O calendário antecipado do velhaco...
Adelson Elias Vasconcellos
Vocês lerão a seguir dois artigos, um de Valdo Cruz e Sheila D’Amorim, publicado na Folha de São Paulo, e outro, que é o Editorial do Valor Econômico, dissecando a tentativa do governo Lula para mostrar ao país que o PAC vai bem obrigado. Lamentavelmente não vai, não !
Não basta ao governo querer vendar os olhos da nação através de discursos, empáfias, mistificações e publicidade. Não é possível enganar, neste caso, que as obras estão andando. Ao visitá-las se vê que não estão.Não basta chegar bancando pose e afirmando que o PAC mudou o Brasil, quando no fundo ele sequer saiu do lugar. A única coisa que se mexeu foram os recursos alocados. E só. E assim, reparem no detalhe: o tal balanço era para ter sido apresentado na semana que passou. Puxaram o freio de mão para ensaiar e afinar o discurso e liberar verbas:em apenas três dias foram quase 1,0 bilhão de reais.
Fico a me perguntar se os mensageiros que trombeteiam o paraíso e a redenção das penadas almas dos brasileiros, nos tomam por idiotas, imbecis, trouxas, otários. Porque somente com tal sentimento se é possível imaginar que o acontecimento de prestação de contas foram suficientes para imaginarem nossa credulidade.
No artigo anterior em que dissemos que já havia PAC prá tudo, falta apenas governo, dissemos inclusive que o tal cantado em verso e prosa como a salvação do país, na verdade, não passava de um truquezinho muito do ordinário, de vez que se enumeravam obras e projetos de administrações passadas, num único documento, e este era oferecido no cardápio das mistificações federais como um programa. Sabe-se até que, muitas das obras foram interrompidas no primeiro mandato e, sua retomada agora, se prenuncia como sendo algo novo.
Apenas para não ficar na retórica, tão característica deste pessoal todo que reuniu numa incrível composição de 37 ministérios, destaco uma nota publicada na página de Cláudio Humberto: um hangar cuja construção fora iniciada no mandato do governante anterior, e que a governadora Ana Julia, do PT do Pará, combatera e criticara durante a campanha, proximamente terá sua inauguração. Pois bem, na placa comemorativa na inauguração, sonegou-se o nome dôo idealizador e principal construtor. Para um desinformado, parecerá que a obra foi coisa do governo de Ana Julia., a deslumbrada 2 (a deslumbrada 1, disparado, é a Marta Suplicy), quando se sabe que não. Do mesmo modo se pode ler o que Lula faz com a política econômica. Ele apenas colhe os frutos do que foi plantado no governo anterior, mas se apresenta como o pai da criança. Portanto, quando aqui se lê a expressão “cretino”, a justificativa está neste comportamento, no mínimo inescrupuloso , de se apresentar como pai de uma criança que não foi ele quem fez e que, aliás, e muito oportunamente, o próprio Lula cobrou que o neném fosse abortado. Tudo a ver...
Os dois artigos demonstram uma verdade que, para alguns se constata desde o primeiro mandato, e para outros, começa a se tornar cada vez mais visível: o governo Lula padece, incrivelmente, de uma incompetência de gestão pública, que acaba deflagrando-se como raiz de um assombroso imobilismo federal no campo de serviços essenciais e elementares. Uma administração é a continuidade de quatro anos, já era para estar na execução plena de inúmeros programas indispensáveis ao desenvolvimento do país. Mas o que se vê, é ainda a discussão de como fazer e até do que fazer.
Sendo assim, uma administração que era para estar estruturada plenamente em todos os seus quadros, tem-se o mês de julho / agosto para completar a montagem desta estrutura de pessoal. Juntando-se a este enrosco, acrescenta-se o aparelhamento indecente de quadros técnicos por sindicalistas vagabundos e incompetentes, portanto inaptos e ineptos ao desempenho efetivo das funções que se requer, e temos montado o quadro das razões deste imobilismo irracional.
Mas há uma outra questão que “perturba” e entrava a ação federal na gestão de programas: Lula está muito mais preocupado, mesmo que não o confesse publicamente, em preparar o mandato pós-2010 do que propriamente em cuidar deste que recém começou. Todas as negociações que o Planalto vem encaminhando é para sedimentar o terreno para um cada vez mais provável continuísmo do próprio Lula. E aí, vocês perceberão na análise do artigo de Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, postagem imediatamente após as duas já referidas, o quanto este cenário vai se tornando cada vez mais claro. E fruto disso, talvez se explique o porquê do governo ter gasto muito mais em publicidade do que saneamento básico...
Sendo assim, meus amigos, enquanto o país ainda vive o primeiro semestre de 2007, o país está sendo governado como se estivéssemos em 2010. Talvez por isso Lula tenha criado a SEALOPRA. É preciso mesmo uma secretaria de longo prazo para um governo tão alienado da realidade presente do país ! A lamentar que os tucanos estão caindo na teia armada por Lula, o velhaco...
Adelson Elias Vasconcellos
Vocês lerão a seguir dois artigos, um de Valdo Cruz e Sheila D’Amorim, publicado na Folha de São Paulo, e outro, que é o Editorial do Valor Econômico, dissecando a tentativa do governo Lula para mostrar ao país que o PAC vai bem obrigado. Lamentavelmente não vai, não !
Não basta ao governo querer vendar os olhos da nação através de discursos, empáfias, mistificações e publicidade. Não é possível enganar, neste caso, que as obras estão andando. Ao visitá-las se vê que não estão.Não basta chegar bancando pose e afirmando que o PAC mudou o Brasil, quando no fundo ele sequer saiu do lugar. A única coisa que se mexeu foram os recursos alocados. E só. E assim, reparem no detalhe: o tal balanço era para ter sido apresentado na semana que passou. Puxaram o freio de mão para ensaiar e afinar o discurso e liberar verbas:em apenas três dias foram quase 1,0 bilhão de reais.
Fico a me perguntar se os mensageiros que trombeteiam o paraíso e a redenção das penadas almas dos brasileiros, nos tomam por idiotas, imbecis, trouxas, otários. Porque somente com tal sentimento se é possível imaginar que o acontecimento de prestação de contas foram suficientes para imaginarem nossa credulidade.
No artigo anterior em que dissemos que já havia PAC prá tudo, falta apenas governo, dissemos inclusive que o tal cantado em verso e prosa como a salvação do país, na verdade, não passava de um truquezinho muito do ordinário, de vez que se enumeravam obras e projetos de administrações passadas, num único documento, e este era oferecido no cardápio das mistificações federais como um programa. Sabe-se até que, muitas das obras foram interrompidas no primeiro mandato e, sua retomada agora, se prenuncia como sendo algo novo.
Apenas para não ficar na retórica, tão característica deste pessoal todo que reuniu numa incrível composição de 37 ministérios, destaco uma nota publicada na página de Cláudio Humberto: um hangar cuja construção fora iniciada no mandato do governante anterior, e que a governadora Ana Julia, do PT do Pará, combatera e criticara durante a campanha, proximamente terá sua inauguração. Pois bem, na placa comemorativa na inauguração, sonegou-se o nome dôo idealizador e principal construtor. Para um desinformado, parecerá que a obra foi coisa do governo de Ana Julia., a deslumbrada 2 (a deslumbrada 1, disparado, é a Marta Suplicy), quando se sabe que não. Do mesmo modo se pode ler o que Lula faz com a política econômica. Ele apenas colhe os frutos do que foi plantado no governo anterior, mas se apresenta como o pai da criança. Portanto, quando aqui se lê a expressão “cretino”, a justificativa está neste comportamento, no mínimo inescrupuloso , de se apresentar como pai de uma criança que não foi ele quem fez e que, aliás, e muito oportunamente, o próprio Lula cobrou que o neném fosse abortado. Tudo a ver...
Os dois artigos demonstram uma verdade que, para alguns se constata desde o primeiro mandato, e para outros, começa a se tornar cada vez mais visível: o governo Lula padece, incrivelmente, de uma incompetência de gestão pública, que acaba deflagrando-se como raiz de um assombroso imobilismo federal no campo de serviços essenciais e elementares. Uma administração é a continuidade de quatro anos, já era para estar na execução plena de inúmeros programas indispensáveis ao desenvolvimento do país. Mas o que se vê, é ainda a discussão de como fazer e até do que fazer.
Sendo assim, uma administração que era para estar estruturada plenamente em todos os seus quadros, tem-se o mês de julho / agosto para completar a montagem desta estrutura de pessoal. Juntando-se a este enrosco, acrescenta-se o aparelhamento indecente de quadros técnicos por sindicalistas vagabundos e incompetentes, portanto inaptos e ineptos ao desempenho efetivo das funções que se requer, e temos montado o quadro das razões deste imobilismo irracional.
Mas há uma outra questão que “perturba” e entrava a ação federal na gestão de programas: Lula está muito mais preocupado, mesmo que não o confesse publicamente, em preparar o mandato pós-2010 do que propriamente em cuidar deste que recém começou. Todas as negociações que o Planalto vem encaminhando é para sedimentar o terreno para um cada vez mais provável continuísmo do próprio Lula. E aí, vocês perceberão na análise do artigo de Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, postagem imediatamente após as duas já referidas, o quanto este cenário vai se tornando cada vez mais claro. E fruto disso, talvez se explique o porquê do governo ter gasto muito mais em publicidade do que saneamento básico...
Sendo assim, meus amigos, enquanto o país ainda vive o primeiro semestre de 2007, o país está sendo governado como se estivéssemos em 2010. Talvez por isso Lula tenha criado a SEALOPRA. É preciso mesmo uma secretaria de longo prazo para um governo tão alienado da realidade presente do país ! A lamentar que os tucanos estão caindo na teia armada por Lula, o velhaco...