Editorial Jornal do Brasil
O mês mudou, mas os sem-terra continuam a agir ao arrepio da lei, sem respeitar direitos alheios ou o patrimônio privado e nacional. Neste maio vermelho, derrubaram portões, quebraram vidros e fizeram explodir uma bomba artesanal para invadir prédios e sala de controle da Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, responsável por 10% do abastecimento nacional de energia. Chegaram ancorados numa difusa pauta de reivindicações e amparados em manifestações espalhadas por vários Estados, parte de um pretenso dia de protesto dos movimentos sociais. Eram 600 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens.
O presidente Lula, ao contrário da seqüência de invasões promovidas no abril vermelho de 2003, reagiu com rapidez: autorizou o envio de tropas do Exército que se mantiveram ontem de prontidão, à espera de rodadas simultâneas de negociação no local e em Brasília. Os soldados bloquearam os acessos à hidrelétrica, exatamente como fizeram, no dia anterior, os invasores.
Interromper o trânsito em rodovias, aliás, transformou-se no principal modus operandi dos sem-terra. Pararam o trânsito em vias estaduais e federais de Pernambuco, Rio e Goiás, só para citar alguns dos muitos trechos fechados no tal dia de protesto organizado para, entre outras divagações, exigir mudanças na política econômica nacional e o cancelamento do leilão que privatizou a Companhia Vale do Rio Doce.
A Justiça concedeu, na própria quarta-feira, a reintegração de posse da usina de Tucuruí à Eletronorte. A empresa entrou em campo para retirar os detratores da lei da sala de controle e das fronteiras da hidrelétrica. O que se cobra, agora, é a abertura de inquérito e de processos contra quem se coloca acima das normas legais, atropela direitos e a própria Constituição.
Não dá mais para assistir a cenas de desrespeito e práticas de crime sem punição. A luta pela terra perde toda e qualquer razão de ser quando se quer tirar da terra quem nela habita. Ou quando se usa da força bruta para conquistá-la.
O mês mudou, mas os sem-terra continuam a agir ao arrepio da lei, sem respeitar direitos alheios ou o patrimônio privado e nacional. Neste maio vermelho, derrubaram portões, quebraram vidros e fizeram explodir uma bomba artesanal para invadir prédios e sala de controle da Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, responsável por 10% do abastecimento nacional de energia. Chegaram ancorados numa difusa pauta de reivindicações e amparados em manifestações espalhadas por vários Estados, parte de um pretenso dia de protesto dos movimentos sociais. Eram 600 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens.
O presidente Lula, ao contrário da seqüência de invasões promovidas no abril vermelho de 2003, reagiu com rapidez: autorizou o envio de tropas do Exército que se mantiveram ontem de prontidão, à espera de rodadas simultâneas de negociação no local e em Brasília. Os soldados bloquearam os acessos à hidrelétrica, exatamente como fizeram, no dia anterior, os invasores.
Interromper o trânsito em rodovias, aliás, transformou-se no principal modus operandi dos sem-terra. Pararam o trânsito em vias estaduais e federais de Pernambuco, Rio e Goiás, só para citar alguns dos muitos trechos fechados no tal dia de protesto organizado para, entre outras divagações, exigir mudanças na política econômica nacional e o cancelamento do leilão que privatizou a Companhia Vale do Rio Doce.
A Justiça concedeu, na própria quarta-feira, a reintegração de posse da usina de Tucuruí à Eletronorte. A empresa entrou em campo para retirar os detratores da lei da sala de controle e das fronteiras da hidrelétrica. O que se cobra, agora, é a abertura de inquérito e de processos contra quem se coloca acima das normas legais, atropela direitos e a própria Constituição.
Não dá mais para assistir a cenas de desrespeito e práticas de crime sem punição. A luta pela terra perde toda e qualquer razão de ser quando se quer tirar da terra quem nela habita. Ou quando se usa da força bruta para conquistá-la.