terça-feira, julho 10, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** A libertação dos escravos
De Luiza Damé em O Globo

Operação do Ministério do Trabalho, realizada em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho, libertou 1.108 trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo numa fazenda de cana-de-açúcar no Pará, voltada para a produção de etanol. É o maior número de trabalhadores libertados desde 1995, quando foi criado o sistema atual de fiscalização do trabalho em condições semelhantes à escravidão. O total representa cerca de um terço de todos trabalhadores libertados no ano passado — 3.308.

Os trabalhadores, contratados pela Pagrisa (Pará Pastoril e Agrícola S/A) em Ulianópolis, a 250 quilômetros de Belém, eram mantidos em condições degradantes. A empresa, da família Zancaner, instalou-se no Pará na década de 60 e produz cerca de 40 milhões de litros de álcool por ano. Num acordo com os trabalhadores, mediado pelos fiscais, as indenizações — de aproximadamente R$ 1,8 milhão no total — começarão a ser pagas hoje e devem ser quitadas até o fim da semana, ao procurador do Trabalho Luís Antônio Fernandes, que participa da operação.

***** Jucá, o grande articulador

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi o grande operador da ação que culminou ontem na devolução para a Mesa Diretora da representação contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), não apareceu no Senado. Coube a Jucá anunciar a iniciativa do colega de partido ao deixar o gabinete de Renan, após uma reunião de mais de duas horas.

Como vem ocorrendo desde o início da apuração contra Renan, a decisão de levar à estaca zero o processo contra o presidente do Senado contou com a participação direta de funcionários do alto escalão da Casa. Na reunião com Jucá e Renan, estavam presentes o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, e a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra.

Cascais foi autor de um dos pareceres que apontaram vícios na representação contra o presidente do Senado no Conselho de Ética. Ele defendeu o retorno da ação à Mesa, o que acabou acontecendo por determinação de Quintanilha. Enquanto os senadores de oposição exigiam reunião do colegiado para hoje, a fim de protestar contra a atitude unilateral de Quintanilha, a assessoria do peemedebista não sabia dizer se o encontro previsto para as 18h30 estava confirmado.

***** Quase 150 policiais da Força Nacional já pediram dispensa

Desde janeiro, 145 policiais da Força Nacional de Segurança Pública enviados ao Rio para reforçar o policiamento já pediram dispensa da tarefa e voltaram para seus Estados de origem. A maioria alega inadaptação. O Ministério da Justiça, a quem a Força Nacional é subordinada, disse atender aos pedidos de dispensa porque o alistamento ao serviço é voluntário. Integram a Força Nacional policiais militares de todos os Estados.

De acordo com o ministério, os 145 dispensados integram o grupo de cerca de 3.000 profissionais que começaram ao chegar ao Rio no início do ano. Com a proximidade do Pan, o efetivo vem aumentando gradativamente. Até a semana passada, já estariam na cidade cerca de 2.000 policiais da Força.

Mais mil chegaram nos últimos sete dias. Até o início do evento, no próximo dia 13, deverão estar no Rio cerca de 6.000 integrantes da Força. O Ministério da Justiça anunciou que os profissionais que estão pedindo dispensa vêm sendo substituídos por outros indicados pelos governos dos estados.

***** Suplente é suspeito de ser mediador de transação

O advogado paulista Gim Argello, de 44 anos, vice-presidente nacional do PTB e ex-deputado distrital, foi a razão da demora para o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) anunciar a renúncia ao mandato. Argello é o primeiro suplente de Roriz e, com a desistência do senador, tem o direito de assumir a vaga pelo sete anos restantes de mandato. O terceiro suplente de Roriz, é o suposto lobista de Brasília Marcos de Almeida Castro, irmão do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como "Kakay".

O senador do PMDB do Distrito Federal pressionava ontem o advogado paulista a acompanhá-lo no abandono do cargo para tentar arrefecer as investigações em torno do cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Argello argumentava que uma renúncia desse jeito equivaleria a uma confissão antecipada de que ele cometera alguma irregularidade com o cheque.

Roriz mandou um emissário lembrar ao advogado que ele é, sim, o principal intermediário da operação com o cheque por ser amigo íntimo de Nenê Constantino e estar diretamente envolvido numa operação imobiliária feita na capital no valor de R$ 47 milhões, dos quais R$ 37,1 milhões foram pagos.

O senador do PMDB avalia que a posse de Argello no Senado será apenas o capitulo seguinte de mais uma cassação de mandato - ou renúncia. Com ele sob investigação, Roriz diz que também continuará no olho do furacão investigativo, mesmo depois de ter renunciado ao mandato.

O senador alertou Argello para o fato de que os procuradores e o corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), estão perto de provar a suspeita de o cheque de R$ 2,2 milhões era a comissão pela venda de um terreno na transação imobiliária que envolve também o empresário Wigberto Tartuce. Apesar dos apelos, o vice-presidente nacional do PTB mantinha ontem à noite a decisão de assumir a cadeira no Senado.

***** Pará poderá ser dividido em dois Estados
Redação Terra

O Estado do Pará, na região norte, poderá transformar-se em dois. A proposta é do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), presidente do Conselho de Ética da Casa. De acordo com a Folha de S.Paulo, a idéia é que, ao sul do Pará, seja criado o Estado de Carajás. A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado já aprovou a proposta de realização de plebiscito sobre o assunto.

Quintanilha justifica a idéia argumentando que, dessa maneira, eleitores poderiam ficar mais próximos de seus governantes - o que considera inviável hoje, dado o tamanho do Pará.

Carajás teria 38 municípios em uma área equivalente à do Rio Grande do Sul. O novo Estado teria 1,4 milhão de habitantes e a capital seria Marabá (568 km de Belém).

O projeto ainda precisa passar pelo Plenário do Senado, pela Câmara e depende de aprovação presidencial.

***** Caos aéreo: tempo de escalas pode aumentar
Redação Terra

Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a ampliação do tempo de escalas entre os vôos pode ser uma saída para a crise aérea. O objetivo é evitar que os atrasos se multipliquem e afetem toda a malha aérea. O plano evitaria o corte de vôos, cogitado na última semana como solução. As informações são de O Estado de S.Paulo. O projeto deverá ficar pronto no final do mês.

Hoje, as companhias aéreas levam, em média, 40 minutos para desembarcar os passageiros de um vôo e preparar a aeronave para uma nova decolagem. Se há algum atraso em algum dos trechos, a seqüência toda fica comprometida.

Pela proposta da Anac, após um certo número de trechos - fala-se em três, mas eles podem variar conforme a rota -, a aeronave permaneceria no solo por mais tempo - de uma hora a uma hora e meia.