terça-feira, outubro 09, 2007

Corrupção atravessa estradas

O Globo

Controlado por políticos do PR (ex-PL), o Dnit mantém vivo o fantasma do extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que substituiu em 2002 por decisão do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Para o ministro Ubiratan Aguiar, relator das contas do órgão no TCU, a tentativa de soterrar por decreto o longo histórico de escândalos associados à antiga sigla não prosperou.

— O nome mudou, mas as práticas de corrupção e desperdício continuam — sentencia Aguiar, que costuma relatar três pedidos de interrupção cautelar de obras do Dnit por semana.

O diagnóstico é comprovado pelo retrospecto de fiscalizações do tribunal. Desde que foi criado, o Dnit encabeça a lista de irregularidades graves paralisantes em todos os balanços anuais do TCU, que audita obras de diversos órgãos da administração federal.

No relatório de 2007, no qual estão incluídos os investimentos do PAC, a autarquia responde por 38 das 77 obras classificadas com o alerta vermelho. Motivado pela enxurrada de denúncias, o senador Mário Couto (PSDB-PA) pretende apresentar, na semana que vem, um requerimento de abertura de CPI para apurar os contratos do órgão." Leia mais em O Globo

"O trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, que consta no primeiro edital de um lote de sete licitações publicado pelo governo em agosto para a concessão de rodovias federais, é atualmente uma colcha de retalhos. Trechos bons e regulares se alternam com outros, péssimos, em todos os 401,6 quilômetros da Régis Bittencourt, conhecida como a "Rodovia da Morte", devido ao elevado número de acidentes.

Motoristas e policiais rodoviários que conhecem bem a estrada avaliam que, no geral, a situação é regular. Há muitos buracos, que se multiplicam a cada chuva, a sinalização é falha, os caminhões são pelo menos 70% dos veículos em trânsito, existem curvas perigosas e muitos trechos não têm acostamento, por isso os motoristas devem trafegar com muita atenção.

— Quem conseguir a concessão dessa rodovia vai ter muito trabalho. É muita coisa para consertar — constata um veterano policial rodoviário, que não se identifica, por ser proibido de dar entrevistas.