Bruno Garcez, Enviado especial a Nova York, BBC Brasil
A subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os Estados Unidos o tratado de conservação de florestas tropicais. O projeto foi criado pelo governo americano em 1998 e oferece a países em desenvolvimento o perdão de dividas com os Estados Unidos e a geração de fundos para preservação ambiental.
O programa é implantado por meio de acordos bilaterais. Entre as nações latino-americanas que já foram beneficiadas pelo tratado estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá.
O pedido da subsecretária foi feito durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável realizado nesta segunda-feira em Nova York. O evento conta com a presença dos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George H. W. Bush, pai do atual líder americano.
O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
BiocombustíveisDe acordo com Departamento de Estado, o tratado de conservação de florestas tropicais é capaz de gerar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em iniciativas voltadas para a preservação ambiental. "Esperamos que o Brasil se junte a nós e assine o tratado", afirmou a subsecretária.
"Com isso é possível aliviar a dívida com os Estados Unidos e investir em recursos para preservação de florestas e espécies de animais." A subsecretária disse ainda ser preciso tomar uma série de medidas para ampliar o uso mundial de biocombustíveis. Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são redução dos custos de produção dos biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra, e as pressões no preço das rações para animais."
Os Estados Unidos vêm enfrentando uma elevação do preço do milho e nos valores de terras cultiváveis devido à produção de etanol. A versão americana do biocombustível é produzida a partir do milho. Com a crescente demanda pelo cereal, aumentou também a quantidade de terras necessárias para cultivar milho.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Interessante a posição americana em querer assinar um tratado de preservação de florestas tropicais, como se eles tivessem alguma floresta tropical em seu território. Em parte, há um imenso interesse econômico dos americanos neste tratado, e que diz respeito exclusivamente a eles mesmos. Portanto, nem tudo que é do interesse de lá, confere e coincide com o que é de interesse daqui. Acho que a proposta no caso brasileiro, está chegando um pouco tarde demais.
A subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os Estados Unidos o tratado de conservação de florestas tropicais. O projeto foi criado pelo governo americano em 1998 e oferece a países em desenvolvimento o perdão de dividas com os Estados Unidos e a geração de fundos para preservação ambiental.
O programa é implantado por meio de acordos bilaterais. Entre as nações latino-americanas que já foram beneficiadas pelo tratado estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá.
O pedido da subsecretária foi feito durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável realizado nesta segunda-feira em Nova York. O evento conta com a presença dos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George H. W. Bush, pai do atual líder americano.
O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
BiocombustíveisDe acordo com Departamento de Estado, o tratado de conservação de florestas tropicais é capaz de gerar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em iniciativas voltadas para a preservação ambiental. "Esperamos que o Brasil se junte a nós e assine o tratado", afirmou a subsecretária.
"Com isso é possível aliviar a dívida com os Estados Unidos e investir em recursos para preservação de florestas e espécies de animais." A subsecretária disse ainda ser preciso tomar uma série de medidas para ampliar o uso mundial de biocombustíveis. Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são redução dos custos de produção dos biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra, e as pressões no preço das rações para animais."
Os Estados Unidos vêm enfrentando uma elevação do preço do milho e nos valores de terras cultiváveis devido à produção de etanol. A versão americana do biocombustível é produzida a partir do milho. Com a crescente demanda pelo cereal, aumentou também a quantidade de terras necessárias para cultivar milho.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Interessante a posição americana em querer assinar um tratado de preservação de florestas tropicais, como se eles tivessem alguma floresta tropical em seu território. Em parte, há um imenso interesse econômico dos americanos neste tratado, e que diz respeito exclusivamente a eles mesmos. Portanto, nem tudo que é do interesse de lá, confere e coincide com o que é de interesse daqui. Acho que a proposta no caso brasileiro, está chegando um pouco tarde demais.