segunda-feira, maio 21, 2007

TOQUEDEEPRIMA...

Receita arrecada R$ 37 bilhões em abril
Fernando Nakagawa

A arrecadação do governo federal bateu um recorde histórico em abril, divulgou ontem a nova Receita Federal do Brasil. O ingresso em impostos e contribuições somou R$ 37,071 bilhões. Descontada a inflação, o valor é 12,64% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Destaque para o forte crescimento dos impostos ligados à importação, que avançam em ritmo duas vezes maior que a média. No ano, a Receita já arrecadou R$ 136,219 bilhões, cifra 11,48% superior à registrada entre janeiro e abril de 2006.

Na primeira divulgação unificada dos números do Fisco, a tendência de aumento da arrecadação prevaleceu. O principal destaque continua com a elevação do Imposto sobre Importação, de 26,86%, para R$ 898 milhões em abril. Em igual trajetória, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ligado à importação teve expansão de 30,05%, para R$ 568 milhões.

A expansão da arrecadação desses dois impostos, segundo o secretário-adjunto da Receita, Carlos Alberto Barreto, é explicada pela entrada cada vez maior de produtos importados, movimento incentivado pela baixa do dólar. Ele lembra que a moeda americana sofreu desvalorização de 4,57% em abril.

A arrecadação com Imposto de Renda cresceu 13,58% e somou R$ 15,144 bilhões. O aumento foi liderado pelas empresas, com expansão de 15,02%, enquanto a de pessoas físicas cresceu 14,31%.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É incrível como, mesmo diante de recordes e mais recordes na arrecadação de impostos, a gente ainda precisa ouvir justificativas do tipo “o governo não pode abrir mão de suas receitas” quando se cobra redução na carga tributária. Há espaço, há necessidade e a redução é uma das imposições indispensáveis para permitir que o país possa crescer de forma robusta. Mas qual, nossos gigolôs não abrem mão de jeito nenhum de seus privilégios espúrios. O governo não pode abrir mão do seu desperdício. E o país que se dane!!!

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Calheiros não vê necessidade de CPI das ONGs

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira que não vê “sentido” na criação da CPI das ONGs (Organizações Não-Governamentais) na Casa. Segundo ele, os líderes dos partidos acreditam que a Comissão não é uma prioridade do Senado neste momento. No entanto, Renan prometeu reuni-los para discutir as indicações dos integrantes da CPI.O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do requerimento de criação da CPI, acusou a base aliada de atrasar o início das investigações. Ele disse que vem lutando por ela desde o fim do ano passado. Fortes também pede a suspensão do início da CPI do Apagão Aéreo até que a comissão que vai analisar as ONGs se inicie. O líder do DEM, Agripino Maia (RN), admitiu que o partido adotou uma estratégia equivocada ao não negociar com a base aliada prazos para a indicação de nomes.
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O objetivo da CPI é investigar repasses de dinheiro público a ONGs. A oposição suspeita que o governo favoreceu ilegalmente organizações ligadas ao PT durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

COMENTANDO A NOTÍCIA: De quê afinal Renan Calheiros tem medo? Que alguém descubra alguma ligação dele com algumas das dezenas de ONG’s apontadas nos relatórios do Tribunal de Contas da União por atividades prá lá de suspeitas, ou estaria a serviço de outro grupo parlamentar semelhante em ligações e muito mais na prática desonestas de partilhamento de verbas públicas ? Esta CPI está já com anos-luz de atraso, já era para ter acontecido e mandado todas as investigações para a justiça punir esta farra que é cometida pelo governo Lula desde 2003, para comprar a consciência de instituições da sociedade civil para que estas se calem diante do desgoverno que Lula tem comandado ! A nossa “Alice no País das Maravilhas” precisa aprender a respeitar as oposições. Fizessem elas como já disse, 10% da guerrilha que Lula patrocinou por mais de 25 anos, e ele estaria expulso da vida pública. O país está cansado desta ladroeira sem freio, desta impunidade vergonhosa e sem limites da classe política, desta exploração degradante que condena o país ao atraso, à miséria e à mediocridade.

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PR: trabalhadores rurais criticam biocombustíveis
Redação Terra

Durante debate em Curitiba, movimentos de trabalhadores rurais condenaram o incentivo à produção de biocombustíveis e atacaram o presidente Lula pela lentidão da reforma agrária.

Segundo o jornal A Folha de S.Paulo, João Pedro Stedile, do MST, disse que o movimento será obrigado a mudar radicalmente as formas de pressão. Para Stedile o inimigo aumentou. "Não é mais o fazendeiro, o pecuarista atrasado", mas as grandes empresas ligadas a biocombustíveis."

As invasões a fazendas improdutivas vão prosseguir por uma mera questão de "sobrevivência" do MST: "Se o inimigo é mais forte, temos de aumentar a nossa organização. Aumentar o nosso número de tanques, e não aumentar a radicalidade do discurso".

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Pesquisa mostra impactos do Bolsa Família
Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) apresenta hoje, em Brasília, os primeiros resultados da pesquisa que avaliou os impactos do programa Bolsa Família sobre gasto domiciliar, educação e trabalho. Será às 10h no Bloco A da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o MDS, a pesquisa foi feita junto a 15.240 famílias, em 269 municípios de 24 estados. O levantamento foi encomendado pelo ministério ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar-UFMG).

O programa beneficia 11 milhões de famílias, com investimento mensal de R$ 694,5 milhões.

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Banco do Brasil lucra R$ 1,4 bilhão, 40% menos
Folha de S.Paulo

"Diferentemente do que aconteceu com as instituições financeiras de grande porte que já divulgaram balanços neste começo de ano, o lucro do Banco do Brasil sofreu uma forte queda no primeiro trimestre: entre janeiro e março, os ganhos apurados pelo BB somaram R$ 1,4 bilhão, valor 40% menor do que o apurado no mesmo período de 2006.

O vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, diz que a queda foi normal e reflete procedimentos contábeis que inflaram, artificialmente, os resultados do banco no primeiro trimestre de 2006.

Os números divulgados ontem também foram bem recebidos pelo mercado, e as ações do BB encerraram o pregão entre as maiores altas da Bolsa. Ainda assim, o resultado ficou atrás dos de seus principais concorrentes: Itaú e Bradesco lucraram R$ 1,9 bilhão e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.

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As cartilhas do Gushiken
Lauro Jardim, Radar, Veja online

Depois de sido multado em 30 000 reais pelo TCU, por conta de irregularidades nos contratos de publicidade da Secom, o ex-ministro Luiz Gushiken verá terminar em breve o "caso das cartilhas" - em que há suspeitas de que dois milhões de folhetos sobre realizações do governo não tenham sido confeccionados, embora pagos com dinheiro público. Mas, ao contrário do que ocorreu no julgamento dos contratos de publicidade, a expectativa no TCU é que Gushiken seja absolvido.
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Ainda este mês, o processo será encaminhado pela auditoria do TCU ao ministro Ubiratan Aguiar.

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