Da Editoria do Jornal A Gazeta (Cuiabá/MT)
A semana está recheada de expectativas, e por que não dizer apreensão, sobre o que acontecerá com algumas empresas brasileiras que atuam na Bolívia. Das que ainda possuem volumes vultuosos no país vizinho, a Queiroz Galvão recebeu uma dura punição. O governo boliviano anunciou a rescisão do contrato com a construtora sob alegação de irregularidades em obras executadas em uma estrada no Sul do país.
A medida colocará para fora da Bolívia, e pelas portas dos fundos, mais uma empresa brasileira. A primeira foi a EBX, expulsa porque estava construindo uma siderúrgica sem a licença ambiental, segundo alegação do governo boliviano.
Para excluir a Queiroz Galvão da Bolívia, o governo afirma ter um laudo técnico da Cooperativa Andina de Fomento (CAF), uma das financiadoras das obras, que aponta com detalhes as irregularidades. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Álvaro Garcia Linera, o que reforça a pretensão do executivo boliviano em rescindir o contrato com a empresa.
Entre as irregularidades, a construtora é acusada de não cumprir o cronograma de obras estipulado no contrato e de não executá-las devidamente. O governo aponta fissuras em trechos recém-construídos da pavimentação. A Queiroz Galvão se defende e culpa quem fez o projeto, justificando ser apenas a executora.
As reações do governo Evo Morales, certas ou erradas, sobre os investidores estrangeiros naquele país deixam sempre um ponto de interrogação sobre qual será o próximo passo para afugentar os empreendimentos na Bolívia.
Ainda para esta semana espera-se a definição sobre a assinatura do novo contrato entre a estatal boliviana YPFB e a TBS para o envio de gás natural para a Usina Governador Mário Covas, operada pela Empresa Pantanal Energia (EPE). As negociações ocorrem a passos lentos, mesmo depois do acerto entre os presidentes Evo Morales e Luiz Inácio Lula da Silva feito em fevereiro para aumentar o preço do produto enviado a Cuiabá. Diga-se de passagem, o valor realmente era um dos mais baixos praticados no mercado internacional.
Aparentemente, com a questão do preço negociado, pensava-se que tudo estaria resolvido. Mas no decorrer das negociações, a Bolívia assumiu problemas na produção para manter o fornecimento aos contratos em vigor e priorizou aqueles com volumes maiores, leia-se Petrobras e Argentina.
E mesmo recebendo menos gás e já com preço maior desde o final de junho, o contrato definitivo para Cuiabá ainda está demorando para sair. Oxalá, que tudo seja resolvido, pois mesmo com a previsão positiva de que a assinatura ocorra esta semana, fontes dos governos federal e estadual ainda confessam uma certa apreensão em se tratando de negociação com a Bolívia.
A semana está recheada de expectativas, e por que não dizer apreensão, sobre o que acontecerá com algumas empresas brasileiras que atuam na Bolívia. Das que ainda possuem volumes vultuosos no país vizinho, a Queiroz Galvão recebeu uma dura punição. O governo boliviano anunciou a rescisão do contrato com a construtora sob alegação de irregularidades em obras executadas em uma estrada no Sul do país.
A medida colocará para fora da Bolívia, e pelas portas dos fundos, mais uma empresa brasileira. A primeira foi a EBX, expulsa porque estava construindo uma siderúrgica sem a licença ambiental, segundo alegação do governo boliviano.
Para excluir a Queiroz Galvão da Bolívia, o governo afirma ter um laudo técnico da Cooperativa Andina de Fomento (CAF), uma das financiadoras das obras, que aponta com detalhes as irregularidades. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Álvaro Garcia Linera, o que reforça a pretensão do executivo boliviano em rescindir o contrato com a empresa.
Entre as irregularidades, a construtora é acusada de não cumprir o cronograma de obras estipulado no contrato e de não executá-las devidamente. O governo aponta fissuras em trechos recém-construídos da pavimentação. A Queiroz Galvão se defende e culpa quem fez o projeto, justificando ser apenas a executora.
As reações do governo Evo Morales, certas ou erradas, sobre os investidores estrangeiros naquele país deixam sempre um ponto de interrogação sobre qual será o próximo passo para afugentar os empreendimentos na Bolívia.
Ainda para esta semana espera-se a definição sobre a assinatura do novo contrato entre a estatal boliviana YPFB e a TBS para o envio de gás natural para a Usina Governador Mário Covas, operada pela Empresa Pantanal Energia (EPE). As negociações ocorrem a passos lentos, mesmo depois do acerto entre os presidentes Evo Morales e Luiz Inácio Lula da Silva feito em fevereiro para aumentar o preço do produto enviado a Cuiabá. Diga-se de passagem, o valor realmente era um dos mais baixos praticados no mercado internacional.
Aparentemente, com a questão do preço negociado, pensava-se que tudo estaria resolvido. Mas no decorrer das negociações, a Bolívia assumiu problemas na produção para manter o fornecimento aos contratos em vigor e priorizou aqueles com volumes maiores, leia-se Petrobras e Argentina.
E mesmo recebendo menos gás e já com preço maior desde o final de junho, o contrato definitivo para Cuiabá ainda está demorando para sair. Oxalá, que tudo seja resolvido, pois mesmo com a previsão positiva de que a assinatura ocorra esta semana, fontes dos governos federal e estadual ainda confessam uma certa apreensão em se tratando de negociação com a Bolívia.