Karla Correia, Jornal do Brasil
O governo vai reeditar a estratégia adotada em 2005, quando estourou o esquema do mensalão: manterá o silêncio durante o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da denúncia envolvendo 40 pessoas que teriam se beneficiado do pagamento de mesada em troca de apoio político ao Palácio do Planalto nas votações do Congresso. A idéia é repetir a interpretação de que a crise foi um fenômeno restrito ao PT, que, por sua vez, se encarregará do contra-ataque. Do outro lado da trincheira, a oposição vai aproveitar o momento para reabrir as feridas provocadas pelo principal escândalo político do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
- É óbvio que a oposição vai ocupar a tribuna para lembrar o caso, que precisa ser passado a limpo - antecipa o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
A ofensiva preparada pelos oposicionistas PSDB e DEM terá como front principal os plenários da Câmara e do Senado. O DEM estuda usar seu espaço de propaganda política na televisão para reforçar o ataque, usando os spots para lembrar os piores momentos do escândalo. Líderes dos dois partidos apostam nos efeitos negativos do extenso julgamento que poderá durar até a segunda-feira da próxima semana.
- A oposição não vai aproveitar o momento para explorar o assunto, vai só relembrar. O governo é que está com dor de consciência - despista o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). O candidato derrotado à presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB-SP), reforça a necessidade de lançar luz sobre os fatos ligados ao mensalão.
- É importante que o caso seja esclarecido o mais breve possível, porque o que estimula a corrupção é a impunidade - prega o tucano.
De formas distintas, PT e governo se articulam para diminuir o espaço de ataque da oposição. No Planalto, a interpretação é a de que a exploração da crise não beneficiou a oposição nas eleições de 2006. Da mesma forma, não deve favorecê-la agora. Ainda assim, o governo reconhece no revival do escândalo a primeira bandeira com potencial de unificar uma oposição que, até agora, se manteve sem rumo e dividida.
- O governo não vai se manifestar em respostas porque esse não é o seu papel. Agora, não podemos deixar espaço livre para os partidos adversários falarem o que quiserem. A hora é de discutir o futuro do país - diz o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE).
A artilharia ficará por conta do PT.
- Não vamos aceitar provocação calados. O que vier de ataque no plenário vai ser respondido no plenário. O que for dito na televisão será respondido na televisão - desafia o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.
O congresso nacional do PT, que acontece entre 31 de agosto e 2 de setembro - uma semana depois do julgamento - será o espaço ideal para o partido dar uma resposta também no plano institucional, acredita Pomar. Tal resposta pode vir sob a forma de uma renovação estatutária da legenda, detalha o secretário-geral do PT, Joaquim Soriano. As tendências Democracia Socialista e Articulação de Esquerda, que ganharam fôlego dentro da sigla na esteira do escândalo, defendem a criação de um código de ética e de uma corregedoria no partido, como forma de demonstrar de forma pública a "renovação interna" do PT.
- Nós apresentamos oito vezes seguidas o pedido de uma investigação interna, e perdemos. Agora será a hora de lavar a roupa suja em público, mostrar um partido renovado, sem os problemas do passado - defende Soriano.
O governo vai reeditar a estratégia adotada em 2005, quando estourou o esquema do mensalão: manterá o silêncio durante o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da denúncia envolvendo 40 pessoas que teriam se beneficiado do pagamento de mesada em troca de apoio político ao Palácio do Planalto nas votações do Congresso. A idéia é repetir a interpretação de que a crise foi um fenômeno restrito ao PT, que, por sua vez, se encarregará do contra-ataque. Do outro lado da trincheira, a oposição vai aproveitar o momento para reabrir as feridas provocadas pelo principal escândalo político do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
- É óbvio que a oposição vai ocupar a tribuna para lembrar o caso, que precisa ser passado a limpo - antecipa o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
A ofensiva preparada pelos oposicionistas PSDB e DEM terá como front principal os plenários da Câmara e do Senado. O DEM estuda usar seu espaço de propaganda política na televisão para reforçar o ataque, usando os spots para lembrar os piores momentos do escândalo. Líderes dos dois partidos apostam nos efeitos negativos do extenso julgamento que poderá durar até a segunda-feira da próxima semana.
- A oposição não vai aproveitar o momento para explorar o assunto, vai só relembrar. O governo é que está com dor de consciência - despista o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). O candidato derrotado à presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB-SP), reforça a necessidade de lançar luz sobre os fatos ligados ao mensalão.
- É importante que o caso seja esclarecido o mais breve possível, porque o que estimula a corrupção é a impunidade - prega o tucano.
De formas distintas, PT e governo se articulam para diminuir o espaço de ataque da oposição. No Planalto, a interpretação é a de que a exploração da crise não beneficiou a oposição nas eleições de 2006. Da mesma forma, não deve favorecê-la agora. Ainda assim, o governo reconhece no revival do escândalo a primeira bandeira com potencial de unificar uma oposição que, até agora, se manteve sem rumo e dividida.
- O governo não vai se manifestar em respostas porque esse não é o seu papel. Agora, não podemos deixar espaço livre para os partidos adversários falarem o que quiserem. A hora é de discutir o futuro do país - diz o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE).
A artilharia ficará por conta do PT.
- Não vamos aceitar provocação calados. O que vier de ataque no plenário vai ser respondido no plenário. O que for dito na televisão será respondido na televisão - desafia o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.
O congresso nacional do PT, que acontece entre 31 de agosto e 2 de setembro - uma semana depois do julgamento - será o espaço ideal para o partido dar uma resposta também no plano institucional, acredita Pomar. Tal resposta pode vir sob a forma de uma renovação estatutária da legenda, detalha o secretário-geral do PT, Joaquim Soriano. As tendências Democracia Socialista e Articulação de Esquerda, que ganharam fôlego dentro da sigla na esteira do escândalo, defendem a criação de um código de ética e de uma corregedoria no partido, como forma de demonstrar de forma pública a "renovação interna" do PT.
- Nós apresentamos oito vezes seguidas o pedido de uma investigação interna, e perdemos. Agora será a hora de lavar a roupa suja em público, mostrar um partido renovado, sem os problemas do passado - defende Soriano.