quarta-feira, junho 13, 2007

Arruaceiros do MST afrontam estado de direito democrático

por Aluízio Amorim , Blog Diego Casagrande
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Preparem-se. Os neoluditas do MST vêm aí com toda a força. Basta ver o monte de idiotices que proclamaram na abertura do congresso que realizam em Brasília, com direito à presença de um Ministro de Estado e, como não poderia deixar de ser, do Senador Eduardo Suplicy, nos atos de abertura.
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A chefe nacional desse movimento de arruaceiros, identificada como Marina dos Santos, mandou ver, avisando que “este congresso será um marco da luta contra as "políticas neoliberais" desse governo. Ela defendeu um projeto "popular e revolucionário" que resolva os problemas do País e criticou a imprensa, que chamou de "servil".
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Como se vê, a questão fundiária há muito tempo deixou de ser a bandeira do MST. Essa organização que é ilegal, embora amealhe recursos públicos através de ONGs, partirá para o confronto com empresas agrícolas e, particularmente, contra investimentos que vêm do exterior.
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Para consecução desse plano absurdo poderá repetir ações neoluditas, como aquela que destruiu o laboratório da Aracruz, no ano passado no Rio Grande do Sul, sem contar a depredação de grandes lavouras. Investiram contra o que qualificaram de “deserto verde” o providencial reflorestamento com eucaliptos e pinus. Ora, sabe-se, por exemplo, que a indústria moveleira, que produz todos os tipos de móveis, dos mais comuns aos mais sofisticados, vale-se de madeira de reflorestamento, portanto, as camas, mesas e cadeiras que os “companheiros” usam no seu dia-a-dia.
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Este é o “projeto popular e revolucionário” ao que o bando se refere. Destruir reflorestamentos e afugentar investimentos dos quais o país necessita para se desenvolver e criar empregos. E, para concluir, a líder sem terra assacou contra a imprensa. Talvez porque seja analfabeta. Se lesse os jornalões veria quanta condescendência há em relação ao MST. Aliás, nesta terça-feira com toda certeza a abertura do congresso estará na primeira página dos jornais e no noticiário das televisões.
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Marina cumpre o seu papel que é agitar. Ela sabe que as redações estão coalhadas de jornalistas petralhas, muitos ingênuos, que adoram uma matéria com “sem terra” e com pobrismos de todos os calibres. Sabe também que os políticos da oposição não fedem nem cheiram.
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O certo é que MST se transformou num movimento político. Não tem mais nada a ver com problema de terra, já que os assentamentos vêm sendo realizados. Hoje não passa de um braço armado do PT que, juntamente com a CUT, está sempre de prontidão para atacar.
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Lembram da última eleição? Em várias ocasiões, quando o clima da campanha esquentou para cima de Lula, por conta dos escândalos que começaram com o mensalão, líderes da CUT e do MST ameaçaram colocar seus bandos na rua. Qualquer ação oposicionista era qualificada de “golpe”.
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E, finalmente, não tiveram sequer preocupação em dissimular seus planos insidiosos. Recolheram-se estrategicamente e pararam de invadir propriedades privadas para não prejudicar a campanha do “companheiro” Lula.
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Passada a refrega eleitoral estão aí deitando falação e ameaçando deflagrar um projeto “revolucionário”. E tudo isso com a complacência do governo que envia um Ministro e um Senador de seu partido a esse congresso espúrio, sinalizando que concorda com a clara ameaça ao estado de direito democrático.