-governador, e o atual governador, Binho Marques.
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Mas desde que, por causa da permanência de Marina Silva no Ministério, Viana não conseguiu uma vaga no primeiro escalão do segundo mandato do presidente Lula - seriam ministros demais de um Estado, digamos, não tão importante assim - começou a trincar o relacionamento dos "povos da floresta".
Mas desde que, por causa da permanência de Marina Silva no Ministério, Viana não conseguiu uma vaga no primeiro escalão do segundo mandato do presidente Lula - seriam ministros demais de um Estado, digamos, não tão importante assim - começou a trincar o relacionamento dos "povos da floresta".
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Agora, eles esboçam um racha interno no grupo que, se concretizado, pode resultar numa guerra tão grande ou maior que aquela enfrentada por Plácido de Castro e recentemente divulgada pela minissérie Amazônia.
Agora, eles esboçam um racha interno no grupo que, se concretizado, pode resultar numa guerra tão grande ou maior que aquela enfrentada por Plácido de Castro e recentemente divulgada pela minissérie Amazônia.
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Se o primeiro capítulo dessa nova guerra teve como pano de fundo a reforma ministerial, o segundo capítulo gira em torno de um projeto de Tião Viana, que está causando frisson no Estado.
Se o primeiro capítulo dessa nova guerra teve como pano de fundo a reforma ministerial, o segundo capítulo gira em torno de um projeto de Tião Viana, que está causando frisson no Estado.
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O projeto permite a prospecção de petróleo e gás no Acre. Volta-se para a região do Vale do Juruá, já na fronteira com o Peru. Como grande parte da região é reserva ecológica ou território indígena, os ecologistas estão em polvorosa. A discreta Marina Silva tenta evitar o confronto, mas também não concorda.Para tentar minar resistências, Tião promoveu na quinta-feira um grande seminário em Rio Branco chamado Prospecção de derivados do petróleo no Acre e responsabilidade socioambiental. Levou o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Newton Reis Monteiro, e até o senador Eduardo Suplicy. Mas, em sinal de protesto, nem Marina nem o governador Binho Marques compareceram.Agora, o tal projeto do Tião Viana tornou-se uma chaga aberta. Se ele vingar, o ambientalismo da ministra terá sido massacrado exatamente em sua terra e dentro de seu grupo político. Mas se Marina conseguir derrubar o projeto, o controle que os irmãos Viana exercem na política do Estado terá acabado.
O projeto permite a prospecção de petróleo e gás no Acre. Volta-se para a região do Vale do Juruá, já na fronteira com o Peru. Como grande parte da região é reserva ecológica ou território indígena, os ecologistas estão em polvorosa. A discreta Marina Silva tenta evitar o confronto, mas também não concorda.Para tentar minar resistências, Tião promoveu na quinta-feira um grande seminário em Rio Branco chamado Prospecção de derivados do petróleo no Acre e responsabilidade socioambiental. Levou o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Newton Reis Monteiro, e até o senador Eduardo Suplicy. Mas, em sinal de protesto, nem Marina nem o governador Binho Marques compareceram.Agora, o tal projeto do Tião Viana tornou-se uma chaga aberta. Se ele vingar, o ambientalismo da ministra terá sido massacrado exatamente em sua terra e dentro de seu grupo político. Mas se Marina conseguir derrubar o projeto, o controle que os irmãos Viana exercem na política do Estado terá acabado.
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Marina x Dilma
A ministra do Meio ambiente, Marina Silva, também está sofrendo o assédio da poderosa chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. É que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) não liberou, e não tem prazo para liberar, o licenciamento da hidrelétrica do Madeira. Por causa disso, o Ministério de Minas e Energia suspendeu o leilão que estava programado para junho e não tem nova data. Ou seja, o leilão foi suspenso indefinidamente. Dilma está tiririca.
Marina x Dilma
A ministra do Meio ambiente, Marina Silva, também está sofrendo o assédio da poderosa chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. É que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) não liberou, e não tem prazo para liberar, o licenciamento da hidrelétrica do Madeira. Por causa disso, o Ministério de Minas e Energia suspendeu o leilão que estava programado para junho e não tem nova data. Ou seja, o leilão foi suspenso indefinidamente. Dilma está tiririca.
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Sobras da batalha
A guerra entre o PMDB da Câmara e o do Senado ainda deixou suas feridas. Ex-presidente do Senado, o deputado Jader Barbalho (PA) alinhou-se ao grupo de senadores do partido. Agora está reivindicando o comando da Sudam para seu primo, o ex-deputado José Priante. Mas o ministro da pasta, que comandou a guerra pelo lado dos deputados, embora seja amigo pessoal de Priante, está barrando a indicação.
A guerra entre o PMDB da Câmara e o do Senado ainda deixou suas feridas. Ex-presidente do Senado, o deputado Jader Barbalho (PA) alinhou-se ao grupo de senadores do partido. Agora está reivindicando o comando da Sudam para seu primo, o ex-deputado José Priante. Mas o ministro da pasta, que comandou a guerra pelo lado dos deputados, embora seja amigo pessoal de Priante, está barrando a indicação.
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Sobras da batalha 2
Demitido da Embaixada de Lisboa pelo chanceler Celso Amorim, por telefone, o ex-presidente do PMDB Paes de Andrade não deverá ficar de mãos abanando. É candidato a uma das vice-presidências do Banco do Brasil.
Sobras da batalha 2
Demitido da Embaixada de Lisboa pelo chanceler Celso Amorim, por telefone, o ex-presidente do PMDB Paes de Andrade não deverá ficar de mãos abanando. É candidato a uma das vice-presidências do Banco do Brasil.
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Sobras da batalha 3
O PSB corre sério risco de perder o comando da tal Secretaria dos Portos que o presidente Lula pretende criar. Os socialistas insistem em dizer que Lula prometeu à cúpula do partido entregar a secretaria ao ex-ministro interino dos Transportes Pedro Brito. Mas o atual ministro, Alfredo Nascimento (PR), quer tomá-la de assalto . "O presidente não abandonará os velhos, bons e fiéis companheiros socialistas", torce o deputado federal Rodrigo Rollemberg (DF).
Sobras da batalha 3
O PSB corre sério risco de perder o comando da tal Secretaria dos Portos que o presidente Lula pretende criar. Os socialistas insistem em dizer que Lula prometeu à cúpula do partido entregar a secretaria ao ex-ministro interino dos Transportes Pedro Brito. Mas o atual ministro, Alfredo Nascimento (PR), quer tomá-la de assalto . "O presidente não abandonará os velhos, bons e fiéis companheiros socialistas", torce o deputado federal Rodrigo Rollemberg (DF).
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Festa surpresa
Sem muito alarde, na última quinta-feira o presidente Lula brindou a primeira-dama, Marisa Letícia, com uma festa surpresa na Granja do Torto. Estiveram presentes ministros, acompanhados de suas mulheres, e os filhos do casal.
Festa surpresa
Sem muito alarde, na última quinta-feira o presidente Lula brindou a primeira-dama, Marisa Letícia, com uma festa surpresa na Granja do Torto. Estiveram presentes ministros, acompanhados de suas mulheres, e os filhos do casal.
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Sem surpresa
Na quarta-feira, enquanto o PMDB se reunia com Lula na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-deputado Ricardo Rique, acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, promovia uma festança no seu apartamento recém-reformado, na Asa Norte de Brasília. O evento contou também com a presença de ministros do governo e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Na quarta-feira, enquanto o PMDB se reunia com Lula na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-deputado Ricardo Rique, acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, promovia uma festança no seu apartamento recém-reformado, na Asa Norte de Brasília. O evento contou também com a presença de ministros do governo e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
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Mutirão surpresa
A turma que é favorável à redução da maioridade penal combinou de promover amanhã mesmo, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, um grande mutirão pela aprovação de um texto que atenda à maioria dos projetos sobre o assunto em tramitação no Congresso.
Mutirão surpresa
A turma que é favorável à redução da maioridade penal combinou de promover amanhã mesmo, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, um grande mutirão pela aprovação de um texto que atenda à maioria dos projetos sobre o assunto em tramitação no Congresso.
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Tapas de luvas
A indústria de luvas cirúrgicas de Engenheiro Paulo de Frontin, no interior do Rio de Janeiro, está sofrendo assédio das luvas importadas. "É que, para as luvas brasileiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige selo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), o que não é cobrado das luvas importadas. Não sou contrário à exigência do selo, mas quero saber da Anvisa por que ele não é cobrado das luvas estrangeiras.
Tapas de luvas
A indústria de luvas cirúrgicas de Engenheiro Paulo de Frontin, no interior do Rio de Janeiro, está sofrendo assédio das luvas importadas. "É que, para as luvas brasileiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige selo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), o que não é cobrado das luvas importadas. Não sou contrário à exigência do selo, mas quero saber da Anvisa por que ele não é cobrado das luvas estrangeiras.
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Dornelles não só está fazendo um requerimento de informações à Anvisa sobre o assunto como deve chamar a turma da agência a depor na Comissão de Assuntos Econômicos.
Dornelles não só está fazendo um requerimento de informações à Anvisa sobre o assunto como deve chamar a turma da agência a depor na Comissão de Assuntos Econômicos.