***** Empresas brasileiras têm atrito com Morales
da Folha Online
Três empresas brasileiras com vultuosos negócios na Bolívia vêm enfrentando dificuldades nas negociações com o governo Evo Morales nos últimos dias, segundo reportagem publicada na Folha desta quarta-feira. O governo boliviano tem feito ameaças de rescindir ou de não renovar os contratos com as organizações brasileiras.
Na segunda-feira, dois prazos dados pelo governo boliviano à empreiteira Queiroz Galvão e à Petrobras chegaram ao fim sem solução aos impasses. Já o contrato provisório de fornecimento à termelétrica de Cuiabá --que parou de receber gás anteontem-- termina no dia 31 sem que até ontem as duas partes entrassem em consenso, após vários meses de negociação.
A Queiroz Galvão corre o risco de ter rescindido o contrato de construção de uma obra viária que soma 433 km. A construtora é acusada de irregularidades na construção e de participar de um esquema para fraudar licitações no país. A empresa negou envolvimento em fraudes.
A Petrobras, por sua vez, vive um impasse em torno do abastecimento do mercado interno.
Decreto presidencial de Morales assinado em dezembro determina que o abastecimento do mercado boliviano do gás seja o prioritário para as empresas instaladas no país. A Petrobras, no entanto, defende que a prioridade é o Brasil, conforme estabelecido no contrato de exportação, de 1996.
Quanto ao caso da Pantanal Energia, o chefe do escritório do governo de Mato Grosso em Brasília, Jefferson de Castro Júnior, que acompanha as negociações, disse considerar uma pressão da Bolívia a interrupção no fornecimento. Procurada, a YPFB não se pronunciou sobre a interrupção.
***** Maradona tem prisão decretada na Argentina
Cláudio Humberto
Na Argentina, a justiça emitiu uma ordem de prisão contra o ex-jogador Diego Armando Maradona. Ele é acusado de ter colidido sua caminhonete contra uma cabine telefônica em fevereiro de 2006, o que lesionou levemente duas pessoas. Maradona negou estar dirigindo o veículo naquele momento apesar de testemunhas confirmarem o contrário. O pedido de prisão teria acontecido por causa dos inúmeros adiamentos solicitados por Don Diego para seu depoimento. Maradona está na Colômbia para uma cirurgia plástica e poderá ser detido quando regressar à Argentina.
***** Exército lembra anistia para criticar livro
Após reunir-se durante horas, o Alto Comando do Exército emitiu nota em que lembra a Lei de Anistia para criticar o livro "Direito à memória e à verdade", acusando a o regime militar de mortes e torturas, cujo lançamento foi chancelado pelo presidente Lula e o ministro Nelson Jobim (Defesa). A assessoria do ministro jura que a nota "foi negociada" com Jobim, mas fontes militares não confirmam essa versão, até porque Jobim estava a caminho de Brasília, em um avião.
O Comando Militar do Leste pediu ao Comando do Exército uma "reunião urgente" para "avaliação dos últimos acontecimentos envolvendo declarações do ministro Nélson Jobim" (Defesa). A reunião se realiza há horas em Brasília. No lançamento do livro "Direito à memória e à verdade", acusando a o regime militar de mortes e torturas, Jobim avisou que "haverá reposta" em caso de reação de militares ao livro. Ele desembarcou em Brasília, no começo da noite, preocupado com os desdobramentos da reunião.
da Folha Online
Três empresas brasileiras com vultuosos negócios na Bolívia vêm enfrentando dificuldades nas negociações com o governo Evo Morales nos últimos dias, segundo reportagem publicada na Folha desta quarta-feira. O governo boliviano tem feito ameaças de rescindir ou de não renovar os contratos com as organizações brasileiras.
Na segunda-feira, dois prazos dados pelo governo boliviano à empreiteira Queiroz Galvão e à Petrobras chegaram ao fim sem solução aos impasses. Já o contrato provisório de fornecimento à termelétrica de Cuiabá --que parou de receber gás anteontem-- termina no dia 31 sem que até ontem as duas partes entrassem em consenso, após vários meses de negociação.
A Queiroz Galvão corre o risco de ter rescindido o contrato de construção de uma obra viária que soma 433 km. A construtora é acusada de irregularidades na construção e de participar de um esquema para fraudar licitações no país. A empresa negou envolvimento em fraudes.
A Petrobras, por sua vez, vive um impasse em torno do abastecimento do mercado interno.
Decreto presidencial de Morales assinado em dezembro determina que o abastecimento do mercado boliviano do gás seja o prioritário para as empresas instaladas no país. A Petrobras, no entanto, defende que a prioridade é o Brasil, conforme estabelecido no contrato de exportação, de 1996.
Quanto ao caso da Pantanal Energia, o chefe do escritório do governo de Mato Grosso em Brasília, Jefferson de Castro Júnior, que acompanha as negociações, disse considerar uma pressão da Bolívia a interrupção no fornecimento. Procurada, a YPFB não se pronunciou sobre a interrupção.
***** Maradona tem prisão decretada na Argentina
Cláudio Humberto
Na Argentina, a justiça emitiu uma ordem de prisão contra o ex-jogador Diego Armando Maradona. Ele é acusado de ter colidido sua caminhonete contra uma cabine telefônica em fevereiro de 2006, o que lesionou levemente duas pessoas. Maradona negou estar dirigindo o veículo naquele momento apesar de testemunhas confirmarem o contrário. O pedido de prisão teria acontecido por causa dos inúmeros adiamentos solicitados por Don Diego para seu depoimento. Maradona está na Colômbia para uma cirurgia plástica e poderá ser detido quando regressar à Argentina.
***** Exército lembra anistia para criticar livro
Após reunir-se durante horas, o Alto Comando do Exército emitiu nota em que lembra a Lei de Anistia para criticar o livro "Direito à memória e à verdade", acusando a o regime militar de mortes e torturas, cujo lançamento foi chancelado pelo presidente Lula e o ministro Nelson Jobim (Defesa). A assessoria do ministro jura que a nota "foi negociada" com Jobim, mas fontes militares não confirmam essa versão, até porque Jobim estava a caminho de Brasília, em um avião.
O Comando Militar do Leste pediu ao Comando do Exército uma "reunião urgente" para "avaliação dos últimos acontecimentos envolvendo declarações do ministro Nélson Jobim" (Defesa). A reunião se realiza há horas em Brasília. No lançamento do livro "Direito à memória e à verdade", acusando a o regime militar de mortes e torturas, Jobim avisou que "haverá reposta" em caso de reação de militares ao livro. Ele desembarcou em Brasília, no começo da noite, preocupado com os desdobramentos da reunião.
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***** INSS: vinte meses sem sede
Há exatos vinte meses um incêndio destruiu seis dos dez andares da sede do Instituto Nacional de Seguro Social. Em setembro de 2006, a Adler Assessoramento, que não é do ramo, foi contratada por R$ 1,2 milhão para reformar o edifício queimado. Onze meses mais tarde, o prédio continua um esqueleto destruído. Sem sede, o INSS já torrou mais de R$ 4 milhões em aluguel, apesar dos 5.133 imóveis "não operacionais" que detém.
O diretor de Logística do INSS, Guilherme Scandelai, que tem na gaveta o processo de reforma da sede, não quis informar quando as obras terminam.
O Tribunal de Contas da União recomendou, há dois anos, que o Ministério da Previdência venda 1.073 dos seus 5.133 imóveis "não operacionais".
***** Uma grande jogada de marketing
Para aumentar seu poder de penetração entre os jovens consumidores europeus, marcas como Coca-Cola e KFC estão na lista de mais de duas dezenas de empresas que irão financiar em outubro uma turnê européia de quatro equipes da NBA, a liga profissional americana de basquete. As partidas devem ocorrer na Itália, Espanha, Turquia e Inglaterra. Os valores dos patrocínios não foram revelados, mas sabe-se que a cifra arrecadada entre as empresas na operação foi 25% superior à do ano passado, quando ocorreu pela primeira vez uma iniciativa desse tipo. Num mundo em que os adolescentes são cada vez menos atingidos pela publicidade veiculada na TV, o evento esportivo é tido como uma chance rara de captar a atenção desse público. Para a NBA, também é uma boa oportunidade de conquistar fãs fora dos Estados Unidos.
*****Negócio apetitoso
Com um faturamento anual de 500 milhões de dólares, a marca belga Godiva é líder do mercado de chocolates de luxo. Isso explica o alvoroço causado desde que sua atual proprietária, a companhia americana Campbell, revelou a intenção de desfazer-se do negócio. A Campbell quer se concentrar em produtos alimentícios mais simples e de consumo diário, como sopas e cereais.
***** Família de Lamarca, seqüestrador e assassino, recebe bolada do governo: mais de R$ 1 milhão
A portaria de anistia política que prevê indenização ao guerrilheiro Carlos Lamarca foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. Agora, além da pensão mensal de general-de-brigada (R$ 11.444,40), a viúva Maria Lamarca ainda vai receber R$ 902 mil, cálculo da diferença entre a data do pedido, há 19 anos, e a do julgamento na Comissão de Anistia este ano. Lamarca foi recentemente promovido a coronel com proventos de general, num ato de desrespeito à hierarquia das forças armadas, uma vez que o militar desertou em 1969, durante a ditadura militar, para ingressar em um grupo (VPR – Vanguarda Popular Revolucionária) que queria implantar o comunismo no Brasil. No período de clandestinidade participou de vários assassinatos, além de seqüestros e assaltos a banco. Foi morto em confronto no ano de 1971, na Bahia.
Segundo a Folha de São Paulo, a viúva e seus dois filhos, Cláudia e César, ainda receberão, individualmente, indenização no valor teto de R$ 100 mil, correspondente a 30 salários mínimos por ano de perseguição política. Desde 1993, Maria Lamarca já recebia mensalmente R$ 7,7 mil por decisão da Justiça Federal de São Paulo.
Conforme a portaria publicada ontem, a indenização incidiu sobre a diferença dos proventos de general e de coronel, que ela já recebia, por "224 meses e 8 dias, totalizando o valor líquido de R$ 902 mil". Tais proventos não sofrerão desconto de Imposto de Renda, o que não ocorre com as pensões dos militares nem com as pensões dos aposentados do INSS.
Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia, garantiu que tanto pensão quanto o valor retroativo devem começar a ser pagos a partir do mês que vem pelo Ministério da Defesa. Os cerca de R$ 900 mil serão parcelados a longo prazo: "O Ministério da Justiça já enviou aviso ao da Defesa para que inclua os valores na folha de pagamento", disse. Os outros R$ 300 mil serão pagos pelo Ministério do Planejamento, sem data prevista.
***** INSS: vinte meses sem sede
Há exatos vinte meses um incêndio destruiu seis dos dez andares da sede do Instituto Nacional de Seguro Social. Em setembro de 2006, a Adler Assessoramento, que não é do ramo, foi contratada por R$ 1,2 milhão para reformar o edifício queimado. Onze meses mais tarde, o prédio continua um esqueleto destruído. Sem sede, o INSS já torrou mais de R$ 4 milhões em aluguel, apesar dos 5.133 imóveis "não operacionais" que detém.
O diretor de Logística do INSS, Guilherme Scandelai, que tem na gaveta o processo de reforma da sede, não quis informar quando as obras terminam.
O Tribunal de Contas da União recomendou, há dois anos, que o Ministério da Previdência venda 1.073 dos seus 5.133 imóveis "não operacionais".
***** Uma grande jogada de marketing
Para aumentar seu poder de penetração entre os jovens consumidores europeus, marcas como Coca-Cola e KFC estão na lista de mais de duas dezenas de empresas que irão financiar em outubro uma turnê européia de quatro equipes da NBA, a liga profissional americana de basquete. As partidas devem ocorrer na Itália, Espanha, Turquia e Inglaterra. Os valores dos patrocínios não foram revelados, mas sabe-se que a cifra arrecadada entre as empresas na operação foi 25% superior à do ano passado, quando ocorreu pela primeira vez uma iniciativa desse tipo. Num mundo em que os adolescentes são cada vez menos atingidos pela publicidade veiculada na TV, o evento esportivo é tido como uma chance rara de captar a atenção desse público. Para a NBA, também é uma boa oportunidade de conquistar fãs fora dos Estados Unidos.
*****Negócio apetitoso
Com um faturamento anual de 500 milhões de dólares, a marca belga Godiva é líder do mercado de chocolates de luxo. Isso explica o alvoroço causado desde que sua atual proprietária, a companhia americana Campbell, revelou a intenção de desfazer-se do negócio. A Campbell quer se concentrar em produtos alimentícios mais simples e de consumo diário, como sopas e cereais.
***** Família de Lamarca, seqüestrador e assassino, recebe bolada do governo: mais de R$ 1 milhão
A portaria de anistia política que prevê indenização ao guerrilheiro Carlos Lamarca foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. Agora, além da pensão mensal de general-de-brigada (R$ 11.444,40), a viúva Maria Lamarca ainda vai receber R$ 902 mil, cálculo da diferença entre a data do pedido, há 19 anos, e a do julgamento na Comissão de Anistia este ano. Lamarca foi recentemente promovido a coronel com proventos de general, num ato de desrespeito à hierarquia das forças armadas, uma vez que o militar desertou em 1969, durante a ditadura militar, para ingressar em um grupo (VPR – Vanguarda Popular Revolucionária) que queria implantar o comunismo no Brasil. No período de clandestinidade participou de vários assassinatos, além de seqüestros e assaltos a banco. Foi morto em confronto no ano de 1971, na Bahia.
Segundo a Folha de São Paulo, a viúva e seus dois filhos, Cláudia e César, ainda receberão, individualmente, indenização no valor teto de R$ 100 mil, correspondente a 30 salários mínimos por ano de perseguição política. Desde 1993, Maria Lamarca já recebia mensalmente R$ 7,7 mil por decisão da Justiça Federal de São Paulo.
Conforme a portaria publicada ontem, a indenização incidiu sobre a diferença dos proventos de general e de coronel, que ela já recebia, por "224 meses e 8 dias, totalizando o valor líquido de R$ 902 mil". Tais proventos não sofrerão desconto de Imposto de Renda, o que não ocorre com as pensões dos militares nem com as pensões dos aposentados do INSS.
Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia, garantiu que tanto pensão quanto o valor retroativo devem começar a ser pagos a partir do mês que vem pelo Ministério da Defesa. Os cerca de R$ 900 mil serão parcelados a longo prazo: "O Ministério da Justiça já enviou aviso ao da Defesa para que inclua os valores na folha de pagamento", disse. Os outros R$ 300 mil serão pagos pelo Ministério do Planejamento, sem data prevista.