quinta-feira, abril 05, 2007

TOQUEDEPRIMA...

A CUT quer o céu
Reinaldo Azevedo

Já escrevi algumas vezes e reitero: sou contra a chamada “desmilitarização” do controle aéreo. “Ah, mas assim é na maioria dos países”. É, mas só o Brasil tem uma holding que inclui partido, central sindical e ONGs que, a um só tempo, governa em nome da ordem e também promove a desordem quando isso lhe é útil. O tráfego aéreo, advirto de novo, será entregue à CUT. Ok, enquanto Lula for presidente, talvez não haja apagão (não por conta do movimento sindical). Outro presidente qualquer será alvo permanente de chantagem. “Ah, mas houve apagão mesmo com militares”. É verdade. Porque houve quebra da hierarquia, patrocinada pelo partido do poder, aliado da mesma CUT, que quer ter o controle dos céus. Está dito.

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Chávez agora ameaça estatizar os hospitais
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou estatizar mais um setor da economia de seu país: os hospitais privados. Em discurso na noite de segunda-feira, no palácio presidencial, em Caracas, Chávez avisou que as clínicas particulares poderão ser tomadas pelo governo caso continuem a praticar preços abusivos nos planos de saúde e tratamentos médicos. Ele já encomendou aos ministros um plano para tabelar as cobranças dos hospitais.

"Qualquer hospital privado que não cumprir as normas terá de ser estatizado", ameaçou o presidente venezuelano. "Não podemos permitir esses vergonhosos abusos em um serviço tão importante quanto a saúde." Se confirmada, a nacionalização dos hospitais ampliará ainda mais a onda estatizante liderada por Chávez, que já ampliou os domínios do governo nas áreas estratégicas de comunicação e energia.

Protegendo os ricos
Assim como o Brasil, a Venezuela tem um sistema de saúde formado por clínicas públicas, freqüentadas pelos mais pobres, e hospitais particulares, geralmente usados pelos mais ricos. Chávez investiu bastante no segmento público, construindo e reformando hospitais e contratando mais médicos. Mas ele quer controlar os preços dos hospitais particulares porque "o governo é obrigado a proteger toda a população, incluindo a classe média e os ricos".

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Trem francês viaja a 574,8 km/h, o novo recorde
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Um trem TGV de alta velocidade quebrou um recorde histórico nesta terça-feira, na França. A composição chegou a 574,8 quilômetros por hora, velocidade jamais atingida antes por um trem que percorre trilhos. A marca anterior era de 1990, também dos franceses: 515 quilômetros por hora. O recorde geral dos trens no mundo, contudo, continua sendo o do Maglev japonês, de funcionamento magnético, que atingiu 581 quilômetros por hora em 2003.

A quebra do recorde pelos franceses em trilhos ocorreu numa linha que liga a capital do país, Paris, à cidade de Estrasburgo, no leste do território. A composição TGV foi modificada para a quebra do recorde. A nova versão, chamada V150, tem rodas maiores do que as de costume e duas locomotivas puxando três vagões. De acordo com os administradores da linha e a fabricante Alstrom, o objetivo do recorde era testar o equipamento.

Conforme as empresas, atingir a velocidade inédita é um teste para a infraestrutura da linha e dos trens TGV em condições extremas, que não podem ser simuladas em um laboratório. Por trás do teste, contudo, estão os interesses comerciais da Alstrom - a empresa tenta aumentar as vendas no exterior. Na China, por exemplo, a empresa concorre com a japonesa Shinkansen e com a alemã Inter-City Express por um novo projeto.

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Infraero: A transição do controle aéreo será demorada
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O processo de transferência de controle do espaço aéreo dos militares para os civis será longo e muito trabalhoso, na opinião do presidente da Infraero (empresa que gerencia os aeroportos do país). Em reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo desta terça, o brigadeiro José Carlos Pereira diz que a mudança pode durar "anos". "Em outros países, foi uma questão de anos. Acredito que tudo esteja pronto e funcionando em menos de um ano e meio", disse. "Mas se houver a intenção de transferir todos os 17.000 profissionais do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) para a área civil, o processo pode levar uns cinco, seis anos".

O brigadeiro afirma também que a crise desencadeada na sexta-feira "poderia ter sido resolvida com um diálogo mais franco". "Ocorreram falhas na condução do processo, principalmente perda de "time". Ocorreram descompassos sérios principalmente no tempo das reações. E 95% dos problemas da humanidade são resolvidos na conversa", afirmou ele. Disse ainda eu agora não adianta partir para ação violenta porque "os controladores de vôo não são bandidos, não são vigaristas, são pessoas sérias, competentes".

Ainda de acordo com o brigadiero, uma das dificuldades no processo sera a impossibilidade de obrigar que todos os controladores aceitem a desmilitarização, já que não se sabe se terão benefícios no setor civil como a estabilidade no emprego. "Os controladores não serão obrigados a deixar de ser militares. Ninguém pode expulsá-los da Força Aérea por causa disso." Outro problema seria a formação de profissionais.

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Lula é um deles
Reinaldo Azevedo

"É uma coisa estrutural que temos de resolver. É um problema meu, do ministro da Defesa, dos controlares de vôo e da sociedade, que não pode ser vítima. Tudo isso vou conversar na segunda-feira, com o ministro da Defesa, com José Alencar (vice-presidente), e vamos encontrar uma solução até terça".
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Esse é Lula, nos Estados Unidos, falando sobre a crise aérea. E foi adiante: “Eu não posso aceitar a idéia de que o comportamento de certas pessoas, por mais justas que sejam as reivindicações, possa deixar pessoas no aeroporto mais de oito horas sem levar em conta que tem crianças. As pessoas que têm funções essenciais precisam ter mais responsabilidade". Segundo o Demiurgo, quando ele organizava greves, "tomava o cuidado de não paralisar setores essenciais".Como se vê, quando há uma boa notícia, Lula chama a responsabilidade para si — “nunca antes nestepaiz...”. Quando há um problema, a crise é “estrutural”, de toda “a sociedade brasileira”. Daqui a pouco, sob o aplauso de parte da mídia, vai se jactar de ter resolvido um problema que seu próprio governo criou. Lula paralisa os céus. Lula move os céus.
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A triste verdade é que, no fundo, ele reconhece como legítimo o movimento dos chantagistas. Porque foi assim que ele se fez. É mentira que PT, CUT e, portanto, Lula nunca tenham paralisado serviços essenciais. Estiveram por trás de cada greve — e foram muitas — havida, por exemplo, no setor de saúde na década de 90. Também paralisaram transportes públicos dezenas de vezes.
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Lula é, ele próprio, o resultado mais bem-sucedido da tática da chantagem.

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Lula garante permanência de Waldir Pires

O presidente Lula garantiu nesta quarta-feira a permanência do ministro da Defesa, Waldir Pires. “O ministro vai continuar no cargo. Ministro sou eu que ponho e eu que tiro. Eu que escolho. Se um dia eu tiver que tirá-lo, eu tirarei. Por enquanto, não é essa a questão”, disse.
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De acordo com Senadores do PT, o presidente Lula teria sinalizado a saída de Pires em reunião. Eles teriam avaliado que o ministro tinha feito o que pôde para tentar minimizar a crise no setor aéreo.