***** Dilma diz que PAC fará do Brasil 'um grande canteiro de obras'
Agência Brasil
BRASÍLIA - A transformação do Brasil em um canteiro de obras, objetivo do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), já começou. A afirmação é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para quem, 'essa realidade vai trazer mais empregos, gerar mais renda'. Em entrevista após solenidade no Ministério do Meio Ambiente, ela disse disse que "o Brasil está enfrentando um problema muito bom, que vai resolver, porque nós temos uma grande capacidade e eu acredito que o Brasil vai se transformar num grande canteiro de obras".
A ministra explicou o que chamou de 'problema bom' como a dificuldade de encontrar soldadores, de contratar engenheiros e até mesmo o excesso de demanda enfrentado pelas consultorias que fazem análise ambiental, estudos de viabilidade econômica, projetos básicos e projetos executivos, além de restrições de fornecimento de equipamentos e de bens em algumas áreas.
O governo, informou, já distribuiu quase R$ 32 bilhões para os estados para obras inseridas no PAC, 'e agora nós vamos iniciar uma nova etapa, que vão ser as obras nos pequenos municípios'.
Essas obras, segundo ela, são destinadas à área de infra-estrutura -transportes, rodovias, portos, hidrovias, aeroportos, energia elétrica etc.
Sobre energia elétrica, disse que o programa Luz para Todos obteve um desempenho acima da média em muitos estados e que 'pela primeira vez, nós vamos ficar livres da exclusão no ano que vem'.
Bem-humorada, ela não quis comentar as negociações entre governo e Congresso Nacional para aprovar a prorrogação, por mais quatro anos, da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
- Olha, eu não tenho como falar em acordo possível na próxima semana. Aliás, se eu falasse seria uma temeridade - disse.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Notem que no final a ministra Dilma, muito espertamente, esquivou de falar sobre a prorrogação da CPMF. Mas, antes, como não poderia de ser, falou no imenso anteiro de obras que se espalhará pelo Brasil com o PAC. E claro, mesmo que não tenha dito diretamente, está implícito, será um imenso canteiro de obras se... a CPMF for prorrogada atendendo o interesse do Planalto. E claro, no mesmo dia, Berzoini se encarregou de dar a senha para o canteiro de obras ser instalado. Tudo muito bem ensaiadinho, tudo previmaente combinado.
Em tese, somos contrário a qualquer aumento de impostos. O brasileiro já paga demais, e recebe o retorno de menos. O governo Lula precisa entender uma coisa: o país precisa enquadrar-se a sua capacidade de geração de riquezas. Assim, ao invés de aumentar receitas via impostos, o governo deveria era reduzir gastos correntes e nisto há espaço de sobra. Todos os dias publicamos aqui os milhões que são desviados e, além dele, os desperdícios em gastos totalmente inúteis e dispensáveis. Só por aí já se teria uma grande soma de dinheiro que permitiriam investimentos e redução da carga tributária. Se países, com muito menos riquezas do que o Brasil, conseguem enquadrar-se e ter de quebra uma carga tributrária em torno de 20 a 25%, ao passo que a nossa gira em torno dos 40%, por que aqui não se poderia conseguir o mesmo? Mas, para isso, é fundamental que todo o Estado, toda a classe política fosse enquadrada em seu comportamento delinquente de “torrarem dinheiro público” sem nenhuma responsabilidade.
***** Tarso Genro é convidado para depor sobre pugilistas cubanos
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira o convite ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para explicar por quais motivos a Polícia Federal "localizou, capturou e deportou rapidamente" os dois atletas cubanos que desertaram da delegação do seu país nos Jogos-Panamericanos, no Rio de Janeiro. O autor do requerimento de convocação, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), pede também a convocação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Agência Brasil
BRASÍLIA - A transformação do Brasil em um canteiro de obras, objetivo do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), já começou. A afirmação é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para quem, 'essa realidade vai trazer mais empregos, gerar mais renda'. Em entrevista após solenidade no Ministério do Meio Ambiente, ela disse disse que "o Brasil está enfrentando um problema muito bom, que vai resolver, porque nós temos uma grande capacidade e eu acredito que o Brasil vai se transformar num grande canteiro de obras".
A ministra explicou o que chamou de 'problema bom' como a dificuldade de encontrar soldadores, de contratar engenheiros e até mesmo o excesso de demanda enfrentado pelas consultorias que fazem análise ambiental, estudos de viabilidade econômica, projetos básicos e projetos executivos, além de restrições de fornecimento de equipamentos e de bens em algumas áreas.
O governo, informou, já distribuiu quase R$ 32 bilhões para os estados para obras inseridas no PAC, 'e agora nós vamos iniciar uma nova etapa, que vão ser as obras nos pequenos municípios'.
Essas obras, segundo ela, são destinadas à área de infra-estrutura -transportes, rodovias, portos, hidrovias, aeroportos, energia elétrica etc.
Sobre energia elétrica, disse que o programa Luz para Todos obteve um desempenho acima da média em muitos estados e que 'pela primeira vez, nós vamos ficar livres da exclusão no ano que vem'.
Bem-humorada, ela não quis comentar as negociações entre governo e Congresso Nacional para aprovar a prorrogação, por mais quatro anos, da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
- Olha, eu não tenho como falar em acordo possível na próxima semana. Aliás, se eu falasse seria uma temeridade - disse.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Notem que no final a ministra Dilma, muito espertamente, esquivou de falar sobre a prorrogação da CPMF. Mas, antes, como não poderia de ser, falou no imenso anteiro de obras que se espalhará pelo Brasil com o PAC. E claro, mesmo que não tenha dito diretamente, está implícito, será um imenso canteiro de obras se... a CPMF for prorrogada atendendo o interesse do Planalto. E claro, no mesmo dia, Berzoini se encarregou de dar a senha para o canteiro de obras ser instalado. Tudo muito bem ensaiadinho, tudo previmaente combinado.
Em tese, somos contrário a qualquer aumento de impostos. O brasileiro já paga demais, e recebe o retorno de menos. O governo Lula precisa entender uma coisa: o país precisa enquadrar-se a sua capacidade de geração de riquezas. Assim, ao invés de aumentar receitas via impostos, o governo deveria era reduzir gastos correntes e nisto há espaço de sobra. Todos os dias publicamos aqui os milhões que são desviados e, além dele, os desperdícios em gastos totalmente inúteis e dispensáveis. Só por aí já se teria uma grande soma de dinheiro que permitiriam investimentos e redução da carga tributária. Se países, com muito menos riquezas do que o Brasil, conseguem enquadrar-se e ter de quebra uma carga tributrária em torno de 20 a 25%, ao passo que a nossa gira em torno dos 40%, por que aqui não se poderia conseguir o mesmo? Mas, para isso, é fundamental que todo o Estado, toda a classe política fosse enquadrada em seu comportamento delinquente de “torrarem dinheiro público” sem nenhuma responsabilidade.
***** Tarso Genro é convidado para depor sobre pugilistas cubanos
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira o convite ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para explicar por quais motivos a Polícia Federal "localizou, capturou e deportou rapidamente" os dois atletas cubanos que desertaram da delegação do seu país nos Jogos-Panamericanos, no Rio de Janeiro. O autor do requerimento de convocação, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), pede também a convocação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
No entanto, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) informou que Virgílio vai receber o ministro interino das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães. Como o tucano não estava presente, a comissão quis aguardar a audiência, antes de votar a convocação de Amorim. A pedido de Suplicy, a convocação a Tarso para a audiência foi transformada em convite.
***** Manobra para blindar Anac
De O Globo
"A tropa de choque governista jogou pesado ontem e conseguiu impedir que a CPI do Apagão Aéreo da Câmara abrisse uma investigação sobre a denúncia do brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, contra Denise Abreu, diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Denise é acusada de fazer lobby num negócio milionário de transporte de cargas aéreas que beneficiaria um empresário de Ribeirão Preto amigo dela. Liderados pelo presidente em exercício da CPI, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), petistas rejeitaram a reconvocação do brigadeiro para falar das denúncias feitas ao GLOBO, e impediram a votação dos pedidos de convocação e quebra de sigilo telefônico de Denise Abreu.
Coube a Cunha comandar as manobras. Quando já tinham sido aprovados em bloco quase todos os 41 requerimentos de convocação e quebras de sigilo, ele sacou um requerimento de adiamento das votações para viabilizar a blindagem da diretora da Anac. Com isso, os requerimentos que tratavam de Denise e Ribeirão Preto tiveram de ficar para outro dia. Autor de alguns dos requerimentos, o tucano Gustavo Fruet (PR) pediu que Cunha agisse com seriedade, e lembrou que ele teria que ter apresentado o requerimento no início das votações. Não adiantou. O requerimento foi aprovado por ampla maioria."
***** PSDB arma estratégia contra o PT
De Carlos Marchi em O Estado de S.Paulo
“A economia vai bem, mas o governo vai mal”, afirmou ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao estimular o PSDB, num seminário do partido, a enfrentar o governo do PT. “Nós vamos disputar a eleição com o governo, não com a economia”, complementou, alinhando uma série de temas que os tucanos devem transmitir ao povo brasileiro. O principal é o combate à impunidade: “A lei, no momento, é que o crime compensa. E quem morre mais são os pobres da periferia”, disse, criticando a idéia de que o governo do PT “é dos pobres”.
***** Crise aérea ameaça a credibilidade
O Brasil corre o risco de ser rebaixado do grupo de elite da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), da ONU, caso a crise aérea não seja resolvida. O alerta foi feito ontem pelo presidente da Associação de Pilotos da Varig, comandante Elnio Borges Malheiros, durante seminário sobre a crise aérea promovido pela Coppe/UFRJ.
Periodicamente, observadores da ICAO auditam países que compõem a organização. A Varig, por anos símbolo da aviação brasileira no exterior, sempre foi a empresa escolhida para ser vistoriada. Agora, com a quebra, TAM ou Gol têm que ser escolhidas no ano que vem, quando os técnicos estrangeiros estarão no Brasil. A ICAO avalia a competência de gestão do país na aviação civil.
- Com essa crise, a chance de o país ser rebaixado e perder o grupo 1 é muito maior - ressalta Elnio. - O que temos hoje, com todo respeito, não dá para comparar com a Varig.
O piloto lembra que deixar o seleto grupo 1 faz com que o país perca série de benefícios. Não poderá mais certificar produtos aeronáuticos. Seria como, lembra Elnio, se a Embraer construísse aviões e eles fossem homologados por concorrentes fora do Brasil.