***** Depois do PT, governista PDT também fecha acordo com partido de Saddam
O ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, recebeu na sede do PDT o ex-secretário-adjunto do partido Baath Árabe Socialista , Abdalah Al Ahmar e o conselheiro e ex-ministro da Informação, Mouhdi Dakhlallh. No encontro, os partidos assinaram um acordo de cooperação de 2007 a 2010.
O ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, recebeu na sede do PDT o ex-secretário-adjunto do partido Baath Árabe Socialista , Abdalah Al Ahmar e o conselheiro e ex-ministro da Informação, Mouhdi Dakhlallh. No encontro, os partidos assinaram um acordo de cooperação de 2007 a 2010.
De acordo com o PDT, o objetivo é estretiar os laços de amizade e melhor servir aos interesses comuns dos dois países, promovendo a troca de informações, idéias e experiências entre os dois partidos. O partido Baath era o do ditador Saddam Hussein.
Ainda este ano, uma ONG judaica de proteção aos direitos humanos alertou para um acordo do PT com o partido Baath, que é conhecido por práticas totalitárias e mortes no oriente-médio.
"Causa profunda decepção que um partido como o PT, que se valeu das regras do Estado de Direito para ascender à Presidência do Brasil, omita a promoção da democracia dos valores indispensáveis no momento de estabelecer seus acordos de cooperação em nível internacional", disse o Centro Simon Wiesentahl.
***** Jungmann busca saída para afastar Zuanazzi da Anac
O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) entregou um requerimento à Secretaria-Geral do Congresso para que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), coloque em votação o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que criou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Os parlamentares querem reforçar o artigo que permite a demissão do dirigente da agência por "insuficiência de resultado."
Jungmann entregou junto ao requerimento um abaixo-assinado com os nomes de 265 deputados e 46 senadores. De acordo com o deputado, outra forma de afasta Milton Zuanazzi da Anac seria um processo disciplinar. Jungmann alega que a derrubada do veto de Lula é uma maneira de restaurar o conceito da agência, sem fragilizá-la.
"Além da falta total de resultados, Zuanazzi, teria participado no exercício do cargo, da falsificação do documento que a ex-diretora da Anac Denise Abreu entregou à Justiça de São Paulo para reforçar pedido da liberação da pista do aeroporto de Congonhas", disse Jungmann.
***** Fala, Lula, fala - cobra FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, nesta quarta-feira, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode "fazer de conta" que a abertura de ação penal contra os 40 denunciados no esquema do mensalão , "não é com ele".
- É com ele sim. Não estou dizendo que ele seja responsável, mas, enquanto ele vier a público, e não repudiar a ação dos mensaleiros, dá a sensação que está conivente, ou leniente, para usar uma expressão mais branda - disse Fernando Henrique, durante debate em São Paulo sobre a necessidade de se implantar o voto distrital no país.
***** Consultor jurídico do Senado complica mais a vida de Renan
De Gerson Camarotti e Ailton de Freitas em O Globo Online:
"Os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES), relatores de um dos processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ouviram na manhã desta quarta-feira o secretário-geral adjunto da Mesa do Senado, Marcos Santi, que pediu demissão em protesto contra o parecer que defende votação secreta do relatório contra Renan. O secretário deixou o encontro sem dar entrevistas, mas segundo Casagrande, Santi evidenciou "nulidades plantadas durante todo o processo para beneficiar Renan".
- Se de fato ocorreu isso, por si só já é quebra de decoro, podendo haver um novo processo - disse o senador.
Após deixar a reunião, Marisa Serrano também comentou o depoimento de Santi:
- O desabafo dele está fundamentado em todas as ações do processo. Ele fez uma análise do atropelo da ética nesses fatos - contou".
***** Salete Lemos critica TV Cultura e diz que foi demitida por censura
Salete Lemos está fazendo participação fixa, com cachê, no "Hebe", mas ainda não digeriu sua demissão da Cultura, em julho. Ela diz que foi dispensada após criticar os bancos e o governo. "Um banco ameaçou tirar o patrocínio se eu não me retratasse no ar. A Cultura perdeu o compromisso com a liberdade editorial", afirma Salete. A Cultura diz que a demissão dela não teve relação com o comentário.
***** Vale perde na Justiça disputa com a CSN
Agência Estado
A Companhia Vale do Rio Doce está novamente obrigada a vender a Ferteco ou abrir mão do direito de preferência na compra de minério de ferro da Mina Casa de Pedra, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Ontem, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por 5 votos a 0, o recurso especial impetrado pela Vale contra decisão do Cade que determinava as duas opções à empresa.
O principal argumento da Vale era o fato de as restrições terem sido impostas após um empate em três votos a três no julgamento ocorrido em agosto de 2005. Para chegar a uma decisão final, o Cade computou o voto de sua presidente, Elizabeth Farina, como voto de desempate. A Vale sustentou que deveria ser convocado um novo conselheiro para votar.
O Cade, por sua vez, argumentou que o julgamento obedeceu aos trâmites legais e que o uso do "voto de qualidade" do presidente do órgão é prática prevista na lei antitruste. Desde então, a companhia se lançou numa batalha jurídica que retardou até agora o cumprimento da medida. Ontem, após decisão unânime do STJ, a Vale distribuiu nota na qual afirma que avaliará a situação e não descarta novos recursos. "Diante do resultado, a empresa vai analisar a decisão e tomar as medidas judiciais cabíveis", aponta a nota.
***** PF abre investigação contra Renan
Da Folha de S.Paulo
A Polícia Federal começou a investigar denúncia de um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
O caso teve em início em setembro de 2006, em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal por Bruno de Miranda Ribeiro Lins. Ele relatou que seu ex-sogro, o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, manteria duas contas no exterior e operaria para políticos do PMDB, entre os quais o presidente do Senado.
Procurado pela Folha por telefone, Miranda confirmou as declarações à Polícia Civil, incluindo a citação a Renan. Evitando estender a conversa, disse que trabalhou com o ex-sogro, mas que preferia não falar mais por medo de retaliação.