***** Conversa mole
O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), fez um discurso veemente contra a terceirização de mão de obra em órgãos públicos. Mas não cansa de indicar terceirizados para a Delegacia do Trabalho, no Rio.
***** Ministro ameaçado de perder o mandato de senador
O ministro dos Transportes e senador licenciado, Alfredo Nascimento (PR), pode ter o mandato cassado em julgamento marcado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas. O tribunal julga acusação de abuso de poder econômico e uso de caixa dois nas eleições de 2006. O Ministério Público Eleitoral acusa Nascimento de distribuir propaganda com impressão de CNPJ falso. Aponta que essa propaganda e despesas com cartazes com a foto de Nascimento e o nome do presidente Lula não constam da prestação de contas à Justiça Eleitoral. Nascimento gastou na campanha R$ 1,3 milhão.
***** Relator recebeu grana da Schincariol
O deputado Sander Júnior (PP-GO) revelou há pouco que recebeu R$ 50 mil da empresa Shincariol durante sua campanha eleitoral em 2002. Não seria tão grave não fosse pelo fato dele ser o relator no Conselho de Ética do processo em que Olavo Calheiros (PMDB-AL) é acusado de ter feito lobby em favor de... Adivinhem? Da Schincariol.
Olavo e seu irmão, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), teriam ajudado a Schincariol a se livrar de dívidas no INSS. Em troca, teriam vendido à cervejaria uma empresa de Olavo que estava atolada em dívidas a um preço exorbitante. Mas Sander não vê conflitos de interesse em relatar um processo que envolve uma empresa que bancou parte de sua campanha.
- Não vejo nenhum problema. O processo não é contra a Shincariol, é contra o deputado Olavo Calheiros.
Outra novidade revelada por Sander foi que representantes da Shincariol lhe fizeram uma visita para dar explicações sobre o caso. Segundo ele, Ricardo Izar (PTB-SP) também recebeu a visita deles.
***** MEC de olho nas faculdades de Direito
No dia 20 deste mês, uma comissão do Ministério da Educação e juristas da Ordem dos Advogados do Brasil vão apresentar uma nota técnica informando quais medidas a legislação permite ao MEC adotar na faculdades de direito que obtiveram desempenho ruim no Enade e no Exame Nacional da Ordem. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), o foco vai estar voltado para as instituições que obtiveram conceito igual ou inferior a três. As notas do Enade variam de um a cinco. Em outubro, o MEC vai apresentar projeto de supervisão dos estabelecimentos de ensino superior que oferecem graduação em Direito. Segundo o ministro, a medida deverá ser estendida a outros cursos.
Já não era sem tempo. Que se privilegie a qualidade e não a quantidade. Maus cursos só geram prejuízos para todos e frustração para os formandos por se verem de posse de um diploma que não vale nada.
***** Informalidade prejudica crescimento da América Latina, diz Bird
De acordo com relatório divulgado pelo Bird (Banco Mundial), a informalidade impede o desenvolvimento da América Latina, porém pode ser corrigida com a adoção de políticas públicas mais eficazes. A análise ressalta que os trabalhadores que decidem voluntariamente entrar para o mercado informal recebem poucos benefícios em comparação com os muitos custos da economia formal.
O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), fez um discurso veemente contra a terceirização de mão de obra em órgãos públicos. Mas não cansa de indicar terceirizados para a Delegacia do Trabalho, no Rio.
***** Ministro ameaçado de perder o mandato de senador
O ministro dos Transportes e senador licenciado, Alfredo Nascimento (PR), pode ter o mandato cassado em julgamento marcado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas. O tribunal julga acusação de abuso de poder econômico e uso de caixa dois nas eleições de 2006. O Ministério Público Eleitoral acusa Nascimento de distribuir propaganda com impressão de CNPJ falso. Aponta que essa propaganda e despesas com cartazes com a foto de Nascimento e o nome do presidente Lula não constam da prestação de contas à Justiça Eleitoral. Nascimento gastou na campanha R$ 1,3 milhão.
***** Relator recebeu grana da Schincariol
O deputado Sander Júnior (PP-GO) revelou há pouco que recebeu R$ 50 mil da empresa Shincariol durante sua campanha eleitoral em 2002. Não seria tão grave não fosse pelo fato dele ser o relator no Conselho de Ética do processo em que Olavo Calheiros (PMDB-AL) é acusado de ter feito lobby em favor de... Adivinhem? Da Schincariol.
Olavo e seu irmão, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), teriam ajudado a Schincariol a se livrar de dívidas no INSS. Em troca, teriam vendido à cervejaria uma empresa de Olavo que estava atolada em dívidas a um preço exorbitante. Mas Sander não vê conflitos de interesse em relatar um processo que envolve uma empresa que bancou parte de sua campanha.
- Não vejo nenhum problema. O processo não é contra a Shincariol, é contra o deputado Olavo Calheiros.
Outra novidade revelada por Sander foi que representantes da Shincariol lhe fizeram uma visita para dar explicações sobre o caso. Segundo ele, Ricardo Izar (PTB-SP) também recebeu a visita deles.
***** MEC de olho nas faculdades de Direito
No dia 20 deste mês, uma comissão do Ministério da Educação e juristas da Ordem dos Advogados do Brasil vão apresentar uma nota técnica informando quais medidas a legislação permite ao MEC adotar na faculdades de direito que obtiveram desempenho ruim no Enade e no Exame Nacional da Ordem. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), o foco vai estar voltado para as instituições que obtiveram conceito igual ou inferior a três. As notas do Enade variam de um a cinco. Em outubro, o MEC vai apresentar projeto de supervisão dos estabelecimentos de ensino superior que oferecem graduação em Direito. Segundo o ministro, a medida deverá ser estendida a outros cursos.
Já não era sem tempo. Que se privilegie a qualidade e não a quantidade. Maus cursos só geram prejuízos para todos e frustração para os formandos por se verem de posse de um diploma que não vale nada.
***** Informalidade prejudica crescimento da América Latina, diz Bird
De acordo com relatório divulgado pelo Bird (Banco Mundial), a informalidade impede o desenvolvimento da América Latina, porém pode ser corrigida com a adoção de políticas públicas mais eficazes. A análise ressalta que os trabalhadores que decidem voluntariamente entrar para o mercado informal recebem poucos benefícios em comparação com os muitos custos da economia formal.
O relatório afirmou que a rigidez dos trâmites, o alto custo das transações, salários muito baixos e impostos são algumas razões que levam muitos trabalhadores e pequenos empreendedores a sair da economia formal.
O Bird destacou que mesmo sendo um fenômeno econômico, a informalidade provoca importantes repercussões sociais para os trabalhadores não assalariados na América Latina. Portanto, os governos deveriam examinar uma série de reformas institucionais e do mercado de trabalho para enfrentar o problema.
***** Incrível: ANATEL não sabe onde fica a Câmara de Deputados
A Agência Nacional de Telecomunicações notificou devedores que "se encontram em local incerto e não sabido", através do Diário Oficial, para pagarem o que devem desde 2005, em até 30 dias, ou serão inscritos na Dívida Ativa. Entre os caloteiros está a Câmara dos Deputados.
***** Renúncia pode beneficiar Sarney
De O Estado de S. Paulo
Apesar de aparentar calma e se dizer seguro de que vai ganhar na votação em plenário, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) avaliou ontem, em conversas com aliados, a possibilidade de renunciar ao cargo e entregar a presidência do Congresso ao senador José Sarney (PMDB-AP). Essa estratégia conflitava com os levantamentos feitos ontem por governistas e oposicionistas - todos dizendo que, se a votação fosse hoje, Renan seria absolvido. Os próprios aliados, contudo, consideram que a tendência, até a votação em plenário, na semana que vem, é a situação política dele piorar.
***** Aumenta o custo de vida para os mais pobres
Um levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) nesta quarta-feira mostra que as classes mais pobres da sociedade foram as que mais sofreram com o aumento do Índice de Custo de Vida (ICV), que subiu 0,40% em agosto. Três estratos de renda da população foram analisados pelo instituto, e todos registraram alta.
O IVC do primeiro estrato, que inclui um terço das famílias mais pobres – domicílios nos quais a renda é de 377,39 reais ao mês –, registrou alta de 0,61% no mês passado. Em julho deste ano, o índice havia sido negativo em 0,28%. A causa principal desta variação é o aumento dos gastos com alimentação.
O segundo estrato – nível intermediário, famílias com rendimento mensal médio de 934,17 reais – sofreu alta de 0,52% nos preços. As famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de 2.792,90 reais, que fazem parte do terceiro estrato, sofreram a menor alta no custo de vida: 0,29%.
Os gastos com alimentação e transporte apresentaram variações distintas entre os três estratos sociais. Para os mais pobres, o gasto com comida representa 34,8% do total de gastos, enquanto as famílias de mais renda despendem 22%. No caso do transporte individual, no entanto, o comportamento é inverso, de 3,5% e 14,9%, respectivamente.
***** Lacerda diz que sofreu pressão política para nomeações na PF
Durante sabatina no Senado para assumir a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o ex-diretor da Polícia Federal Paulo Lacerda afirmou que foi procurado para acomodar afilhados políticos de parlamentares. "Tive pressões políticas, sim, inclusive de parlamentares, alguns dos quais foram investigados e que hoje estão sendo processados", respondeu Lacerda, diante de uma pergunta do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobre como evitaria indicações políticas para a Abin.
O ex-diretor revelou que um parlamentar do Paraná o pressionou e ele nunca aceitou este tipo de comportamento. Segundo a Folha de São Paulo, Lacerda se referia ao deputado federal José Janene (PR), um dos acusados de envolvimento no mensalão.
Lacerda afirmou que recebeu uma "carta-branca" de Lula e do general Jorge Félix, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Internacional), ao qual a Abin é subordinada. Os senadores aprovaram sua apresentação por 15 votos a dois. O delegado prometeu reestruturar a agência.