domingo, setembro 30, 2007

Brasil é dos menos alfabetizados na América...

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

O analfabetismo do Brasil caiu 29,1% entre 1996 e 2006, segundo o IBGE. Mas só a Bolívia tem taxas piores entre sul-americanos.

Taí uma coisa que sequer de censo precisava para constatarmos: mesmo entre os latinos, o analfabetismo brasileiro se destaca. Considerando-se pelo analfabeto presidente que nos governa, isto não deve surpreender. Aliás, ontem Lula disse que a política não exige diploma, claro, dando nova espetada em FHC, sua obsessão.

De certo, se considerarmos a “política” como é feita no Brasil, talvez se exija só atestado de nascimento. Acho a se considerar os energúmenos que vicejam soltos por aí, não se exige sequer que pertençam a raça humana. O Macaco Tião que o diga, dado sua votação expressiva enquanto o voto era de papel.

Assim, Lula estar na presidência do Brasil demonstra bem a que ponto de barbárie conseguimos descer. A nível ordinário de se fazer política abraçamos. E tudo isto só é possível quando a maioria que vota é constituída de analfabetos, sem condições de estudar e de se informar para poderem impedir que os jumentos políticos constituídos se elejam e continuar a explorar a boa fé do povo brasileiro.

Quando um presidente discursa feito imbecil, pregando as maravilhas de ser analfabeto, e o é por opção pessoal, em razão de sua preguiça, e se justifica com o deslavado e surrado apelo cretino do preconceito, mais não se é preciso comentar. Basta ver que a ferramenta básica de seu trabalha é a pregação da mentira em tempo integral, e sem que a sociedade o conteste, e se o Brasil fosse um país civilizado, um presidente mentir com a intensidade com que vossa excelência se expressa, seria motivo bastante para sua deposição. É inadmissível um presidente que se diga sério e íntegro conviver com a mentira da forma mais cafajeste como estamos assistindo desde 2003 sem que nada lhe aconteça. É crime ? Por certo que é, mas num país em uma juíza, mesmo diante de seis laudos psiquiátricos versando a condição de psicopata e incapacidade plena para convívio social, se sente encorajada em “liberar” um criminoso patogênico para continuar solto e matando e delinqüindo,. Nada mais é de se estranhar que um presidente minta desesperada e convulsivamente, sem que nada lhe aconteça.

A banalização de crimes no Brasil está atingindo um ponto revelador de um país degradado e bárbaro. A vida tornou-se irrelevante, a honestidade converteu-se numa virtude em total desuso, integridade e moral tornaram-se atitudes e comportamentos ultrapassados. Mata-se no campo e nas cidades, mata-se no trânsito e até dentro das casas, a propriedade não é assegurada pelo Estado, corrompe-se deliberada e impunemente na vida pública de sorte que, para ser político, as qualidades exigidas são que a pessoa tenha propensão para o crime e a mistificação, e para ocupar alto cargos na administrações governamentais quanto mais extensa a folha corrida na delegacia mais próxima, melhor.

Num país em que livro didático chama esporte de mecanismo burguês, e por conta disto é comprado com dinheiro público e depois distribuído para estudantes de forma “gratuita”; onde um senador da república vota contra o interessa do governo apenas porque, para votar a favor ele quer um "chinelinho novo"; país em que 46 deputados já mudaram de partido em 2007, apesar de terem sido votados em outros partidos e, com a troca, se muda por completo a vontade popular quanto a sua representação parlamentar, numa ação canalha e pilantra de se colocar sempre em primeiro lugar o interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo e de respeito ao mandato outorgado pela vontade popular, não se pode mesmo esperar “seriedade”, “ética”, “ética”, “decência”. Isto fica para nós, de que exige que sustentemos este bando de urubus a solaparem o caráter decente das instituições que se fundam na lama cada vez mais.

Portanto, não se pode estranhar sermos tão analfabetos. A moral foi chutada para longe faz tempo. E, ao que tudo indica, continuará no exílio por muito mais tempo ainda, a se considerar o grupo de gigolôs que comandam a vida política do país.