segunda-feira, maio 28, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Record tira 15 milhões de reais do SBT
Lauro Jardim, Radar, Veja Online

Amanhã, entra no ar uma promoção anual do Carrefour. Dura 45 dias. Tradicionalmente, a rede francesa no mundo inteiro faz essa promoção com comerciais na segunda maior rede de tevê de cada país onde está instalada. Nos últimos anos, o SBT foi a rede escolhida no Brasil. Este ano, a rede do bispo Macedo lhe tomou a campanha do Carrefour. E junto levou 15 milhões de reais para os seus cofres.
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Só o governo não quer
Mauro Braga e Redação Tribuna da Imprensa

Cresce no País o movimento em defesa da criação de uma CPI para investigar as empreiteiras de obras públicas. Ontem, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o vice-presidente José Alencar vieram se somar ao clamor pela comissão parlamentar de inquérito. No Congresso, os governistas, sempre eles, são contrários a uma investigação parlamentar. O argumento também é o de sempre: "A Polícia Federal e o Ministério Público já estão investigando, por que o Congresso se preocupar com isso."

Pois deveria, e muito, já que pelo que tem sido dito a relação de parlamentares citados na lista de recebedores de propina da Gautama é bem extensa.

Veja o que diz o presidente da CUT, Arthur Henrique Silva: "O que queremos é que todas as denúncias sejam apuradas, porque estamos cansados de ver o correto trabalho da Polícia Federal ser prejudicado pela tentativa de ninguém querer instaurar uma CPI. Hoje, no Brasil, só fica preso quem rouba maçã na feira e tem de esperar julgamento na prisão. É hora de mudar essa lógica."

Já o vice-presidente José Alencar, apesar de defender a criação de uma CPI, vem com um porém quando fala do papel do Executivo. Diz ele: "O presidente Lula não pode se responsabilizar por tudo o que acontece em todas as áreas". Mas poderia ficar mais atento com quem convida para o governo, né, vice-presidente.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É a velha máxima de que, CPI no governo dos outros, é refresco.

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Corte de Jersey constata fraude de Maluf e envia documentos ao Brasil

A Corte Real de Jersey constatou que “há evidência de que um ou mais membros da família Maluf são culpados de fraude contra a Prefeitura de São Paulo e há suspeitas suficientes de que o dinheiro dessa fraude passou por contas na Suíça e, de lá, para contas em Jersey”.
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A acusação é de que um “grande montante de dinheiro” teria sido desviado nas obras do Túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada, nos anos 90 e parte dos recursos chegaram às contas de companhias de Jersey.
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O Tribunal de Londres autorizou o envio dos extratos bancários do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) para a Justiça Brasileira. O ex-governador de São Paulo vai tentar abrir uma ação para impedir o envio dos documentos. Seus advogados alegaram: “Não havia papéis que provem que o dinheiro da suposta fraude está agora em contas em Jersey.”

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Impressões
Carlos Sardenberg, Portal G1
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Andei circulando pelo Paraná nestes dias. Impressões mistas: de um lado, forte reclamação contra o dólar barato, declarações igualmente fortes prevendo o fim da agricultura e a desindustrialização.
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De outro, encontram-se empresas – na indústria e no agronegócio – simplesmente sensacionais. Modernas, exportadoras e produzindo em vários países, inclusive na China. Seus dirigentes também reclamam do dólar, mas não é o ponto central de sua conversa. A bronca maior é com o custo Brasil (tributários, trabalhistas e previdenciários) e a insegurança no ambiente de investimentos. É um retrato do Brasil de hoje.

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A vitória da pirataria
Lauro Jardim, Radar, Veja Online

Já fazem seis meses que não são realizadas reuniões do Conselho Nacional de Combate à Pirataria. Constituído para atuar no biênio 2005-2006, o CNCP reuniu-se pela última vez em novembro do ano passado. Desde então, nada aconteceu. O conselho é o fórum onde se debatem idéias de interação entre governo e iniciativa privada para combater a venda desses produtos falsificados. Será que ele morreu?

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Tarso: reforma política deve ser trabalhada em três pontos
Agência Brasil

SÃO PAULO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que três temas podem ser trabalhados na reforma política, independentemente de oposição e governo: o financiamento público das campanhas, a fidelidade partidária e a votação em lista. Segundo ele, esses três pontos desbloqueiam o sistema político, reforçam os partidos e acabam com a fonte de relacionamento irregular dos políticos e empresários para o financiamento das campanhas.

Na avaliação do ministro, o momento atual é difícil para fazer a reforma política, porque há pontos de vista muito fragmentados e essa divisão de opiniões precisa ser vencida por meio do diálogo, da persuasão e da produção de um grande consenso para que os três temas possam ser abordados de maneira adequada para o futuro do País.

"O governo não quer nem colocar sua proposta nem interferir de maneira a tomar partido sobre esses temas. O governo quer criar condições para que haja um diálogo no Parlamento, e daí se produza um consenso que permita a formação de uma maioria", disse Genro após palestra para membros do Instituto dos Advogados, na capital.

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Adivinhação
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Do senador Artur Virgilio: "Há anos eu aviso que vai haver confusão no orçamento, com essas sessões realizadas madrugada adentro na presença de empreiteiros. Todos sabiam que mais hora menos horas ia acontecer isso". (AA)

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OAB critica “qualquer tipo de mordaça sobre a Polícia Federal”

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, emitiu nota nesta sexta dizendo que é contrário a "qualquer tipo de mordaça sobre a Polícia Federal". No entanto, ele defende que as operações aconteçam “dentro da legalidade”.
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Britto também se posicionou favoravelmente sobre a criação de uma CPI para apurar as denúncias da Operação Navalha. Ele defendeu a investigação de todas as relações entre empreiteiras e grandes obras públicas com o governo.
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Ele ainda defendeu a indicação do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para a presidência da CPI. Segundo ele, o Simon é “um político imparcial e de grande confiabilidade”.