***** Gasto com cartões do governo Lula disparam, denuncia DEM
De acordo com levantamento realizado pela assessoria de orçamento do Democratas no Congresso, os gastos com cartões corporativos do governo Lula aumentaram em 2007 e já chegam a R$ 53,1 milhões. O valor é 3,7 vezes maior do que o gasto em 2004. Naquele ano, a despesa foi de R$ 14,1 milhões e nos anos seguintes, o valor foi subindo.
De acordo com levantamento realizado pela assessoria de orçamento do Democratas no Congresso, os gastos com cartões corporativos do governo Lula aumentaram em 2007 e já chegam a R$ 53,1 milhões. O valor é 3,7 vezes maior do que o gasto em 2004. Naquele ano, a despesa foi de R$ 14,1 milhões e nos anos seguintes, o valor foi subindo.
Se forem incluídos os gastos de 2007 por órgãos do Poder Judiciário que também utilizam o cartão corporativo, o número vai para R$ 54,4 milhões. O valor deste ano também já bateu o de 2006 e o levantamento diz que o uso dos cartões ocorre essencialmente no sistema de saque em dinheiro, o que deixa mais difícil a verificação da necessidade. Em 2007, dos R$ 53,1milhões gastos, cerca de R$ 40,9 milhões foram sacados em espécie. Incluídas as despesas do Judiciário, os saques em dinheiro chegam a R$ 42,8 milhões.
O ministério do Planejamento é o que conta com o gasto mais elevado com os cartões corporativos, em torno de R$ 26,7 milhões, sendo R$ 24,9 milhões em espécie. A justificativa do ministério são as despesas do IBGE. Segundo a assessoria do Planejamento, os funcionários do Instituto necessitam gastar muito com deslocamento.
O governo, através da CGU (Controladoria Geral da União), afirmou que estes gastos são pequenos. De acordo com a CGU, essas despesas com cartões representam no máximo 0,004% da despesa total do Executivo.
***** "Tem coisas que eu não disse. Vou arrolar Lula como testemunha", ameaça Jefferson
O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) afirmou que vai arrolar o presidente Lula como testemunha para ele e disse que tem mais a dizer. "Tem coisas que eu não (ainda) disse sim. O procurador bateu uma no cravo e uma na ferradura. Como ele foi nomeado pelo Lula duas vezes, ele me envolveu nisso para eu me calar. Mas eu não vou parar. Eu vou arrolar como testemunha para mim o presidente Lula. Se o procurador não teve peito para denunciar o Lula, eu vou relembrar a ele do diálogo que nós tivemos", declarou o petebista.
Ao contrário da época da denúncia do escândalo, o ex-deputado agora disse que Lula é culpado. "O governo é o Lula. Se compravam votos no Congresso para beneficiar o governo não era o Dirceu que ganhava, era o Lula. Ele pode tentar se esconder (dizendo) ‘Ah! Isso não é o governo, eu fui absolvido nas urnas.’ Falta o Ali Babá", constatou Jefferson.
Sobre o ministro da Justiça, Tarso Genro, o ex-deputado disse que é um "delegadão" e "figura horrorosa". "Eles querem descobrir um crime na minha vida, e eles não conseguem encontrar. Eles estão desesperados. É uma tentativa de usar a polícia politicamente contra mim. Ele (Tarso) é um delegadão. Ele é uma figura horrorosa. Ele está fazendo uma polícia raivosa, petista, horrível, hororrosa. Deus me livre!", afirmou.
***** Ministro diz que "imprensa acuou Supremo"
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewadowski afirmou que "a imprensa acuou o Supremo" quanto ao resultado do julgamento que decidiu pela abertura da ação penal contra os 40 acusados de terem participado do mensalão. "Todo mundo votou com a faca no pescoço. A tendência era amaciar para o Dirceu", revelou o ministro.
Lewandowski foi o único ministro que divergiu do relator Joaquim Barbosa quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, denunciado pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, como "chefe da organização criminosa". Ele se referiu à imprensa em função de reportagem do jornal O Globo que mostrou trocas de mensagens instantâneas entre os ministros do STF.A justificativa de Lewandowski para o voto divergente no caso de Dirceu, é de que "não ficou suficientemente comprovada" a formação de quadrilha do que diz respeito ao ex-ministro.
***** Economist diz que processo contra mensaleiros pode afetar Lula
A revista britânica The Economist, na edição desta quinta-feira, afirmou que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) "poderia finalmente manchar a imagem à prova de escândalos" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça, após cinco dias de trabalhos, o tribunal abriu processo criminal contra todos os envolvidos no mensalão.
O artigo considera que os brasileiros estão acostumados com a corrupção, "mas mesmo o mais cínico deve ter prestado atenção" na decisão do STF. A revista ressalta que é a primeira vez que o tribunal mais graduado do País abriu processos criminais contra políticos. "Os envolvidos eram do coração do governo", disse.
A Economista ainda salienta que o presidente do Senado, Renan Calheiros, também sofre com a possibilidade de ser cassado. "Os brasileiros reclamam há muito tempo que seus políticos representam uma lei por si próprios", disse a revista. "Se Calheiros partir e o STF punir os que forem julgados culpados, pode haver menos razões para tal cinismo", conclui.
***** Lula diz que vai inchar ainda mais Bolsa-Família
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou durante sua reunião ministerial desta quinta que vai inchar ainda mais o programa assistencialista Bolsa-Família. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, adiantou que os beneficiados passarão a receber também pelos filhos de 16 e 17 anos.
O programa atende famílias com parcela básica de R$ 58 e mais uma variável de acordo com o número de filhos. Atualmente, só é paga a segunda parte para quem tem filho menor de 15 anos. Com a mudança, estima-se que 1,75 milhão de jovens sejam abrangidos.
De acordo com o Palácio do Planalto, o governo deve anunciar nos próximos meses ainda o programa "Territórios da Cidadania." Cerca de 60 cidades brasileiras em região rural teriam facilitado o crédito rural e a regularização fundiária. O governo Lula ainda promete instalação de farmácias populares e programas de alfabetização de adultos.
***** Justiça rejeita cobrança de Marcos Valério ao PT
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou "totalmente improcedente" a cobrança feita pelo publicitário Marcos Valério sobre o PT da dívida de R$ 100 milhões dos supostos empréstimos bancários que teriam financiado o governo Lula. O juiz Paulo Cerqueira Campos condenou as empresas ligadas a Valério a pagar R$ 5,6 milhões a título de despesas processuais e honorários dos advogados do PT.
Campos alegou falta de documentos que provem responsabilidade formal do PT no pagamentos dos supostos empréstimos dados pelo banco BMG e Rural. Apesar de a decisão do juiz beneficiar a sigla, Campos fez críticas ao PT. "No afã de galgar o poder político, o PT traiu seus ideais e seus afiliados", afirmou em trecho da sentença.
Os advogados de Marcos Valério se recusaram a falar antes da publicação da sentença. O advogado do PT Márcio Luiz Silva afirmou que o juiz acatou os argumentos do partido ao declarar que os supostos empréstimos foram concedidos pelo BMG e pelo Rural "ao arrepio da lei, em afronta às disposições estatutárias [do PT] e para fins espúrios". "O PT comemorou a sentença, apesar do proselitismo", disse Silva.