Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Na semana passada, em visita ao Rio e em companhia do governador Sérgio Cabral, Lula ao ser vaiado por estudantes e professores, além da truculência habitual com que trata os que lhe são contrários, disse que Cabral não se preocupasse com as vaias porque para aqueles jovens faltava consciência política, além de outras asneiras, tão próprias de um desclassificado feito ele.
Para uma juventude que freqüenta escolas caindo aos pedaços e isto quando há aulas, para uma juventude sem perspectiva de trabalho em um país que não lhe oferece oportunidades, sendo que pelo menos 50% dela luta por conseguir um emprego, para uma juventude que assiste a corrupção disseminando-se impunemente por todo o país, que vê a população ser extorquida em 40% do que produz sem nenhum retorno a não ser bolsa-esmola, convenhamos sentir-se indignada diante deste quadro e vaiar aqueles que representam a classe governante que é a responsável direta por todo este estado de caos, representa uma juventude com muita consciência política. Lula parece não havê-la entendido ainda em seus anseios. Ela sobretudo quer distância da mediocridade e do cretinismo oficial.
Lula, ao contrário, parece não ter consciência alguma do que se passa no país. Quer porque quer uma população “obediente”, "passiva”, feito vaquinha de presépio, sem contestação, sem oposição, sem contrariedades, aceitando todas as misérias que lhe são atiradas sem reclamar e sem se indispor.
O senhor Luiz Inácio acha que bastante é atirar as migalhas da bolsa miséria, e que isto é suficiente para contentar o povo, calar sua voz e comprar sua dignidade e consciência. Errou quando recebeu um programa social com portas de saída, e o converteu num programa assistencialista, só com porta de entrada, transformando os beneficiados em um imenso exército de pobres sem perspectivas, clientes do Estado ganancioso e perdulário, verdadeira massa de manobra convertida em curral eleitoral. Isto sim, senhor Luiz Inácio, é falta de consciência política, isto é falta de grandeza humana que oferece benefícios sem cobrar com a outra mão o preço do que oferece.
Não, definitivamente, quem o vaiou no Rio de Janeiro, não era elite de barriga cheia. A fome de cultura e de educação de qualidade, além de oportunidades de trabalho que sua política isola e não produz, eram esquálidos seres humanos reclamando melhores condições de viverem com dignidade num país que lhes quer roubar até o direito de protestarem.
Espero que o senhor Luiz Inácio assista televisão além de joguinhos de futebol, pois ontem, no Fantástico da Rede Globo, ficaria tão indignado quanto aqueles jovens cariocas, diante do colapso da sua política de saúde “quase perfeita”, mas que, tanto quanto a crise aérea, mata aqueles a quem deveria salvar e prestar um serviço decente.
Não, definitivamente, não há razão para nos ausentarmos dos protestos contra um governo sem consciência da imundície que tenta, na propaganda oficial, passar aos olhos dos desinformados que contam mais de 80% da população brasileira. Aquilo que assistimos ontem deveria envergonhar qualquer dirigente minimante consciente de seu papel, desde que para tanto tivesse brios, vergonha na cara e responsabilidade diante do cargo que diz ocupar.
O que aqueles 12 jovens contra os quais o desrespeito do discurso se encheu de raiva grotesca e imerecida, e o “esquema” de segurança truculentamente se propôs atacar, tem de sobra, até para ensinar ao senhor Luiz Inácio, é sim muita consciência política. Consciência que se revolta de ver seus irmãos morrerem por falta de Estado, seja na saúde, seja na segurança, e até na educação, porque a ignorância e a escuridão matam qualquer capacidade do ser humano se fazer um cidadão útil ao seu país e a si mesmo.
Um estado que pratica a mais descarada ação policial de governo sobre os juízes do STF não merece crédito, não merece respeito. Merece o repúdio da Nação. Um governo que se coloca acima das instituições na sua ânsia de perpetuação no poder, merecer sim a vaia, a indignação, por escarnecer das instituições mais caras da legitimidade democrática, conquista obtida com o sacrifício de todo um povo para ver restabelecida a lei, a ordem, a liberdade.
Aqueles doze jovens que Lula e Cabral atacaram com tamanha leviandade, voracidade e cretinice, que não respeitaram seu direito de protestar contra os desmandos e a irresponsabilidade de um governo que, por suas torpes ações, coloca em risco a vida dos cidadãos do país, que mata sim, por sua incompetência, negligência e omissão. Que mata acintosamente e ainda quer respeito ? De quem, do demônio contido no íntimo do senhor Luiz Inácio, que foge de sua responsabilidade como governante, que transfere responsabilidades pelas mazelas que pratica, esquecido, por conveniência e conivência, dos crimes dos companheiros de governo e partido, que ele próprio vive abençoando, numa cumplicidade vergonhosa e delinqüente? Um governante sem consciência de seu verdadeiro papel, um governante que vive a chutar a própria história do país que diz governar, um presidente deprimente e mentiroso que insiste em praticar a mais atroz apologia à ignorância, da qual vive a se gabar, fruto da qual praticou a mais fundamentalista das oposições, impedindo que o país pudesse avançar sobre si mesmo, e posa agora de salvador da pátria, quando na verdade pratica um autoritarismo fascista e canalha ao se indispor ao protesto de 12 jovens indignados com a falta de perspectivas e inquietos diante da péssima qualidade de ensino ? Convenhamos, isto revela que o senhor Luiz Inácio não tem é consciência nenhuma, e muito mais do que a consciência política, nele acha-se ausente a mais relevante de todas as consciências: a moral.
Na semana passada, em visita ao Rio e em companhia do governador Sérgio Cabral, Lula ao ser vaiado por estudantes e professores, além da truculência habitual com que trata os que lhe são contrários, disse que Cabral não se preocupasse com as vaias porque para aqueles jovens faltava consciência política, além de outras asneiras, tão próprias de um desclassificado feito ele.
Para uma juventude que freqüenta escolas caindo aos pedaços e isto quando há aulas, para uma juventude sem perspectiva de trabalho em um país que não lhe oferece oportunidades, sendo que pelo menos 50% dela luta por conseguir um emprego, para uma juventude que assiste a corrupção disseminando-se impunemente por todo o país, que vê a população ser extorquida em 40% do que produz sem nenhum retorno a não ser bolsa-esmola, convenhamos sentir-se indignada diante deste quadro e vaiar aqueles que representam a classe governante que é a responsável direta por todo este estado de caos, representa uma juventude com muita consciência política. Lula parece não havê-la entendido ainda em seus anseios. Ela sobretudo quer distância da mediocridade e do cretinismo oficial.
Lula, ao contrário, parece não ter consciência alguma do que se passa no país. Quer porque quer uma população “obediente”, "passiva”, feito vaquinha de presépio, sem contestação, sem oposição, sem contrariedades, aceitando todas as misérias que lhe são atiradas sem reclamar e sem se indispor.
O senhor Luiz Inácio acha que bastante é atirar as migalhas da bolsa miséria, e que isto é suficiente para contentar o povo, calar sua voz e comprar sua dignidade e consciência. Errou quando recebeu um programa social com portas de saída, e o converteu num programa assistencialista, só com porta de entrada, transformando os beneficiados em um imenso exército de pobres sem perspectivas, clientes do Estado ganancioso e perdulário, verdadeira massa de manobra convertida em curral eleitoral. Isto sim, senhor Luiz Inácio, é falta de consciência política, isto é falta de grandeza humana que oferece benefícios sem cobrar com a outra mão o preço do que oferece.
Não, definitivamente, quem o vaiou no Rio de Janeiro, não era elite de barriga cheia. A fome de cultura e de educação de qualidade, além de oportunidades de trabalho que sua política isola e não produz, eram esquálidos seres humanos reclamando melhores condições de viverem com dignidade num país que lhes quer roubar até o direito de protestarem.
Espero que o senhor Luiz Inácio assista televisão além de joguinhos de futebol, pois ontem, no Fantástico da Rede Globo, ficaria tão indignado quanto aqueles jovens cariocas, diante do colapso da sua política de saúde “quase perfeita”, mas que, tanto quanto a crise aérea, mata aqueles a quem deveria salvar e prestar um serviço decente.
Não, definitivamente, não há razão para nos ausentarmos dos protestos contra um governo sem consciência da imundície que tenta, na propaganda oficial, passar aos olhos dos desinformados que contam mais de 80% da população brasileira. Aquilo que assistimos ontem deveria envergonhar qualquer dirigente minimante consciente de seu papel, desde que para tanto tivesse brios, vergonha na cara e responsabilidade diante do cargo que diz ocupar.
O que aqueles 12 jovens contra os quais o desrespeito do discurso se encheu de raiva grotesca e imerecida, e o “esquema” de segurança truculentamente se propôs atacar, tem de sobra, até para ensinar ao senhor Luiz Inácio, é sim muita consciência política. Consciência que se revolta de ver seus irmãos morrerem por falta de Estado, seja na saúde, seja na segurança, e até na educação, porque a ignorância e a escuridão matam qualquer capacidade do ser humano se fazer um cidadão útil ao seu país e a si mesmo.
Um estado que pratica a mais descarada ação policial de governo sobre os juízes do STF não merece crédito, não merece respeito. Merece o repúdio da Nação. Um governo que se coloca acima das instituições na sua ânsia de perpetuação no poder, merecer sim a vaia, a indignação, por escarnecer das instituições mais caras da legitimidade democrática, conquista obtida com o sacrifício de todo um povo para ver restabelecida a lei, a ordem, a liberdade.
Aqueles doze jovens que Lula e Cabral atacaram com tamanha leviandade, voracidade e cretinice, que não respeitaram seu direito de protestar contra os desmandos e a irresponsabilidade de um governo que, por suas torpes ações, coloca em risco a vida dos cidadãos do país, que mata sim, por sua incompetência, negligência e omissão. Que mata acintosamente e ainda quer respeito ? De quem, do demônio contido no íntimo do senhor Luiz Inácio, que foge de sua responsabilidade como governante, que transfere responsabilidades pelas mazelas que pratica, esquecido, por conveniência e conivência, dos crimes dos companheiros de governo e partido, que ele próprio vive abençoando, numa cumplicidade vergonhosa e delinqüente? Um governante sem consciência de seu verdadeiro papel, um governante que vive a chutar a própria história do país que diz governar, um presidente deprimente e mentiroso que insiste em praticar a mais atroz apologia à ignorância, da qual vive a se gabar, fruto da qual praticou a mais fundamentalista das oposições, impedindo que o país pudesse avançar sobre si mesmo, e posa agora de salvador da pátria, quando na verdade pratica um autoritarismo fascista e canalha ao se indispor ao protesto de 12 jovens indignados com a falta de perspectivas e inquietos diante da péssima qualidade de ensino ? Convenhamos, isto revela que o senhor Luiz Inácio não tem é consciência nenhuma, e muito mais do que a consciência política, nele acha-se ausente a mais relevante de todas as consciências: a moral.
Tivesse o senhor Luiz Inácio alguma consciência, e por certo estaria agora a vaiar a si mesmo.