Jornal O Globo
Com o comparecimento em peso do PMDB e depois de quase dez horas de discussão, o governo conseguiu concluir na madrugada de ontem a votação na Câmara, em primeiro turno, da emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011, com alíquota de 0,38%. A meta do governo agora é votar o segundo turno no próximo dia 9. Para viabilizar a votação, nos três dias que antecederam a votação, o governo acelerou o pagamento de emendas parlamentares. Segundo dados do Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siafi), de 24 a 26 de setembro, o governo liberou quase R$ 60 milhões para emendas.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou, por meio do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, os líderes dos partidos da base aliada para um jantar na terça-feira. Mares Guia informou ao líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), que o presidente queria "comemorar a votação da CPMF", que nem acabou. Na verdade, Lula está preocupado em articular diretamente com os partidos, devido ao enfraquecimento de Mares Guia e à rebelião do PMDB no Senado.
Antes mesmo de concluir a votação da prorrogação da cobrança da CPMF na Câmara, o governo acusou o golpe e foi obrigado a abrir o balcão de negociações com a bancada do PMDB no Senado. O Palácio do Planalto entendeu o recado dado anteontem pelo partido, que comandou a derrubada da medida provisória que deixou sem emprego o ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Mangabeira Unger, e extinguiu mais de 600 cargos. Além de esperar a volta da solidariedade do PT ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a bancada peemedebista não quer pouco. Exige soluções imediatas para algumas demandas, entendidas explicitamente como cargos de direção na Eletrobrás, na Eletronorte, no BNB e até na Funai, além da retomada do comando do Ministério das Minas e Energia.
Na mira do partido estariam de nove a dez cargos federais de peso no setor elétrico. Por trás das indicações estão o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) — principal conselheiro de Renan Calheiros, que comandou a operação —, os senadores José Sarney (PMDB-AP); Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso; Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado; e outros senadores do Norte e Nordeste.
Com o comparecimento em peso do PMDB e depois de quase dez horas de discussão, o governo conseguiu concluir na madrugada de ontem a votação na Câmara, em primeiro turno, da emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011, com alíquota de 0,38%. A meta do governo agora é votar o segundo turno no próximo dia 9. Para viabilizar a votação, nos três dias que antecederam a votação, o governo acelerou o pagamento de emendas parlamentares. Segundo dados do Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siafi), de 24 a 26 de setembro, o governo liberou quase R$ 60 milhões para emendas.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou, por meio do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, os líderes dos partidos da base aliada para um jantar na terça-feira. Mares Guia informou ao líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), que o presidente queria "comemorar a votação da CPMF", que nem acabou. Na verdade, Lula está preocupado em articular diretamente com os partidos, devido ao enfraquecimento de Mares Guia e à rebelião do PMDB no Senado.
Antes mesmo de concluir a votação da prorrogação da cobrança da CPMF na Câmara, o governo acusou o golpe e foi obrigado a abrir o balcão de negociações com a bancada do PMDB no Senado. O Palácio do Planalto entendeu o recado dado anteontem pelo partido, que comandou a derrubada da medida provisória que deixou sem emprego o ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Mangabeira Unger, e extinguiu mais de 600 cargos. Além de esperar a volta da solidariedade do PT ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a bancada peemedebista não quer pouco. Exige soluções imediatas para algumas demandas, entendidas explicitamente como cargos de direção na Eletrobrás, na Eletronorte, no BNB e até na Funai, além da retomada do comando do Ministério das Minas e Energia.
Na mira do partido estariam de nove a dez cargos federais de peso no setor elétrico. Por trás das indicações estão o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) — principal conselheiro de Renan Calheiros, que comandou a operação —, os senadores José Sarney (PMDB-AP); Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso; Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado; e outros senadores do Norte e Nordeste.