Sabrina Lorenzi
A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) terá dificuldades para contratar 600 chineses para a construção da usina em Santa Cruz, no Rio. Ontem, o Ministério do Trabalho informou que a contratação dos trabalhadores ainda não está aprovada, já que ainda analisa o pedido da siderúrgica para trazer os asiáticos ao Brasil.
Os requerimentos da CSA para o visto de trabalho dos chineses foram enviados há cerca de um mês. Como estuda cada caso de forma individual, o ministério não tem prazo para encerrar as análises. O governo quer saber se as contratações atendem às normas trabalhistas do Brasil. A siderúrgica tem que comprovar que não há brasileiros capacitados para exercer as mesmas funções. A CSA é obrigada a demonstrar que os chineses são capacitados e que seus diplomas são reconhecidos no Brasil. O ministério acrescentou que a empresa pediu a contratação de só 59 chineses.
Segundo a CSA, o contingente terá formado, em sua maioria, por engenheiros contratados para construir a coqueria da usina.
Há quase um ano, a CSA já manifestara a intenção de adquirir máquinas e equipamentos asiáticos juntamente com a mão-de-obra, em uma espécie de pacote econômico. Falou-se também em falta de profissionais brasileiros. De acordo com a consultoria Mercer, a mão-de-obra chinesa custa a metade da brasileira, em média.
- Eles são necessários para fazer a obra no prazo e no budget (orçamento) - disse o presidente da CSA, Aristides Corbellini.
Pelo cronograma, a coqueria deverá ficar pronta até novembro de 2008. Com investimentos da ordem de US$ 4 bilhões, a usina terá capacidade para produzir 5,6 milhões de toneladas de aço ao ano.
- São 600 chineses temporários em um universo de 18 mil - argumentou o executivo, ao considerar a estimativa máxima de contratação para as obras.
Na média, a expectativa é de contratar 10 mil trabalhadores temporários. Quando a usina ficar pronta, vai gerar 3,5 mil empregos fixos. Para aumentar a chance de contratar trabalhadores locais, a CSA firmou convênio com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para oferecer cursos de capacitação profissional. A parceria foi selada ontem na sede da Firjan.
Sindicatos de classe comentavam que a CSA cogitou trazer milhares de chineses - e não centenas -, mas teria encontrado resistência. Além das reclamações trabalhistas, uma manifestação de ambientalistas em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) marcou o início das obras. Os manifestantes se queixam de possíveis impactos ambientais sobre a baía de Sepetiba. A CSA já encaminhou pedido de empréstimo de US$ 500 milhões ao BNDES.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Santo Deus, precisavam ter esperado mais de um ano para se darem conta dos prejuízos que causariam ao país terem aprovado um contrato deste tipo ? Será que no Brasil não existe mais desemprego que agora precisamos importar mão de obra chinesa ?
A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) terá dificuldades para contratar 600 chineses para a construção da usina em Santa Cruz, no Rio. Ontem, o Ministério do Trabalho informou que a contratação dos trabalhadores ainda não está aprovada, já que ainda analisa o pedido da siderúrgica para trazer os asiáticos ao Brasil.
Os requerimentos da CSA para o visto de trabalho dos chineses foram enviados há cerca de um mês. Como estuda cada caso de forma individual, o ministério não tem prazo para encerrar as análises. O governo quer saber se as contratações atendem às normas trabalhistas do Brasil. A siderúrgica tem que comprovar que não há brasileiros capacitados para exercer as mesmas funções. A CSA é obrigada a demonstrar que os chineses são capacitados e que seus diplomas são reconhecidos no Brasil. O ministério acrescentou que a empresa pediu a contratação de só 59 chineses.
Segundo a CSA, o contingente terá formado, em sua maioria, por engenheiros contratados para construir a coqueria da usina.
Há quase um ano, a CSA já manifestara a intenção de adquirir máquinas e equipamentos asiáticos juntamente com a mão-de-obra, em uma espécie de pacote econômico. Falou-se também em falta de profissionais brasileiros. De acordo com a consultoria Mercer, a mão-de-obra chinesa custa a metade da brasileira, em média.
- Eles são necessários para fazer a obra no prazo e no budget (orçamento) - disse o presidente da CSA, Aristides Corbellini.
Pelo cronograma, a coqueria deverá ficar pronta até novembro de 2008. Com investimentos da ordem de US$ 4 bilhões, a usina terá capacidade para produzir 5,6 milhões de toneladas de aço ao ano.
- São 600 chineses temporários em um universo de 18 mil - argumentou o executivo, ao considerar a estimativa máxima de contratação para as obras.
Na média, a expectativa é de contratar 10 mil trabalhadores temporários. Quando a usina ficar pronta, vai gerar 3,5 mil empregos fixos. Para aumentar a chance de contratar trabalhadores locais, a CSA firmou convênio com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para oferecer cursos de capacitação profissional. A parceria foi selada ontem na sede da Firjan.
Sindicatos de classe comentavam que a CSA cogitou trazer milhares de chineses - e não centenas -, mas teria encontrado resistência. Além das reclamações trabalhistas, uma manifestação de ambientalistas em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) marcou o início das obras. Os manifestantes se queixam de possíveis impactos ambientais sobre a baía de Sepetiba. A CSA já encaminhou pedido de empréstimo de US$ 500 milhões ao BNDES.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Santo Deus, precisavam ter esperado mais de um ano para se darem conta dos prejuízos que causariam ao país terem aprovado um contrato deste tipo ? Será que no Brasil não existe mais desemprego que agora precisamos importar mão de obra chinesa ?