***** Sob Lula, gastos do governo aumentaram duas CPMFs
Da Folha de S.Paulo
"O governo Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um aumento dos gastos federais equivalente, como proporção da economia do país, a duas vezes a arrecadação da CPMF -a contribuição provisória cuja prorrogação é defendida com o argumento de que sua receita se tornou imprescindível.
Como mostram dados oficiais, os petistas herdaram uma máquina estatal que consumia o correspondente a 15,7% da renda nacional com pessoal, custeio administrativo, transferências de renda e investimentos. Como agora, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ajudava a sustentar o aparato governamental com uma arrecadação de 1,4% do Produto Interno Bruto.
Se tivesse sido simplesmente mantida a participação do Estado na economia de quatro anos atrás, quando Lula obteve do Congresso Nacional a renovação do tributo que condenava na oposição, as despesas federais acumulariam um aumento ainda bem superior ao da inflação do período. Mas seria possível abrir mão, com folga, da receita da contribuição criada em caráter emergencial em 1993.
Não foi, no entanto, o que aconteceu. Os gastos cresceram em ritmo bem superior ao da renda do país, e chegarão neste ano, segundo as previsões mais recentes do Ministério do Planejamento, a quase 18,6% do PIB -admitindo, no cálculo, que o PIB crescerá em 2007 os 4,7% prometidos.
Em moeda corrente, os números são mais impressionantes. Estáveis como proporção do PIB, os gastos federais subiriam de R$ 232 bilhões, em 2002, para R$ 396 bilhões neste ano. Na vida real, a conta chegará aos R$ 468 bilhões."
***** Devedores solidários
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo
"O relatório da Polícia Federal no inquérito do mensalão mineiro aponta curiosa triangulação de recursos entre Marcos Valério e o Banco Rural, na qual o empréstimo concedido ao publicitário em 2003, para o PT, foi usado para pagar o débito da campanha de 1998, do PSDB. Valério precisava saldar R$ 13,9 mi do empréstimo feito aos tucanos para poder contrair um novo, de R$ 10 mi, para o PT. Um "acordo" reduziu a dívida a R$ 2 mi, pagos pela DNA. Quando foi liberado o empréstimo do PT, R$ 2 mi foram transferidos para a DNA. "Esta operação foi realizada para zerar a situação de Marcos Valério perante o Banco Rural, pois naquele momento o publicitário estava iniciando sua aproximação com o PT", diz o relatório da PF.
***** Países emergentes reagiram bem à crise, diz FMI
Não é apenas o Brasil que está bem na parada diante da crise imobiliária que está sacudindo o mundo todo. De um modo geral os demais emergentes também isentos das atuais turbulências. Assim, o discurso de que “nuncadantez” é lorota. Até poderíamos estar melhor, tivéssemos um governo atuante nas reformas para destravar o país.
No Jornal do Brasil, com informações da InvestNews:
O vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, informou que os investimentos nos países emergentes não sofreu grandes consequências devido à crise dos mercados mundiais.
O equilíbrio só foi possível porque "os mercados mantiveram uma visão relativamente favorável", disse Lipsky em um discurso na reunião anual da Associação de Câmaras de Comércio dos Estados Unidos na América Latina (AACCLA, sigla em inglês).
As crises financeiras do passado faziam com que os investidores retirassem capital dos títulos considerados de risco, como os latino-americanos, por exemplo. Mas, desta vez, as bases econômicas da região se mostraram mais sólidas, afirmou o economista americano.
A diretora do departamento da América Latina do Banco Mundial (BM), Pamela Cox, estava presente no evento e concordou com Lipsky. "O sistema imunológico da América Latina está fortalecido contra a agitação financeira", disse Cox. Mas ela alertou que é necessário vigiar "bem de perto" o que acontece nos Estados Unidos.
***** Denúncia pode derrubar Walfrido
O ex-governador do Acre Jorge Viana já está de sobreaviso, como "regra-três", para substituir o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), caso ele seja denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza. Diz respeito ao processo de caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo mineiro, em 1998, revelado por Alan Rodrigues e Hugo Marques, de IstoÉ.
Walfrido dos Mares Guia é réu confesso. Admitiu à Polícia Federal serem dele quatro folhas manuscritas indicando valores pagos a políticos mineiros.
***** CPI quebra sigilo bancário da Gautama
Os parlamentares da CPI da Gautama, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, decidiram quebrar o sigilo bancário da empreiteira, do seu proprietário, Zuleido Veras, da funcionária Maria de Fátima Palmeira, do ex-deputado distrital Pedro Passos e do ex-servidor da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Julio Cavalcante. O esquema foi desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
Da Folha de S.Paulo
"O governo Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um aumento dos gastos federais equivalente, como proporção da economia do país, a duas vezes a arrecadação da CPMF -a contribuição provisória cuja prorrogação é defendida com o argumento de que sua receita se tornou imprescindível.
Como mostram dados oficiais, os petistas herdaram uma máquina estatal que consumia o correspondente a 15,7% da renda nacional com pessoal, custeio administrativo, transferências de renda e investimentos. Como agora, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ajudava a sustentar o aparato governamental com uma arrecadação de 1,4% do Produto Interno Bruto.
Se tivesse sido simplesmente mantida a participação do Estado na economia de quatro anos atrás, quando Lula obteve do Congresso Nacional a renovação do tributo que condenava na oposição, as despesas federais acumulariam um aumento ainda bem superior ao da inflação do período. Mas seria possível abrir mão, com folga, da receita da contribuição criada em caráter emergencial em 1993.
Não foi, no entanto, o que aconteceu. Os gastos cresceram em ritmo bem superior ao da renda do país, e chegarão neste ano, segundo as previsões mais recentes do Ministério do Planejamento, a quase 18,6% do PIB -admitindo, no cálculo, que o PIB crescerá em 2007 os 4,7% prometidos.
Em moeda corrente, os números são mais impressionantes. Estáveis como proporção do PIB, os gastos federais subiriam de R$ 232 bilhões, em 2002, para R$ 396 bilhões neste ano. Na vida real, a conta chegará aos R$ 468 bilhões."
***** Devedores solidários
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo
"O relatório da Polícia Federal no inquérito do mensalão mineiro aponta curiosa triangulação de recursos entre Marcos Valério e o Banco Rural, na qual o empréstimo concedido ao publicitário em 2003, para o PT, foi usado para pagar o débito da campanha de 1998, do PSDB. Valério precisava saldar R$ 13,9 mi do empréstimo feito aos tucanos para poder contrair um novo, de R$ 10 mi, para o PT. Um "acordo" reduziu a dívida a R$ 2 mi, pagos pela DNA. Quando foi liberado o empréstimo do PT, R$ 2 mi foram transferidos para a DNA. "Esta operação foi realizada para zerar a situação de Marcos Valério perante o Banco Rural, pois naquele momento o publicitário estava iniciando sua aproximação com o PT", diz o relatório da PF.
***** Países emergentes reagiram bem à crise, diz FMI
Não é apenas o Brasil que está bem na parada diante da crise imobiliária que está sacudindo o mundo todo. De um modo geral os demais emergentes também isentos das atuais turbulências. Assim, o discurso de que “nuncadantez” é lorota. Até poderíamos estar melhor, tivéssemos um governo atuante nas reformas para destravar o país.
No Jornal do Brasil, com informações da InvestNews:
O vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, informou que os investimentos nos países emergentes não sofreu grandes consequências devido à crise dos mercados mundiais.
O equilíbrio só foi possível porque "os mercados mantiveram uma visão relativamente favorável", disse Lipsky em um discurso na reunião anual da Associação de Câmaras de Comércio dos Estados Unidos na América Latina (AACCLA, sigla em inglês).
As crises financeiras do passado faziam com que os investidores retirassem capital dos títulos considerados de risco, como os latino-americanos, por exemplo. Mas, desta vez, as bases econômicas da região se mostraram mais sólidas, afirmou o economista americano.
A diretora do departamento da América Latina do Banco Mundial (BM), Pamela Cox, estava presente no evento e concordou com Lipsky. "O sistema imunológico da América Latina está fortalecido contra a agitação financeira", disse Cox. Mas ela alertou que é necessário vigiar "bem de perto" o que acontece nos Estados Unidos.
***** Denúncia pode derrubar Walfrido
O ex-governador do Acre Jorge Viana já está de sobreaviso, como "regra-três", para substituir o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), caso ele seja denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza. Diz respeito ao processo de caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo mineiro, em 1998, revelado por Alan Rodrigues e Hugo Marques, de IstoÉ.
Walfrido dos Mares Guia é réu confesso. Admitiu à Polícia Federal serem dele quatro folhas manuscritas indicando valores pagos a políticos mineiros.
***** CPI quebra sigilo bancário da Gautama
Os parlamentares da CPI da Gautama, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, decidiram quebrar o sigilo bancário da empreiteira, do seu proprietário, Zuleido Veras, da funcionária Maria de Fátima Palmeira, do ex-deputado distrital Pedro Passos e do ex-servidor da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Julio Cavalcante. O esquema foi desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
A CPI investiga o desvio de recursos do Distrito Federal que deveriam ser usados para construir uma barragem no Rio Preto. O ex-deputado Pedro Passos, que renunciou para evitar perder os direitos políticos numa investigação sobre o caso, é suspeito de facilitar a liberação de recursos para a obra que nunca foi construída.
A comissão ainda convocou o ex-secretário de Agricultura do Distrito Federal, Agnaldo Lelis. A secretaria de Agricultura era a responsável pela obra. Na segunda-feira que vem, serão ouvidos dois ex-funcionários da secretaria.
***** Líder do DEM promete resistir à CPMF: "Aqui não é o Congresso da Venezuela"
O líder interino do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou que seu partido não vai votar a CPMF. "Não vamos recuar. Vamos lutar passo a passo. Aqui não é o Congresso da Venezuela. Aqui, nós [a Câmara] temos coluna vertebral. Vamos utilizar a posição regimental para mostrar o escândalo que é a aprovação da CPMF", prometeu Caiado.
O parlamentar ainda alertou para os colegas não votarem contra os seus eleitores. "A casa precisava ter autocrítica e refletir. Não legislar contra a vontade da população. Não sei se o governo vai ter no plenário a maioria que teve na Comissão Especial. Dentro do plenário, a situação é diferente", declarou Caiado.
Sobre as medidas provisórias, o líder Democrata admitiu que as obstruções ficam mais difíceis. Mesmo assim, Caiado disse que a matéria da CPMF não avança nesta semana.
***** OAB: "Fim do Senado só interessaria aos autoritários"
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, afirmou que é contra a extinção do Senado, o que foi defendido no 3º Congresso do PT pelo deputado Ricardo Berzoini (SP). "Não defendo o fim do Senado porque a discussão pode ter um efeito colateral muito preocupante: o fim do próprio Parlamento, o que somente interessaria aos autoritários", concluiu Britto.
Porém, ele defendeu uma reforma política que reduza os mandatos dos senadores de oito para quatro anos. Britto também pediu a extinção do "senador clandestino", se referindo ao suplente, que se elege sem votos.
"Não há possibilidade de retrocesso no encaminhamento da reforma política, vamos fazê-la para melhorar a cara do país. Vamos estabelecer a fidelidade partidária, o fim da reeleição e agilizar os mecanismos de cassação dos parlamentares que abusam economicamente e compram votos", disse o presidente da OAB.