quinta-feira, maio 10, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Invasões cresceram 24% no primeiro mandato de Lula

O número de invasões de propriedades aumentou 24% no primeiro mandato do presidente Lula, o levantamento é da Folha de S.Paulo. De 2003 a 2006 foram registradas 1.708, já no último mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), foram 1.379.
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De acordo com Bernardo Mançano, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), o aumento das ações é resultado da expansão do agronegócio, que ampliou os conflitos. "Não se trata de uma opção apenas política, mas do resultado direto do crescimento de um modelo concentrador e excludente”, disse.Para o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), ministro do Desenvolvimento Agrário no segundo governo FHC, o otimismo dos movimentos sociais com eleição do presidente Lula, aliado histórico das organizações, gerou expectativa de impunidade. "Eles pensavam: É só ocupar que o Lula resolve”, declarou.
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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel (PT-RS), rebate. "Houve uma expectativa legítima e justa, mas não impunidade. O governo tem cumplicidade com a luta pela reforma agrária”, afirmou.

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Greve secreta

A população do Acre ignora as razões da greve dos professores: o governo petista, que controla quase toda a imprensa, decretou censura ao tema.

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Repasses de R$ 975 milhões a Estados são aprovados

A Medida Provisória 368, que repassa R$ 975 milhões aos Estados, municípios e Distrito Federal para aumentar as exportações do Brasil. O montante será repassado em nove parcelas de R$ 108,333 milhões. A primeira deve ser paga em até dez dias, a partir desta segunda-feira.
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A medida foi assinada por Lula na última sexta-feira e é uma compensação da Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) as exportações de produtos agrícolas e semi-elaborados. Em fevereiro, outra MP autorizou repasses, feitos em duas parcelas.

COMENTANDO A NOTICIA: Ah, vocês podem ter certeza de que este repasses não tão gratuitos assim. Acompanhem nos próximos dias o que será votado no Congresso, e vocês descobrirão a canalhice que esconde por detrás desta “bondade” financeira do governo federal.

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Mantega promete desonerar obras de infra-estrutura esta semana

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que o governo vai desonerar obras de infra-estrutura a partir do REIDI (Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infra-estrura).
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De acordo com Mantega, a previsão de renúncia fiscal do programa é de R$ 1,6 bilhão em 2007 e R$ 2,8 bilhões em 2008. A partir daí, as estimativas de renúncia fiscal das medidas de desoneração tributária ao PAC subiriam R$ 8,2 bilhões este ano e R$ 14,2 bilhões em 2008.
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O ministro ainda prometeu para o segundo semestre a criação Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e destacou a importância do aperfeiçoamento do sistema tributário brasileiro. Mantega afirmou que vai enviar proposta de reforma tributária ainda este ano. "Estamos dentro do cronograma", disse.

COMENTANDO A NOTICIA: Como este governo é bonzinho, não ? Como ele não reduz as despesas de custeio da máquina pública, esta renúncia fiscal vai cair nas costas de quem ? Adivinhem quem pagará o pato pela bondade...

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Fofoca na sacada

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazzi, proibiu ontem os seus assessores de freqüentarem a sacada do prédio, onde servidores se reúnem para falar mal da diretora Denise Abreu. Boa sacada.

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Sarkozy leva eleição francesa com folga em cima de socialista

O candidato de centro-direita, Nicolas Sarkozy, do UMP (União por um Movimento Popular), venceu as eleições presidenciais da França com uma folga de 6% dos votos válidos em cima da sua oponente, a socialista Segolène Royal. Sarkozy prometeu diminuir impostos, simplificar contratos de trabalho, reduzir a imigração ilegal, baixar a maioridade penal para 16 anos, etc. Ele vai suceder o aliado Jacques Chirac, que está há 12 anos no poder. A posse está marcada para o próximo dia 16.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Ufa, finalmente, deram o tom certo à notícia. Logo após a proclamação dos resultados, no Brasil, aqueles amigos das “esquerdas” tentaram insinuar uma divisão no eleitorado que não havia. Historicamente, os vencedores na França não conseguem margens superiores a quatro, cinco por cento para os segundos colocados. Desta vez não. E reparem que o comparecimento às urnas foram históricos também, cerca de 85%. Portanto, a vitória de Sarkozy é um recado muito forte dos franceses: a de que tipo de governo os franceses querem para si.

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Lula: 30 milhões em propaganda
Cláudio Humberto

Sem contar estatais e bancos oficiais, protegidos por uma "caixa preta", ministérios e autarquias do governo Lula gastaram em propaganda, desde janeiro, R$ 30,2 milhões (de R$ 370,3 milhões previstos para este ano). Já em saneamento, o governo Lula investiu doze vezes menos: apenas R$ 2,5 milhões ou 0,14% dos R$ 1,8 bilhão previstos no Orçamento. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira, em poder desta coluna.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Nem no tempo da ditadura militar um governo cometeu tanta falta de transparência. O que existe de “caixas-pretas” no governo Lula é um fenômeno ! Está mais do que na hora de tanto a oposição quanto o Poder Judiciário começarem a exigir deste governo assim tão..., como vou dizer ... “democrático”, uma prestação de contas digna do nome, sem mentiras e sem palhaçada. No dia em que isto acontecer, os números divulgados pelo Cláudio Humberto serão assustadores, muito mais do que são presentemente.

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Mantega descarta aumento do endividamento dos Estados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou o aumento do limite de endividamento permitido aos Estados. Na terça, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que o governo estava estudando vincular a possível elevação do limite a novos investimentos.
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"Estou estudando outros mecanismos que não a ampliação da dívida dos Estados. Isso tem impacto fiscal e eu não gostaria de ter esse problema. Então estamos estudando outros mecanismos para que vão fornecer crédito ou recursos para os Estados e que não vão impactar o primário do Tesouro Nacional", afirmou Mantega.
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Atualmente, o limite equivale a uma vez a receita líquida real dos Estados. O impacto da mudança, pleiteada pelos governadores junto ao presidente Lula em março, seria de R$ 140 bilhões.

COMENTANDO A NOTICIA: Seria bom o governo se decidir de uma vez por todas o que afinal de contas vai fazer. Uma hora acena com a possibilidade, diz que está estudando, e que vai ajudar os governos estaduais com situação financeira mais crítica. Depois, volta atrás, e diz que não fará mais o que prometeu, e fica nesta enrolação. O que ressalta do discurso contraditório do governo federal, é que esta questão do endividamento está sendo usada como moeda de troca para estes forcem suas bancadas no congresso nacional a votarem nos “projetos” magníficos de interesse do governo. Claro que isto tem nome: chama-se chantagem. Arma preferida dos governistas no poder.