Reinaldo Azevedo
Desde que a crise aérea começou, como vocês sabem — e basta procurar no arquivo —, este blog afirma: procurem as pegadas da CUT. Há seis meses, quando Waldir Pires (Defesa) começou com essa história de desmilitarização, escrevi que isso corresponderia a entregar os céus do Brasil à Central Única dos Trabalhadores, de que Lula ainda é o maior líder espiritual. Reportagem de Sérgio Torres, na Folha desta sexta, deixa tudo claro. Ora, alguma coisa explica que Lula tenha se comportado, ao longo desse tempo, como uma pateta.Não. Não se trata de uma conspiração, de algo tramado pelos cantos. É uma questão de universo mental, de cultura. O Babalorixá entende o mundo segundo a lógica das corporações de ofício. Na sua “maça ensefálica dentro do sélebro”, os controladores existem para quê? Ora, para lutar por melhores condições de vida... para os controladores. Essa é a alma profunda do PT. Cada “catchiguria” pensa no melhor para a sua “catchiguria”, e o país é um ajuntamento de “catchigurias”, entenderam?
Desde que a crise aérea começou, como vocês sabem — e basta procurar no arquivo —, este blog afirma: procurem as pegadas da CUT. Há seis meses, quando Waldir Pires (Defesa) começou com essa história de desmilitarização, escrevi que isso corresponderia a entregar os céus do Brasil à Central Única dos Trabalhadores, de que Lula ainda é o maior líder espiritual. Reportagem de Sérgio Torres, na Folha desta sexta, deixa tudo claro. Ora, alguma coisa explica que Lula tenha se comportado, ao longo desse tempo, como uma pateta.Não. Não se trata de uma conspiração, de algo tramado pelos cantos. É uma questão de universo mental, de cultura. O Babalorixá entende o mundo segundo a lógica das corporações de ofício. Na sua “maça ensefálica dentro do sélebro”, os controladores existem para quê? Ora, para lutar por melhores condições de vida... para os controladores. Essa é a alma profunda do PT. Cada “catchiguria” pensa no melhor para a sua “catchiguria”, e o país é um ajuntamento de “catchigurias”, entenderam?
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Bem, o problema foi prognosticado aqui. E, agora, já é um diagnóstico da Aeronáutica. Segue reportagem da Folha.
Bem, o problema foi prognosticado aqui. E, agora, já é um diagnóstico da Aeronáutica. Segue reportagem da Folha.
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Nas unidades da Aeronáutica, parte do oficialato aponta a CUT (Central Única dos Trabalhadores) como principal influência do movimento grevista dos controladores de vôo.
Nas unidades da Aeronáutica, parte do oficialato aponta a CUT (Central Única dos Trabalhadores) como principal influência do movimento grevista dos controladores de vôo.
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A suposta ação da CUT sobre a categoria se iniciou há cerca de dois anos, de acordo com a versão difundida na Aeronáutica e passada à Folha por um tenente-coronel e um major da ativa, que trabalham na área administrada pelo 3º Comar (Comando Aéreo Regional), representação oficial da Força no Estado do Rio. A CUT nega.
A suposta ação da CUT sobre a categoria se iniciou há cerca de dois anos, de acordo com a versão difundida na Aeronáutica e passada à Folha por um tenente-coronel e um major da ativa, que trabalham na área administrada pelo 3º Comar (Comando Aéreo Regional), representação oficial da Força no Estado do Rio. A CUT nega.
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Os oficiais falaram que as lideranças militares dos controladores de vôo -sargentos, a maioria delas- foram cooptadas pela central sindical, historicamente ligada ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Disseram ainda que em unidades da Aeronáutica em todo o país, não só no Rio, é conhecida a versão de que a CUT estaria incentivando a ação dos controladores. No Exército, segundo a Folha apurou, a mesma versão tem ganhado força, especialmente na Vila Militar do Rio (zona oeste), que concentra batalhões e quartéis.
Os oficiais falaram que as lideranças militares dos controladores de vôo -sargentos, a maioria delas- foram cooptadas pela central sindical, historicamente ligada ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Disseram ainda que em unidades da Aeronáutica em todo o país, não só no Rio, é conhecida a versão de que a CUT estaria incentivando a ação dos controladores. No Exército, segundo a Folha apurou, a mesma versão tem ganhado força, especialmente na Vila Militar do Rio (zona oeste), que concentra batalhões e quartéis.
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O objetivo da CUT, ainda de acordo com esses oficiais, seria uma espécie de "sindicalização branca" de qualificados profissionais militares, que, por lei, não poderiam formar ou se associar a um sindicato.
O objetivo da CUT, ainda de acordo com esses oficiais, seria uma espécie de "sindicalização branca" de qualificados profissionais militares, que, por lei, não poderiam formar ou se associar a um sindicato.
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Embora subalternos na hierarquia da Aeronáutica, os sargentos controladores de vôo são considerados quase que insubstituíveis. Constituiriam, portanto, um grupamento especial de profissionais importantes, conscientes do poder que detêm.
Embora subalternos na hierarquia da Aeronáutica, os sargentos controladores de vôo são considerados quase que insubstituíveis. Constituiriam, portanto, um grupamento especial de profissionais importantes, conscientes do poder que detêm.
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CUT nega
A CUT nega ter algo a ver com as entidades representativas dos controladores, sejam civis (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo), sejam militares (Associação Brasileira dos Controladores do Tráfego Aéreo). Nenhuma delas é oficialmente filiada à CUT. Cerca de 80% dos controladores são militares.
A CUT nega ter algo a ver com as entidades representativas dos controladores, sejam civis (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo), sejam militares (Associação Brasileira dos Controladores do Tráfego Aéreo). Nenhuma delas é oficialmente filiada à CUT. Cerca de 80% dos controladores são militares.
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A Folha tentou ouvir o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. Por meio de sua assessoria, ele informou que não falaria sobre o assunto porque a entidade não teria envolvimento algum com os personagens da crise aérea nacional.ExércitoTambém no Exército corre a versão de que existe o interesse externo de organizações de esquerda em sindicalizar militares, especialmente aqueles que não são oficiais, como sargentos, cabos e soldados.
A Folha tentou ouvir o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. Por meio de sua assessoria, ele informou que não falaria sobre o assunto porque a entidade não teria envolvimento algum com os personagens da crise aérea nacional.ExércitoTambém no Exército corre a versão de que existe o interesse externo de organizações de esquerda em sindicalizar militares, especialmente aqueles que não são oficiais, como sargentos, cabos e soldados.
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Há pelo menos dois dias, na Vila Militar do Rio, a crise na Aeronáutica e a atuação do governo federal e do Ministério da Defesa foram discutidas nas unidades por comandantes e oficiais superiores, conforme relatou à Folha um tenente-coronel da ativa, lotado em um quartel de pára-quedistas.
Há pelo menos dois dias, na Vila Militar do Rio, a crise na Aeronáutica e a atuação do governo federal e do Ministério da Defesa foram discutidas nas unidades por comandantes e oficiais superiores, conforme relatou à Folha um tenente-coronel da ativa, lotado em um quartel de pára-quedistas.
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As reuniões tiveram caráter de análise, segundo contou o oficial. De uma maneira geral, disse ele, a retomada pela Aeronáutica da administração da crise foi bem recebida pelo oficialato da ativa do Exército.
As reuniões tiveram caráter de análise, segundo contou o oficial. De uma maneira geral, disse ele, a retomada pela Aeronáutica da administração da crise foi bem recebida pelo oficialato da ativa do Exército.